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Diwan-I-Am
Nova Deli·Índia·28° N · 77° E·Atualizado Apr 2026
O local onde Bahadur Shah Zafar, o último imperador mogol, foi submetido a julgamento em 1857: o Diwan-i-Aam, o salão de audiências públicas do Forte Vermelho em Deli.
Esqueça todas as fotografias que já viu do Diwan-i-Aam. As paredes de arenito vermelho que milhões de visitantes fotografam todos os anos no Forte Vermelho, em Nova Deli, são uma ilusão. Originalmente, esta estrutura era invisível sob uma camada de reboco de cal polido e pintura dourada tão refinada que, no século XVII, viajantes franceses juravam estar perante um palácio de mármore. Estar aqui é contemplar um monumento despido; a sala mais pública do Império Mughal, palco de audiências imperiais e, mais tarde, de um julgamento que encerrou uma dinastia.
Shah Jahan ergueu este Salão de Audiências Públicas entre 1639 e 1648, o coração cerimonial de Shahjahanabad. O conceito era puramente teatral: um espaço vasto, desenhado para que centenas de súbditos vissem o imperador, que se mantinha inalcançável e retroiluminado no seu trono de mármore.
A arquitetura impunha uma hierarquia rígida. O súbdito olhava para cima; o soberano olhava para baixo. Uma balaustrada de ouro não servia apenas como decoração, mas como a fronteira física que separava o poder da petição.
Hoje, o salão expõe-se ao sol inclemente de Deli. O reboco desapareceu, tal como a balaustrada. Nove arcos monumentais, cada um mais alto que um autocarro de dois andares, emolduram perspetivas que os arquitetos de Shah Jahan calibraram com precisão matemática. Mesmo vazio, o alinhamento das colunas força o olhar a convergir para o nicho do trono.
O Diwan-i-Aam foi onde a Índia Mughal tornou o seu poder visível ao povo. E, dois séculos depois, foi aqui que esse mesmo poder foi publicamente extinto.
Pesquisado pela equipa editorial da Audiala a partir de registos históricos, arquivos de arquitetura e conhecimento local.
O que ver
O Salão de Audiências Públicas
O que vê diante de si é uma meia-verdade. Aquelas colunas de arenito vermelho, dispostas em nove arcos e duas filas de profundidade, nunca foram concebidas para exibir esta aparência rústica. Entre 1639 e 1648, sob o reinado de Shah Jahan, cada centímetro estava revestido por uma camada de cal polida, o 'chunam', que conferia ao edifício um brilho de alabastro. O salão era branco, luminoso, quase irreal contra o céu de Deli. A ocupação britânica, após 1857, despiu-o desta pele, deixando apenas o esqueleto mineral que hoje observamos. Posicione-se na extremidade ocidental do pátio para compreender a intenção original: os arcos recortados alinham-se num ritmo geométrico que conduz o olhar diretamente para o trono, ao fundo. É um teatro arquitetónico onde o espaço foi desenhado para destacar um único homem. Não espere silêncio absoluto; a estrutura hipostila, aberta em três lados, deixa entrar o som dos pombos, o burburinho de Deli vindo de Chandni Chowk e o eco das vozes dos visitantes.
O Pavilhão do Trono e o Painel de Orfeu
Ao centro da parede oriental, elevado sobre uma plataforma de mármore de Makrana — o mesmo que imortalizou o Taj Mahal —, encontra-se o pavilhão do trono, protegido por um dossel de estilo bengali. É aqui que reside a subtileza que a maioria dos visitantes ignora: um painel de 'pietra dura' incrustado na parede posterior, representando aves e o mito de Orfeu. Atribuído a um joalheiro florentino chamado Austin de Bordeaux, este trabalho de pedras semipreciosas é um testemunho improvável da colisão entre a estética europeia e a corte mogol. O problema? A distância e a barreira de vidro tornam o painel quase invisível a olho nu. Leve binóculos ou uma câmara com lente zoom de 200mm. Se visitar entre as 9h30 e as 11h00, a luz da manhã incide diretamente sobre o painel, devolvendo às pedras um pouco da vivacidade que a distância tenta roubar.
