Palácio Real De Madrid

Madri, Espanha

Palácio Real De Madrid

O maior palácio real da Europa Ocidental tem 3.418 aposentos e uma coleção de Stradivarius — no entanto, a maioria dos visitantes nunca encontra a Farmácia Real escondida no interior.

2-3 horas
Primavera (abril–maio) ou outono (set–out)

Introdução

Porque é que um rei haveria de incendiar a própria casa na véspera de Natal? Essa pergunta persegue o Palácio Real De Madrid há quase três séculos, e ninguém a resolveu até hoje. Erguido sobre uma escarpa acima do rio Manzanares, no coração de Madri, Espanha, este é o maior palácio real da Europa Ocidental — mais de 135.000 metros quadrados, mais ou menos a área de dezassete campos de futebol — e o motivo para o visitar não é só a dimensão, mas as camadas de conspiração, ambição e reinvenção seladas nas suas paredes de calcário.

O que vê hoje é um edifício concebido para o fazer esquecer o que existia antes. A fachada clara de pedra de Colmenar, a simetria italianizante, os 3.418 aposentos — tudo isso substituiu uma fortaleza islâmica medieval que ocupava este local desde o século IX. O antigo Alcázar era escuro, apertado e inequivocamente mourisco na sua estrutura. O palácio que o substituiu é agressivamente europeu, agressivamente Bourbon, agressivamente novo. Essa transformação era precisamente o objetivo.

Ao entrar, a escala passa de impressionante a desconcertante. A escadaria principal por si só — 72 degraus talhados num único bloco de pedra de San Agustín — eleva-se sob um teto pintado por Corrado Giaquinto que parece dissolver-se num céu aberto. A luz entra em cheio pelas janelas altas e reflete-se no chão de mármore. O ar é fresco, com um leve tom mineral, e o silêncio é daquele tipo que só existe em salas grandes demais para o som as preencher.

A Família Real Espanhola não dorme aqui desde a década de 1930; vive no Palácio da Zarzuela, nos arredores da cidade. Mas o Palácio Real continua a ser a sede oficial da Coroa, usado para jantares de Estado e para a receção formal de embaixadores estrangeiros. É, no sentido mais literal, um cenário — construído para projetar poder e ainda hoje a desempenhar esse papel.

O que ver

A Grande Escadaria e a Sala do Trono

A Grande Escadaria impressiona antes que você esteja preparado. Setenta e dois degraus talhados em blocos únicos de mármore sobem sob um teto tão alto que a sua voz demora um instante para voltar — os passos estalam com força na pedra e depois se dissolvem no silêncio acima. Sabatini a desenhou para fazer os embaixadores se sentirem pequenos, e ainda funciona. No topo, a Sala do Trono cumpre a promessa: o afresco no teto de Tiepolo usa trompe-l'œil para dissolver o teto em céu aberto, enquanto as paredes são revestidas de veludo vermelho intenso e espelhos dourados que lançam luz em todas as direções. Só os lustres pesam mais do que um carro pequeno. Fique sob os céus pintados e olhe para os dois tronos, ainda colocados exatamente como o protocolo exige — esta sala não é uma peça de museu, mas um espaço cerimonial ativo, usado durante funções de Estado pela Coroa Espanhola. O contraste entre a escadaria de mármore frio e o silêncio pesado e quente da Sala do Trono, com seus tapetes, é a mudança sensorial mais marcante do palácio.

A Armaria Real

A maioria das arsenais de palácio parece um detalhe de última hora — algumas cotas de malha atrás de um vidro. Esta é diferente. A Real Armería guarda armas e armaduras completas que remontam ao século XIII, o que faz dela uma das melhores coleções do gênero em toda a Europa. Você encontrará a armadura pessoal de torneio de Carlos V, articulada com tanta precisão nas juntas que ainda parece pronta para se mover, e uma armadura em tamanho infantil feita para o futuro Filipe III quando ele mal tinha idade para cavalgar. O trabalho artesanal é absurdo: aço gravado, incrustações de ouro, couro lavrado com uma paciência que beira a obsessão. O que costuma passar despercebido é o quanto a coleção parece humana — não eram símbolos abstratos de poder, mas objetos ajustados a corpos reais, com amassados e riscos de uso verdadeiro. A iluminação é deliberadamente baixa, o que faz o metal brilhar em vez de ofuscar. Reserve pelo menos trinta minutos. A maioria dos visitantes passa correndo em dez e se arrepende.

