Coira.

46° N · 9° E Suíça

Sinos de vacas, sinos de igrejas e o guincho de rodas de aço nos trilhos de montanha chegam até si a poucos quarteirões de distância em Coira, na Suíça. A surpresa está na escala: uma cidade de cerca de 37.000 habitantes que, numa esquina, parece uma sede episcopal de outro século e, na seguinte, a porta de entrada para metade dos Alpes. Fachadas pintadas inclinam-se sobre ruelas mal largas o suficiente para uma carrinha de entregas. Depois o vale abre-se, e os picos lembram-lhe quem manda de verdade.

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Coira, Suíça
Coira · Suíça
12
atrações
2-3 dias
duração da viagem
Final da primavera ao início do outono (maio-outubro)
melhor estação
PT · EN
narração

01 An introdução

sintetizado a partir de mais de 240 fontes ·

CSinos de vacas, sinos de igrejas e o guincho de rodas de aço nos trilhos de montanha chegam até si a poucos quarteirões de distância em Coira, na Suíça. A surpresa está na escala: uma cidade de cerca de 37.000 habitantes que, numa esquina, parece uma sede episcopal de outro século e, na seguinte, a porta de entrada para metade dos Alpes. Fachadas pintadas inclinam-se sobre ruelas mal largas o suficiente para uma carrinha de entregas. Depois o vale abre-se, e os picos lembram-lhe quem manda de verdade.

Coira gosta de se apresentar como a cidade mais antiga da Suíça, o que soa a slogan até subir ao centro antigo e sentir quantos séculos estão empilhados debaixo dos seus pés. O povoamento aqui recua mais de 13.000 anos, e o núcleo histórico é habitado desde a Idade do Bronze. Essa é a perspetiva longa.

Esta é a capital dos Grisões, o único cantão trilingue da Suíça, e essa mistura sente-se tanto na textura da cidade como se ouve nas línguas. O alemão domina, o romanche ainda pulsa por aqui, e o italiano nunca parece distante; o resultado é um lugar onde um altar gótico tardio de Jakob Russ, uma ampliação de museu de 2016 de Barozzi Veiga e um bar desenhado por H.R. Giger fazem sentido na mesma tarde.

02 Porquê Coira.

O que torna este lugar digno de se abrandar o passo.

A cidade mais antiga da Suíça

Coira é habitada há mais de 13.000 anos, e a cidade velha ainda parece feita de camadas, não alisada até ficar lisa. Solo da Idade do Bronze, ruas medievais, fachadas barrocas, e depois um recinto catedralício a erguer-se acima de tudo.

Porta ferroviária para os Alpes

Poucos lugares usam uma estação principal tão bem como Coira. Pode sair do comboio para uma cidade compacta e depois embarcar em comboios da RhB em direção à linha Albula, à rota da Bernina, a Arosa, Davos ou ao Glacier Express sem transformar o dia num exercício de logística.

Arte com um fio cortante

A amplitude cultural de Coira é estranhamente boa para uma cidade deste tamanho: o Bündner Kunstmuseum junta a Villa Planta a um severo cubo de 2016 de Barozzi Veiga, e a presença natal de H.R. Giger ainda deixa no lugar um leve travo inquietante. Bispos medievais e alienígenas biomecânicos formam uma dupla pouco habitual. Funciona.

Montanha em cima, vinhas em baixo

Brambrüesch começa quase absurdamente perto do centro, alcançado por teleférico a partir da cidade, enquanto terraços de vinhas sobem as encostas acima dos telhados. Caminhe até Haldenhüttli ao fim da tarde e Coira explica-se numa só imagem.


03 Lugares para visitar.

Não todos os monumentos, apenas aqueles por onde nós próprios o levaríamos a passar.

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Todos os 2 lugares em Coira

04 Bairros.

Onde deambular, bairro a bairro — cada um com o seu próprio ritmo.