A Arquitetura do Poder: Pátio e Galerias
Não se apresse a sair. As galerias colonadas (dalans) que cercam o pátio são a chave para decifrar o Diwan-i-Aam. Ao caminhar por estes corredores, o salão deixa de ser apenas uma estrutura de pedra e torna-se um palco de poder: o pátio transforma-se numa plateia e o trono, num foco luminoso. Note o degrau da plataforma; uma elevação subtil, mas que definia a hierarquia social entre o imperador e os peticionários. Se visitar durante as monções, o arenito escurece para um tom de borgonha profundo; no inverno, a névoa matinal suaviza a geometria rígida do complexo. Evite a confusão de meio-dia: o calor que irradia do arenito torna a visita exaustiva. E um aviso: não confunda este salão com o Diwan-i-Khas. A famosa inscrição sobre o 'paraíso na terra' pertence ao outro edifício, apesar da desinformação comum.
Planeie sua visita
Como chegar
Apanhe a Linha Amarela do Metro de Deli até à estação Chandni Chowk (Saída 5) e caminhe cerca de 12 a 15 minutos para leste, seguindo a avenida principal em direção às muralhas de arenito vermelho. A estação Lal Quila, na Linha Violeta, é mais prática — apenas 5 a 7 minutos a pé. Esqueça o carro; o trânsito em Old Delhi é implacável e o estacionamento é escasso. Se optar por um táxi ou TVDE, peça para ser deixado no Portão Lahori (Lahori Gate).
Horário de Funcionamento
O complexo do Forte Vermelho, incluindo o Diwan-i-Aam, funciona de terça a domingo, das 9h30 às 16h30. A última entrada ocorre por volta das 16h00. O local fecha todas as segundas-feiras. Existe um espetáculo de som e luz à noite, com bilhetes separados. Recomendo sempre consultar o site oficial asi.nic.in, pois os horários podem sofrer ajustes sazonais.
Tempo de Visita
Uma vista rápida ao Diwan-i-Aam leva cerca de 20 minutos. Contudo, olhar apenas para este pavilhão é perder o contexto da obra de Shah Jahan. Reserve entre 1h30 a 2 horas para percorrer o complexo com calma, incluindo o Diwan-i-Khas e os banhos reais. Para quem gosta de detalhes históricos e explora os museus, 4 horas é o tempo ideal.
Bilhetes
Em 2026, os preços mantêm-se em ₹35 para cidadãos indianos e entre ₹550 e ₹600 para visitantes estrangeiros. Crianças até aos 15 anos não pagam. Compre o bilhete online através do portal da ASI para evitar as filas no Lahori Gate, que nos fins de semana podem consumir quase uma hora de paciência.
Acessibilidade
O caminho desde o portão principal até ao Diwan-i-Aam é plano, embora o piso de pedra do século XVII seja irregular. O pavilhão ergue-se numa plataforma a que se acede por degraus rasos; não existem rampas de acesso nem elevadores. O pátio é totalmente exposto ao sol, o que torna a visita penosa durante os meses de calor intenso.
Galeria de fotos
Visitantes passeiam pelo caminho de pedra que leva ao histórico Diwan-i-Aam em Nova Delhi, Índia, cercado por gramados bem cuidados e árvores exuberantes. · IM3847Uma visão detalhada dos ornamentados arcos e pilares de arenito vermelho no histórico Diwan-i-Aam em Nova Delhi, Índia. · Sona GroverO majestoso Diwan-i-Aam, ou Salão de Audiência Pública, destaca-se como um marco arquitetônico proeminente dentro do complexo do Forte Vermelho em Nova Delhi, Índia. · AkashqqqUma visão de perto da requintada varanda do trono de mármore no Diwan-i-Aam, exibindo o intrincado artesanato mogol encontrado em Nova Delhi, Índia. · Elex.sunilनई दिल्ली के लाल किले में स्थित दीवान-ए-आम का एक सुंदर दृश्य, जहाँ ऐतिहासिक वास्तुकला और हरियाली का अद्भुत संगम है। · IM3847O Diwan-i-Aam em Nova Delhi exibe uma arquitetura mogol impressionante com sua série rítmica de arcos e pilares de arenito vermelho. · Jakub HałunO Diwan-i-Aam, ou Salão de Audiência Pública, destaca-se como um exemplo majestoso da arquitetura mogol dentro do complexo do Forte Vermelho em Nova Delhi, Índia. · Sharma anshu
História
A Sala do Trono que Virou Tribunal
O Forte Vermelho levou nove anos a ser construído, de 1639 a 1648. O Diwan-i-Aam era o seu gesto mais público. Shah Jahan, ao mudar a capital de Agra para Deli, precisava de um espaço onde a população de Shahjahanabad testemunhasse a autoridade imperial.