A Farmácia Real e a Coleção Stradivarius

Duas salas pelas quais a maioria dos visitantes passa sem saber que existem. A Real Farmácia preserva centenas de potes de botica em cerâmica pintados à mão, equipamentos de destilação e receitas manuscritas que antes eram preparadas para a casa real — parece menos uma ala do palácio e mais um laboratório do século XVIII congelado no meio de um experimento. Depois vêm os instrumentos Stradivarius: dois violinos, uma viola e um violoncelo, todos feitos e decorados pelo próprio Antonio Stradivari. Eles ficam numa vitrine discreta que muita gente perde por completo porque está fixada nas pinturas. Esses quatro instrumentos estão entre os Stradivari decorados mais bem preservados que existem. O fato de estarem aqui, num palácio e não numa sala de concertos, diz algo sobre como a corte Bourbon entendia a beleza — não como performance, mas como posse.

Hora dourada na Plaza de la Armería

Deixe o interior de lado por um momento e saia. A Plaza de la Armería, o amplo pátio no lado sul do palácio, oferece o melhor ponto de observação — e quase ninguém fica por aqui. No fim da tarde, cerca de uma hora antes do pôr do sol, a pedra branca de Colmenar recebe a luz baixa e toda a fachada oeste passa do cinza-pálido para um dourado quente. O edifício cobre mais de 135.000 metros quadrados, algo como a área de dezessete campos de futebol, e é deste ângulo que você entende a escala de um jeito que os salões internos nunca permitem por completo. Atrás de você, os jardins do Campo del Moro descem em direção ao Manzanares e, em dias claros, dá para ver ao fundo a serra de Guadarrama. Se depois você seguir para oeste, Parque Del Oeste fica a vinte minutos a pé e é o lugar certo para deixar o palácio assentar na cabeça.

Logística para visitantes

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Como chegar

Pegue a Linha 2 ou a Linha 5 do metrô até a estação Ópera — o palácio fica a 5 minutos a pé para oeste. As linhas de ônibus EMT 3, 25, 39 e 148 param perto da Plaza de Oriente. Se estiver de carro, o estacionamento público mais próximo fica sob a Plaza de Oriente, embora o trânsito no bairro dos Austrias seja lento e as vagas acabem rápido nos fins de semana.

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Horários de abertura

Em 2026, o palácio abre de segunda a sábado das 10:00 às 19:00 e aos domingos das 10:00 às 16:00 no verão (abril a setembro), passando para segunda a sábado das 10:00 às 18:00 no inverno (outubro a março). As bilheteiras fecham uma hora antes do palácio. Fecha em 1 de janeiro, 6 de janeiro, 1 de maio e 25 de dezembro — e pode fechar sem aviso por causa de cerimônias de Estado, por isso vale checar o site do Patrimonio Nacional na manhã da visita.

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Tempo necessário

Uma passagem rápida pelas salas principais leva cerca de 45 minutos, mas você vai querer 1h30 a 2 horas para absorver o teto da Sala do Trono, a coleção Stradivarius e a ala da Farmácia Real, pela qual a maioria dos visitantes passa direto. Se incluir os jardins do Campo del Moro atrás do palácio, reserve meio dia inteiro.

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Bilhetes e entrada gratuita

A entrada padrão custa €18 sem guia, com suplemento opcional de €8 para visita guiada. Cidadãos da UE, residentes e cidadãos latino-americanos entram de graça de segunda a quinta durante as duas horas finais (17:00–19:00 no verão, 16:00–18:00 no inverno) — leve um documento válido. Reserve online pelo portal do Patrimonio Nacional; a fila física para bilhetes pode consumir uma hora que você não recupera.