01

Altstadt

A cidade velha de Coira é a parte que merece o seu tempo primeiro. Obere Gasse, Untere Gasse, Reichsgasse e Poststrasse atravessam um núcleo medieval em grande parte livre de carros, com casas pintadas, fontes, fachadas de corporações e padarias de montra; é aqui que se seguem os percursos de pegadas vermelhas e verdes, se compra Churer Fleischtorte e se continua a olhar para cima, porque os detalhes estão acima do nível dos olhos.

02

Hof

O Hof ergue-se acima da cidade velha como uma república à parte, feita de escadarias de pedra, casas de cónegos e poder eclesiástico. A catedral, construída entre 1150 e 1272 no local de uma igreja anterior, ancora o bairro com o seu altar-mor gótico tardio e fragmentos românicos, enquanto o Palácio Episcopal barroco de 1732/33 lembra-lhe que Coira nunca foi apenas uma cidade de montanha. Foi uma capital eclesiástica.

03

Arcas

Arcas é menos um bairro do que uma pausa triangular na cidade velha, e é exatamente por isso que importa. Fachadas históricas rodeiam a praça, as mesas ocupam o exterior quando o tempo ajuda, e o mercado de pulgas mensal dá ao lugar um ritmo mais desalinhado e mais local do que o das ruas de postal ali perto. Sente-se aqui ao fim do dia. Veja as paredes mudarem de cor.

04

Welschdörfli

Welschdörfli foi durante muito tempo o bairro de fronteira de Coira, a zona onde o respeitável centro antigo desaperta o colarinho depois de escurecer. Vai encontrar bares, clubes e uma energia noturna mais áspera do que no bairro da catedral, além de um lembrete de que até as cidades suíças arrumadas guardam alguns capítulos menos arrumados. Bom para vaguear ao entardecer. Melhor ainda se não espera um encanto polido.

05

Bahnhofquartier

À volta da estação, Coira mostra a sua face prática: hotéis, blocos modernos, autocarros e as linhas férreas que enviam viajantes para Arosa, Davos e as rotas de Albula e Bernina. Esta parte não o vai seduzir com romance medieval, mas explica melhor a cidade do que o romance explica. Coira é uma porta de entrada por definição, e em nenhum outro lugar isso fica tão claro como nas poucas ruas entre as plataformas e a cidade velha.

06

Brambrüesch

Brambrüesch fica acima da cidade, não dentro dela, mas para os visitantes funciona como o bairro de montanha de Coira. O teleférico leva-o das ruas urbanas até cerca de 1,600 metros, onde trilhos, pistas de inverno e restaurantes alpinos substituem montras e torres de igreja. A vista de regresso para baixo é o ponto principal: Coira parece compacta, quase frágil, com o vale do Reno estendido à sua volta como um mapa.

Cronologia histórica

Uma cidade alpina mais antiga do que as suas lendas

Dos acampamentos da Idade da Pedra a uma capital cantonal em crescimento

Povoamento pré-histórico
c. 11.000 a.C.

Caçadores acampam acima do Reno

As primeiras pessoas conhecidas na bacia de Coira ainda não estavam a construir uma cidade. Chegavam como caçadores do fim da Idade do Gelo, deixando vestígios perto da cidade atual que sugerem fogueiras, ferramentas e estadias curtas num terreno que continuava a apanhar sol depois de longas estações frias.

c. 3900 a.C.

Os agricultores ficam de vez

Povoadores da cultura de Pfyn começaram a viver aqui de forma mais estável, transformando Coira de paragem temporária em lugar de regresso. Isso importa porque é aqui que começa a continuidade: fossas de armazenamento, vestígios domésticos e o hábito lento de construir uma vida no mesmo pedaço de vale.

c. 1300 a.C.

A Coira da Idade do Bronze ganha forma

Comunidades da Idade do Bronze ocuparam a parte oriental do centro atual, e o povoado deixou de parecer acidental. O trabalho do metal, as rotas comerciais e um terreno fácil de defender transformaram o fundo deste vale num nó, e não apenas num acampamento.

Récia romana
15 a.C.