O ritual diário manteve-se imutável durante dois séculos. Cada manhã, o imperador surgia no trono de mármore. Abaixo, num estrado separado, o wazir recebia as petições. Os súbditos nunca falavam diretamente com o soberano; o silêncio imperial era, por si só, uma forma de teatro.
O ponto de viragem
O Último Imperador no Banco dos Réus
Os guias descrevem o salão como um local de justiça administrativa, mas omitem o teatro político da humilhação ocorrido em 1858. Foi aqui, a 27 de janeiro, que Bahadur Shah Zafar II — o último imperador Mughal, com 82 anos e quase surdo — foi trazido para ser julgado.
A escolha do local foi calculada pelos britânicos. Durante 210 anos, os imperadores apareceram acima da balaustrada, intocáveis. Zafar, contudo, foi forçado a sentar-se ao nível do chão, na posição de um simples peticionário.
Soldados britânicos ocuparam o espaço dos nobres. O processo decorreu em inglês, uma língua estranha ao salão, perante o Tenente-Coronel F.N. Maisey. A condenação era uma formalidade. Zafar foi exilado para Rangum, onde morreu em 1862.
O seu túmulo foi mantido sem marcações, por medo de que se tornasse um santuário. Tornou-se um, de qualquer forma. O dossel vazio diante de si é o testemunho final de uma soberania que não só terminou, como foi encenada para ser destruída.
O Fantasma das Paredes Brancas
O arenito vermelho que vemos hoje é uma cicatriz da história, não uma escolha estética. Originalmente, o edifício era revestido com 'chunam', um reboco de cal que dava às colunas a aparência de alabastro branco. Após a rebelião de 1857, quando o Forte Vermelho foi transformado num quartel britânico, o reboco foi arrancado. A identidade visual que hoje conhecemos é, na verdade, a ferida deixada por essa ocupação.
Orfeu Atrás do Trono
Observe os painéis de 'pietra dura' nas laterais do trono. Entre os motivos florais típicos, destaca-se a figura de Orfeu a tocar alaúde para animais. É uma intervenção da mitologia grega, em pedras semipreciosas, no coração de um palácio islâmico. A autoria é frequentemente atribuída a Austin de Bordeaux, um joalheiro florentino, mas este nome deriva de um guia turístico de 1911; não existe um único documento imperial que confirme a sua presença.
Dicas para visitantes
Evite os falsos guias
Cuidado com os homens que abordam turistas à entrada do Lahori Gate alegando ser guias oficiais. São oportunistas. Os guias licenciados pela ASI usam identificação com fotografia e são contratados apenas no balcão oficial dentro do forte. O mesmo aplica-se a quem oferece 'atalhos' para a fila; ignore e dirija-se à bilheteira.
Regras de Fotografia
Pode fotografar o complexo livremente. Contudo, tripés exigem uma autorização prévia da ASI, algo raramente concedido a turistas. Drones são estritamente proibidos — o Forte Vermelho é uma zona de alta segurança com presença militar permanente, e as consequências são graves. Evite focar a câmara em elementos de segurança ou militares.
Onde comer depois
Não há comida à venda dentro do recinto. Após a visita, caminhe 20 minutos até ao Karim's, perto da Jama Masjid, para provar o autêntico cordeiro korma (desde 1913). Se procura algo mais simples, as parathas da Paranthe Wali Gali são um clássico. Para algo doce, o Old Famous Jalebi Wala é uma instituição local desde o século XIX.
A melhor altura para visitar
Visite entre outubro e março. Nos meses de maio e junho, o calor atinge os 45°C e o pátio do Diwan-i-Aam transforma-se num forno sem sombra. Chegue às 9h30 para aproveitar a luz da manhã, que ilumina o pavilhão do trono de forma ideal para fotografia.
O percurso completo
O Diwan-i-Aam é uma carcaça de colunas sem a sua cobertura original de gesso branco. Para o compreender, caminhe por todo o percurso histórico: do Chhatta Chowk aos banhos reais. Não confunda o Diwan-i-Aam com o Diwan-i-Khas, onde ficava o trono. Se tiver energia, visite o Forte Salimgarh, ligado por uma ponte; é menos frequentado e carregado de história.