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Acessibilidade

Elevadores e rampas atendem as principais áreas públicas. Visitantes com deficiência certificada de 33% ou mais entram gratuitamente, junto com um acompanhante — apresente a documentação na bilheteira. O pátio e a escadaria principal são totalmente acessíveis, embora algumas galerias superiores tenham corredores estreitos.

Dicas para visitantes

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Sem Flash no Interior

É permitido fotografar em quase todo o palácio, mas o uso de flash é estritamente proibido para proteger tapeçarias e frescos com séculos de existência. Tripés e drones exigem autorizações especiais que dificilmente conseguirá obter.

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Atenção aos Carteiristas

A Plaza de Oriente e a entrada do palácio são território ideal para carteiristas — a densidade de turistas facilita tudo. Mantenha as malas à sua frente e ignore quem lhe oferecer 'pulseiras da amizade' sem ser solicitado ou se oferecer para tirar a sua fotografia.

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Coma Fora da Praça

Ignore os menus turísticos expostos à volta da Plaza de Oriente. Caminhe 10 minutos para sul até La Latina para comer um verdadeiro bocadillo de calamares num bar sem pretensões, ou procure cocido madrileño — o ensopado de grão-de-bico de Madri — numa taberna da Cava Baja a preços médios.

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Melhor Ângulo para Fotografias

A fotografia de postal mais icónica não é tirada da praça principal — é a partir dos jardins do Campo del Moro, lá em baixo, onde toda a fachada sul se eleva acima da linha das árvores. A luz do fim da tarde no verão torna o calcário dourado.

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Combine com os Vizinhos

A Catedral da Almudena fica mesmo ao lado (entrada gratuita), e o Teatro Real está em frente ao palácio, do outro lado da Plaza de Oriente. Se tiver uma tarde mais longa, o Parque Del Oeste fica a 20 minutos a pé para noroeste — um refúgio verde muito mais tranquilo do que os jardins do palácio.

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Os Cacifos Fecham Cedo

Há cacifos para malas pequenas no interior, mas em 24 e 31 de dezembro fecham às 14:00, uma hora inteira antes do encerramento do palácio. Planeie-se se visitar durante a época festiva com sacos de compras atrás de si.

Onde comer

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Não vá embora sem provar

Cocido Madrileño — um ensopado farto de grão-de-bico com carne e legumes, servido em tabernas tradicionais desde a década de 1870 Tortilla de Patatas — a clássica omelete espanhola de batata, simples e perfeita Huevos Estrellados — ovos fritos servidos sobre batatas fritas crocantes Oreja a la Plancha — orelha de porco grelhada, uma iguaria de Madri Callos a la Madrileña — dobradinha à moda de Madri Caracoles a la Madrileña — caracóis à moda de Madri

Es Vietnam Restaurant

favorito local
Vietnamita €€ star 4.8 (2991)

Pedir: O pho é autêntico e cheio de sabor, e os rolinhos de verão são frescos e delicados — é aqui que os moradores realmente comem comida vietnamita, não os turistas.

Quase 3.000 avaliações falam por si. Este é o lugar autêntico no Centro de Madri, comandado por gente que conhece a cozinha vietnamita por dentro e por fora. A cozinha respeita a tradição sem afetação.

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Horário de funcionamento

Es Vietnam Restaurant

Segunda a quarta 12:30–17:00, 19:30–23:30
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La Bajada Street Food - Ópera - Madrid Centro - Restaurante Peruano

refeicao rapida
Peruana €€ star 4.8 (804)

Pedir: O ceviche é brilhante e preciso, as causas são cremosas e satisfatórias — peça os combinados de comida de rua peruana e compartilhe. É casual, animado e sincero.

