A frente marítima e o passeio de Gżira
Esta é a espinha dorsal da cidade e o seu coração social. O passeio pavimentado estende-se por mais de um quilómetro ao longo do Porto de Marsamxett, oferecendo uma vista contínua, digna de postal, sobre os baluartes de Valeta. É um espaço funcional: vai ver pescadores a remendar redes, passageiros à espera do ferry para a capital e moradores a passear os cães ao pôr do sol. Os melhores cafés aqui são os mais simples, com cadeiras de plástico, onde se pode ficar horas com um Kinnie na mão a ver o movimento do porto.
Ilha Manoel
Menos um bairro, mais um estado de espírito. Ligada por uma única ponte, muitas vezes levantada, a ilha parece um mundo à parte. O Forte Manoel domina, com as suas enormes muralhas de calcário, verticais e silenciosas. O acesso ao forte em si é frequentemente restrito, mas pode percorrer o perímetro, sentindo o cascalho a ranger sob os pés. O ambiente é de decadência suspensa e planos de requalificação sussurrados. Vá pelo silêncio profundo e pela perspetiva rara sobre a linha do horizonte de Gżira.
O quarteirão do Aqualuna
Centrada no moderno complexo Aqualuna, esta parte da frente marítima representa a face mais recente e mais encenada de Gżira. É uma zona de transição entre o dia e a noite. À tarde, ouve-se água a chapinhar e coqueteleiras a trabalhar no deck da piscina. Depois de escurecer, transforma-se num polo social elegante, com um público mais composto. A energia é deliberadamente fabricada, em contraste forte e curioso com a vida orgânica, salgada e marcada pelo tempo que continua poucos metros adiante no passeio.
As ruas interiores (Triq ix-Xatt e arredores)
Basta avançar uma rua para dentro, a partir da marginal, para Gżira mostrar a sua alma residencial. As ruas estreitam, ladeadas por moradias tradicionais maltesas e, aqui e ali, por blocos modernistas dos anos 70. É aqui que encontra a 111 Art Gallery, um pequeno refúgio de calma contemporânea, e ouve os ensaios do teatro comunitário do Gżira Project. O ar é mais fresco, à sombra do sol do porto, e cheira a jasmim vindo de pátios escondidos.