Combine com a Jama Masjid
A Jama Masjid, a maior mesquita da Índia, fica a apenas 15 minutos a pé. Pode combinar os dois locais numa só manhã. Se quiser um momento de silêncio após o caos do forte, o Raj Ghat, memorial a Gandhi, fica a menos de 1,5 km para sul.
Onde comer
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Não vá embora sem provar
Murg Mussallam — frango inteiro cozido lentamente em especiarias Mughlai, um prato real da era do Forte VermelhoNihari — ensopado de tutano cozido durante a noite, tradicionalmente consumido no café da manhã na Velha DelhiSeekh Kebab — kebabs de carne picada cozidos na brasa, perfumados com gengibre e pimenta verdeParanthe (Aloo, Paneer, Mooli) — pães achatados recheados, melhor consumidos quentes com iogurte e piclesJalebi — pretzel frito em espiral embebido em calda de açúcar, servido quente com rabri (leite engrossado)Dahi Bhalle — bolinhos de lentilha macios em iogurte, uma instituição de Chandni ChowkBiryani — arroz perfumado em camadas com carne marinada, cada grão infundido com açafrão e cardamomoLassi — bebida à base de iogurte, doce ou salgada, o acompanhamento refrescante perfeito para comida apimentadaChole Bhature — curry de grão-de-bico com pão frito, um item básico do café da manhã no norte da ÍndiaKulfi — sorvete cremoso indiano com sabor de cardamomo, pistache ou rosa
Cafe Delhi Heights
cafe
Cafe€€€star3.7(126)directions_walkInside Red Fort complex
Pedir: Café e lanches leves enquanto aprecia a vista dos pátios internos do Forte Vermelho — um ponto de reabastecimento conveniente durante sua visita ao Diwaan-e-Aam.
Localizado diretamente dentro das dependências do Forte Vermelho, esta é sua única opção verificada para um café com serviço de mesa sem precisar sair do monumento. É institucional, mas supera os vendedores de rua se você precisar de ar condicionado e um assento adequado.
checkVisite os vendedores de comida de rua fora do Forte Vermelho no início da manhã (antes das 11h), quando lotes frescos de parathas e jalebi ainda estão quentes — este é o momento de pico de frescor.
checkLeve água engarrafada; evite sucos frescos de carrinhos de rua para evitar problemas estomacais.
checkA maioria dos restaurantes da Velha Delhi prefere dinheiro, embora o UPI seja cada vez mais aceito — tenha notas pequenas à mão.
checkA área de Chandni Chowk fica extremamente lotada às sextas-feiras após as orações na mesquita; planeje sua visita de acordo.
checkO Diwaan-e-Aam é melhor explorado no início da manhã; combine isso com o café da manhã em vendedores de comida de rua próximos e retorne para o almoço depois que as multidões diminuírem.
Bairros gastronômicos:Chandni Chowk — the historic main bazaar, 1 km away, packed with century-old food stalls and street vendorsGali Kababiyan (near Jama Masjid) — 1.5 km away, the legendary lane of kebab and Mughlai specialistsParanthe Wali Gali — 1 km away, a narrow alley dedicated entirely to stuffed flatbread vendors since the 19th centuryJama Masjid surroundings — 1.5 km away, the heart of Old Delhi's Muslim food culture with biryani and nihari joints
Dados de restaurantes fornecidos pelo Google
Perguntas frequentes
Vale a pena visitar o Diwan-i-Aam no Forte Vermelho?
Vale a pena, mas apenas se souber o que observar. O salão parece hoje um esqueleto despido da sua glória mogol; originalmente, todas as colunas de arenito vermelho eram revestidas com um reboco de cal polido que brilhava como alabastro, e o teto era ornamentado a ouro. Leve binóculos ou uma câmara com bom zoom para observar o painel de 'pietra dura' atrás do trono, que ilustra o mito de Orfeu — uma obra atribuída a um artesão europeu. Sem este contexto, verá apenas uma colunata vasta, porém esvaziada.
Quanto tempo preciso para ver o Diwan-i-Aam?
Reserve entre 25 a 35 minutos para o Diwan-i-Aam e cerca de 3 a 4 horas para o complexo completo do Forte Vermelho. O salão exige paciência: caminhe até à extremidade oeste do pátio para obter a perspectiva axial que os arquitetos de Shah Jahan idealizaram, onde nove arcos recortados emolduram o trono de mármore em simetria perfeita. Quem passa a correr perde todo o drama espacial da arquitetura.
Como chego ao Diwan-i-Aam a partir de Nova Deli?