A cozinha peruana tem seguidores fiéis em Madri, e a La Bajada entrega o que promete sem frescura. Perfeito para jantar depois de explorar o palácio; o ambiente é jovem e sem pretensão.

schedule

Horário de funcionamento

La Bajada Street Food - Ópera - Madrid Centro - Restaurante Peruano

Segunda a quarta 13:00–23:00
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Le Praliné Brunch / Ópera

cafe
Brunch e Café €€ star 4.9 (367)

Pedir: Os pratos de brunch são generosos e feitos com ingredientes de qualidade — ovos no ponto, pastelaria fresca e café que faz diferença. Vá cedo e garanta seu lugar.

A nota quase perfeita de 4,9 tem motivo: é aqui que o pessoal do Centro vem tomar café da manhã e brunch. O espaço é íntimo, o serviço atento e a comida preparada com cuidado.

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Horário de funcionamento

Le Praliné Brunch / Ópera

Segunda a quarta 9:00–16:30
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Restaurante Dadam

favorito local
Espanhola contemporânea star 4.6 (916)

Pedir: Peça os especiais do dia — este é um restaurante de verdade, não uma armadilha para turistas. O cardápio muda conforme o que está bom no mercado; confie na cozinha.

O Dadam é o tipo de lugar que os moradores protegem. Pequeno, sem firulas e focado em boa comida a preços justos. Quase 1.000 avaliações de gente que realmente vive em Madri.

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Horário de funcionamento

Restaurante Dadam

Segunda e terça 13:00–16:00, 20:00–23:00; fechado na quarta
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info

Dicas gastronômicas

  • check O almoço (comida) costuma ser entre 13:00 e 16:00; o jantar (cena) começa por volta das 20:00. Muitos moradores jantam mais tarde, por volta das 21:00.
  • check O Mercado de San Miguel fica perto e é ótimo para tapas e vinho de alta qualidade num ambiente animado — ideal para petiscar, não para uma refeição formal à mesa.
  • check O Mercado Antón Martín oferece uma experiência mais local, com bancas de produtos frescos e pequenos restaurantes que servem pratos tradicionais e também criações mais inventivas.
  • check Os restaurantes do Centro perto do palácio lotam rapidamente durante a temporada turística; chegue cedo ou reserve com antecedência, sobretudo para o jantar.
Bairros gastronômicos: Centro (área de Ópera/Plaza Mayor) — o coração histórico, com uma mistura de tabernas tradicionais e bistrôs modernos, a uma curta caminhada do Palácio Real De Madrid La Latina — ruas medievais estreitas com bares de tapas tradicionais e lugares informais preferidos pelos moradores

Dados de restaurantes fornecidos pelo Google

Contexto Histórico

Um Incêndio, um Francês e o Apagamento de Mil Anos

O solo sob o Palácio Real guarda mais história do que o edifício que se ergue por cima dele. Por volta de 860, Muhammad I de Córdoba ordenou a construção aqui de uma fortaleza — o Alcázar de Mayrit — para proteger os acessos a Toledo. Durante sete séculos, essa fortaleza cresceu e transformou-se: os reis castelhanos ampliaram-na, os monarcas Habsburgo encheram-na de pinturas de Velázquez e tapeçarias flamengas, e Filipe II fez dela por pouco tempo a sede do Império Espanhol antes de partir para El Escorial.

Depois, na véspera de Natal de 1734, tudo ardeu. O que surgiu das cinzas não foi uma restauração, mas uma substituição — um palácio que apagou deliberadamente a identidade do seu predecessor. A história de como e por que isso aconteceu é a história da relação da Espanha moderna com o seu próprio passado.

O Incêndio da Véspera de Natal e a Tábua Rasa de Filipe V

A versão superficial da história parece bastante simples. Em 24 de dezembro de 1734, deflagrou um incêndio nos aposentos do pintor da corte francesa Jean Ranc. O fogo consumiu o antigo Alcázar durante quatro dias, destruindo centenas de pinturas — incluindo obras de Velázquez e Ticiano — e deixando a sede do poder dos Habsburgo reduzida a ruínas carbonizadas. Filipe V, o primeiro rei Bourbon de Espanha, ordenou a construção de um novo palácio em estilo barroco italiano. A construção começou em 1738 sob a direção do arquiteto Filippo Juvarra. O palácio ficou concluído e Carlos III instalou-se ali em 1764. Uma tragédia, seguida por um triunfo da arquitetura.

Mas os detalhes não batem certo. Filipe V tinha chegado de Versalhes em 1700 e desprezava abertamente o Alcázar — achava-o sombrio, medieval e sufocante. A sua esposa, Isabel Farnésio, partilhava esse sentimento. O incêndio começou num período em que Filipe já encomendava projetos para uma nova residência. E o fogo foi suspeitosamente completo, destruindo a estrutura de forma tão total que reconstruir sobre a mesma implantação era a única opção. Segundo uma tradição persistente repetida em Madri durante gerações, o incêndio não foi acidente nenhum — foi fogo posto, ordenado por Filipe V ou em seu nome, para lhe dar a tábua rasa de que precisava para apagar o legado arquitetónico dos Habsburgo e impor uma visão franco-italiana da monarquia absoluta em solo espanhol.

Nenhum documento alguma vez provou a teoria do incêndio criminoso. Mas o que está documentado é a rapidez e a ambição da resposta. Filipe chamou Juvarra de Turim em poucos meses. Quando Juvarra morreu subitamente em 1736, o seu discípulo Giambattista Sacchetti chegou para adaptar os planos. O novo palácio foi construído inteiramente em pedra e estuque — diz-se que Filipe insistiu em não usar madeira, para que nunca mais pudesse arder. Quer essa instrução tenha vindo do luto ou da culpa, ela mudou o que o visitante vê hoje: um edifício que parece quase inquietantemente sólido, como se desafiasse o fogo a tentar outra vez.

Fique agora no pátio e olhe para cima, para aquelas paredes de pedra, com mais de dois metros de espessura em alguns pontos. O fantasma do Alcázar está totalmente ausente. Nenhum arco mourisco, nenhuma torre medieval, nenhum vestígio dos sete séculos anteriores a 1734. Filipe V conseguiu exatamente o que queria — um palácio que parece sugerir que a história de Espanha começou com os Bourbons. Ao conhecer a lenda do incêndio, começa a perguntar-se se esse apagamento não foi a primeira e mais importante função do edifício.

A Rainha que Tinha Medo do Próprio Telhado

Diz a lenda que Isabel Farnésio, a temível segunda esposa de Filipe V, era atormentada por um pesadelo recorrente: as enormes estátuas de pedra ao longo da cornija do palácio cairiam e esmagá-la-iam. Ela mandou removê-las. Dezenas de reis visigodos esculpidos e figuras alegóricas — cada um pesando várias toneladas — foram descidos da linha do telhado e redistribuídos por Madri. Muitos acabaram na Plaza de Oriente, mesmo em frente ao palácio, onde os visitantes passam hoje sem perceber que foram concebidos para estar sessenta metros mais acima. As poucas estátuas que permanecem no edifício são substituições mais leves, colocadas com cuidado para satisfazer tanto a estética como a ansiedade de uma rainha.

O Quinteto Stradivarius que Ninguém Toca

Algures dentro do palácio encontra-se o único quinteto de cordas Stradivarius completo do mundo: dois violinos, uma viola e um violoncelo, todos fabricados e decorados pelo próprio Antonio Stradivari para a corte espanhola. Não são reproduções atrás de vidro — são instrumentos funcionais, mantidos por conservadores que preservam a madeira e as cordas em condições de serem tocadas. Em ocasiões raras, foi permitido a músicos usá-los. Mas durante a maior parte do ano ficam em silêncio, com o seu valor conjunto estimado em dezenas de milhões de euros, sem produzir som algum. A coleção mais extraordinária do palácio é uma que só se ouve na imaginação.

Os planos originais de Francesco Sabatini previam um palácio muito maior, com galerias em arcada a envolver toda a Plaza de la Armería — um conjunto que teria rivalizado com Versalhes em pura dimensão. Se o projeto foi abandonado por falta de orçamento, agitação política ou pela morte de patronos decisivos continua a ser uma questão em aberto entre historiadores da arquitetura, e o palácio tal como existe hoje está, à medida do seu próprio arquiteto, inacabado.