Apanhe o Metro de Deli até à estação Lal Quila (Linha Violeta), a 5 minutos a pé da entrada Lahori Gate. A estação Chandni Chowk (Linha Amarela) também serve, ficando a cerca de 12 minutos. Se optar por auto-rickshaws a partir de Connaught Place, o custo deve rondar as 80–120 rupias; exija sempre o uso do taxímetro ou utilize aplicações como a Uber/Ola para evitar sobrepreços inflacionados para turistas.
Qual é a melhor altura para visitar o Diwan-i-Aam?
Visite nas manhãs de dias úteis, entre novembro e fevereiro, preferencialmente antes das 10h. O pavilhão do trono está voltado para leste, pelo que a luz matinal faz o mármore e a 'pietra dura' ganharem vida. Evite o verão (abril a junho), altura em que as temperaturas superam os 40°C e o pátio, sem qualquer sombra, irradia um calor sufocante através do arenito.
A entrada no Diwan-i-Aam é gratuita?
Não. O acesso é feito através da entrada geral do Forte Vermelho. O custo é de 35 rupias para cidadãos indianos e 550 rupias para estrangeiros. Recomendo comprar o bilhete online no portal oficial da ASI para evitar as filas no Lahori Gate, que podem ultrapassar os 45 minutos nos fins de semana.
O que não posso deixar de ver no Diwan-i-Aam?
O painel de 'pietra dura' com a figura de Orfeu, atrás do trono, é o detalhe técnico mais fascinante; como está protegido por vidro espesso, o zoom é indispensável. Observe também o telhado curvo em estilo 'Bengala' sobre o dossel do trono, uma forma vernácula que coroa o assento de poder mogol. Por fim, posicione-se no degrau baixo onde o salão encontra o pátio: esse é o limite que os súbditos comuns nunca podiam ultrapassar.
Qual a diferença entre o Diwan-i-Aam e o Diwan-i-Khas?
O Diwan-i-Aam era o salão de audiências públicas, aberto em três lados, onde o imperador ouvia petições. Já o Diwan-i-Khas, localizado a norte, era um espaço privado e fechado, reservado a nobres e embaixadores. Atenção: a famosa inscrição 'Se existe um paraíso na terra, é este' pertence ao Diwan-i-Khas, não ao Diwan-i-Aam — um erro comum em muitos guias.
Qual é a história do Diwan-i-Aam?
Construído por Shah Jahan entre 1639 e 1648, o salão foi um teatro de autoridade imperial durante mais de dois séculos. O seu momento mais sombrio ocorreu em janeiro de 1858, quando os britânicos converteram o salão num tribunal improvisado para julgar Bahadur Shah Zafar, o último imperador mogol. Ao julgar o soberano no seu próprio trono, os britânicos encenaram a humilhação final da dinastia antes do seu exílio em Rangum.
Fontes13
Pesquisado e escrito pela equipa editorial da Audiala a partir de registos históricos, arquivos de arquitetura e conhecimento local. Última atualização: April 2026.
Archaeological Survey of India (ASI) — Órgão oficial responsável pelo Forte Vermelho; fonte de horários de funcionamento, preços de ingressos, status de conservação e políticas de gestão do local
Wikipedia — Diwan-i-Am (Forte Vermelho) — Datas de construção, detalhes arquitetônicos, revestimento de gesso chunam, atribuição a Austin de Bordeaux, estilo de telhado de Bengala, função do estrado do wazir, detalhes da restauração de Curzon
Murray's Handbook for Travellers in India (1911) — Fonte original para a atribuição de Austin de Bordeaux como joalheiro florentino; também citado pelo trabalho de restauração de Mennegatti sob Lord Curzon
TripAdvisor — Avaliações do Diwan-i-Aam — Relatos de visitantes, incluindo Madhulika L (painel de pietra dura de Orfeu, recomendação de binóculos, história do gesso de cal) e Brun066 (citações acadêmicas de Ebba Koch e Catherine B. Asher, danos da guarnição britânica)
Blog de viagens Rediscovering Delhi — Detalhes arquitetônicos (nove arcos gravados, trono de mármore de Makrana), relação espacial entre o Diwan-i-Aam e o Diwan-i-Khas, atribuição de dísticos persas, esclarecimento sobre a localização do Trono do Pavão
Ebba Koch — 'The Mughal Audience Hall' (2011) — Análise acadêmica comparando o programa arquitetônico de Shah Jahan ao Versalhes de Luís XIV como instrumentos de autoridade centralizada
Catherine B. Asher — Architecture of Mughal India (1992) — Fonte acadêmica sobre a tradição mogol do jharoka darshan e cerimônias de audiência pública
William Dalrymple — The Last Mughal (2006) — Relato histórico da rebelião de 1857 e do julgamento de Bahadur Shah Zafar no Diwan-i-Aam, incluindo o debate sobre o papel de Zafar na revolta
François Bernier — Travels in the Mogul Empire (1670) — Relato primário de testemunha ocular sobre a vida na corte mogol, distinguindo as funções e o mobiliário do Diwan-i-Aam e do Diwan-i-Khas
Jean-Baptiste Tavernier — Travels in India (1676) — Fonte primária com descrição do Trono do Pavão (confirmado no Diwan-i-Khas, não no Diwan-i-Aam) e do esplendor da corte mogol
De Gruyter Brill Reference — Detalhes da proposta de restauração de Lord Curzon (1903–1909), incluindo a restauração de mosaicos e a comissão de Mennegatti
Lugares salvos e lidos recentemente — apenas neste dispositivo.