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Perguntas frequentes

Vale a pena visitar o Palácio Real De Madrid? add

Sim — é o maior palácio real da Europa Ocidental em área construída, com mais de 135.000 m² e 3.418 salas, e o interior faz jus a essa escala. O teto da Sala do Trono pintado por Tiepolo, a coleção de instrumentos Stradivarius e a Armaria Real, uma das melhores do mundo, com peças do século XIII, justificam o ingresso de €18. Alguns visitantes acham os aposentos mais escuros do que esperavam — a preservação de tapeçarias e afrescos exige pouca luz — mas essa atmosfera contida faz parte da experiência.

Quanto tempo é preciso para visitar o Palácio Real De Madrid? add

Reserve de 1h30 a 2 horas para uma visita completa com audioguia. Uma passagem rápida pelas principais salas de Estado leva cerca de 45 minutos, mas você perderia a Farmácia Real e a Armaria, ambas merecem tempo. Se incluir os jardins do Campo del Moro atrás do palácio, acrescente mais 30 a 45 minutos.

É possível visitar o Palácio Real De Madrid de graça? add

Cidadãos da UE, residentes e cidadãos latino-americanos com documento válido podem entrar de graça de segunda a quinta durante as duas últimas horas antes do fechamento — isto é, das 17:00 às 19:00 no verão (abril a setembro) e das 16:00 às 18:00 no inverno (outubro a março). As filas para a entrada gratuita podem ser longas, então chegue cedo. Visitantes com deficiência de 33% ou mais, mais um acompanhante, entram gratuitamente a qualquer hora mediante documentação.

Como chego ao Palácio Real De Madrid a partir do centro da cidade? add

A estação de metrô Ópera (linhas 2 e 5) deixa você a cerca de cinco minutos a pé da entrada do palácio. As linhas de ônibus EMT 3, 25, 39 e 148 param perto da Plaza de Oriente. A partir de Sol — o coração geográfico de Madri — são 10 a 15 minutos de caminhada para oeste pela Calle del Arenal.

Qual é o melhor horário para visitar o Palácio Real De Madrid? add

As manhãs de dias úteis, logo na abertura às 10:00, têm menos movimento e a luz mais bonita sobre o mármore da Grande Escadaria. Os meses de inverno são mais tranquilos no geral, embora os jardins estejam adormecidos. Para fotografar o exterior, fique na Plaza de la Armería pouco antes do pôr do sol — a pedra branca de Colmenar apanha a luz dourada e parece brilhar.

O que não posso perder no Palácio Real De Madrid? add

Não vá embora sem ver a coleção Stradivarius — quatro instrumentos, dois violinos, uma viola e um violoncelo, feitos e decorados por Antonio Stradivari, formando o único quinteto palaciano de cordas completo do mundo. A Farmácia Real é outra sala pela qual a maioria dos visitantes passa direto: potes medicinais de cerâmica do chão ao teto e receitas originais da Casa Real. E olhe para cima na Sala do Trono — o afresco no teto de Tiepolo usa trompe-l'œil para dissolver a pedra em céu aberto.

A família real espanhola mora no Palácio Real De Madrid? add

Não. A família real vive no Palacio de la Zarzuela, nos arredores de Madri, desde meados do século XX. O Palácio Real serve exclusivamente como sede oficial para cerimônias de Estado — apresentação de credenciais, jantares de Estado e recepções diplomáticas. O último chefe de Estado a realmente dormir ali foi Manuel Azaña, presidente da Segunda República, antes da Guerra Civil Espanhola.

É permitido tirar fotos dentro do Palácio Real De Madrid? add

Sim, é permitido fotografar na maioria das áreas, mas o flash é estritamente proibido para proteger os afrescos, as tapeçarias e os artefatos históricos. Tripés e drones exigem permissões especiais. Deixe o celular no silencioso — os salões de mármore transformam qualquer notificação num eco que rende olhares de reprovação dos guardas.

Fontes

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