Créditos das fotos (12)
A pillared hall in Red Fort — IM3847 — CC BY-SA 4.0 (https://creativecommons.org/licenses/by-sa/4.0/) — Fonte: https://commons.wikimedia.org/wiki/File:A_pillared_hall_in_Red_Fort.jpg
Arches of Diwan-i-Aaam — Sona Grover — CC BY-SA 4.0 (https://creativecommons.org/licenses/by-sa/4.0/) — Fonte: https://commons.wikimedia.org/wiki/File:Arches_of_Diwan-i-Aaam.jpg
BAITHAK AT RED FORT DELHI — Elex.sunil — CC BY-SA 3.0 (https://creativecommons.org/licenses/by-sa/3.0/) — Fonte: https://commons.wikimedia.org/wiki/File:BAITHAK_AT_RED_FORT_DELHI.JPG
A pillared Mandapa in Red Fort — IM3847 — CC BY-SA 4.0 (https://creativecommons.org/licenses/by-sa/4.0/) — Fonte: https://commons.wikimedia.org/wiki/File:A_pillared_Mandapa_in_Red_Fort.jpg
20191203 Diwan-i-Am - Red Fort - Delhi - 0458 6351 DxO — Jakub Hałun — CC BY-SA 4.0 (https://creativecommons.org/licenses/by-sa/4.0/) — Fonte: https://commons.wikimedia.org/wiki/File:20191203_Diwan-i-Am_-_Red_Fort_-_Delhi_-_0458_6351_DxO.jpg
A view of inside the Red Fort — Sharma anshu — CC BY-SA 3.0 (https://creativecommons.org/licenses/by-sa/3.0/) — Fonte: https://commons.wikimedia.org/wiki/File:A_view_of_inside_the_Red_Fort.JPG
Ant view — Krazyyabhishek19 — CC BY-SA 4.0 (https://creativecommons.org/licenses/by-sa/4.0/) — Fonte: https://commons.wikimedia.org/wiki/File:Ant_view.jpg
A huge hall in Red Fort Complex — IM3847 — CC BY-SA 4.0 (https://creativecommons.org/licenses/by-sa/4.0/) — Fonte: https://commons.wikimedia.org/wiki/File:A_huge_hall_in_Red_Fort_Complex.jpg
Arches and Royal Platform with Marble Canopy - Diwan-i-Am - Red Fort - Delhi 2014-05-13 3230 — Biswarup Ganguly — CC BY 3.0 (https://creativecommons.org/licenses/by/3.0/) — Fonte: https://commons.wikimedia.org/wiki/File:Arches_and_Royal_Platform_with_Marble_Canopy_-_Diwan-i-Am_-_Red_Fort_-_Delhi_2014-05-13_3230.JPG
Arches and Royal Platform with Marble Canopy - Diwan-i-Am - Red Fort - Delhi 2014-05-13 3224-3229 Compress — Biswarup Ganguly — CC BY 3.0 (https://creativecommons.org/licenses/by/3.0/) — Fonte: https://commons.wikimedia.org/wiki/File:Arches_and_Royal_Platform_with_Marble_Canopy_-_Diwan-i-Am_-_Red_Fort_-_Delhi_2014-05-13_3224-3229_Compress.JPG
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