Roma toma a Récia

As forças romanas sob Augusto absorveram a região na Récia, e Coira entrou num mundo muito maior de estradas, impostos e ordem imperial. Quase se ouve a mudança: rodas de carroça em vias construídas com método, em vez de trilhos montanhosos irregulares.

c. 280

Curia entra no registo

O Itinerário Antonino nomeia o lugar como Curia, e é nesse momento que Coira passa da arqueologia para o texto. Uma cidade torna-se mais difícil de ignorar quando um império a põe por escrito.

Final do século III

Capital provincial nos Alpes

Sob as reformas de Diocleciano, Curia Raetorum tornou-se a capital da Raetia Prima. Isso deu a esta cidade de montanha peso administrativo, com funcionários, armazéns e o movimento constante de gente que preferia papelada a heroísmos.

Fronteira episcopal
451

O bispo Asínio firma a diocese

O bispo Asínio é o primeiro bispo de Coira historicamente atestado, e com ele a história cristã da cidade torna-se documentada, e não lendária. A sua presença fixou Coira como sede episcopal a norte dos Alpes, onde o poder cheiraria tanto a pergaminho e incenso como a ferro.

925

Os magiares queimam a catedral

Uma incursão magiar atingiu Coira e destruiu a catedral, lembrando que os passos alpinos transportavam perigo com a mesma eficiência que o comércio. A pedra pode sobreviver ao fogo; as instituições só sobrevivem se houver quem as reconstrua. Coira reconstruiu-as.

1170

O bispo torna-se príncipe

No século XII, o bispo de Coira já se tinha tornado príncipe-bispo, controlando a estrada para sul em direção a Chiavenna e a riqueza do trânsito alpino que vinha com ela. Na política de montanha, as portagens importam quase tanto como as tropas.

Corporações e Três Ligas
1367

Forma-se a Liga da Casa de Deus

Coira tornou-se o coração político da Liga da Casa de Deus, criada para travar os excessos episcopais e a pressão dos Habsburgos. Isto não era teoria constitucional abstrata. Eram elites locais a decidir que o bispo precisava de limites.

1464

Um incêndio devora a cidade

Em 27 de abril de 1464, um grande incêndio varreu Coira e destruiu a maior parte da cidade. Só o recinto do bispo e São Luzi escaparam, enquanto o resto teve de ser repensado entre fumo, cinzas e negociações duríssimas sobre quem governaria a cidade reconstruída.

1465

As corporações ficam com as chaves

Depois do incêndio, os cidadãos de Coira redigiram uma nova constituição que transferiu o poder para cinco corporações: tecelões, sapateiros, alfaiates, ferreiros e padeiros. A reconstrução mudou mais do que as ruas. Quebrou o domínio do bispo sobre o governo cívico.

1471

As Três Ligas unem forças

A Liga da Casa de Deus aliou-se à Liga Cinzenta e à Liga das Dez Jurisdições, criando as Três Ligas. Coira passou a estar dentro de uma experiência política confusa, local e surpreendentemente duradoura.

1499

A guerra chega aos passos

A Guerra Suábia arrastou as Três Ligas e os seus aliados suíços para o conflito com o poder dos Habsburgos. Para Coira, isto era mais do que bandeiras num campo. Quem controlasse os passos controlaria o futuro.

Reforma e conflitos confessionais
1526

Johannes Comander remodela a cidade

Como pastor de São Martinho, Johannes Comander impulsionou a Reforma em Coira e deu à cidade uma nova direção confessional. Os sermões substituíram rituais antigos, os interiores das igrejas mudaram, e os debates estavam longe de ser cordiais.

1618

Começam os Tumultos dos Grisões

Os Bündner Wirren arrastaram Coira para uma geração de assassínios, lutas de facções, interferência estrangeira e amargura confessional ligada à mais ampla Guerra dos Trinta Anos. A política alpina raramente parece grandiosa de perto. Parece medo nas câmaras do conselho.

Capital cantonal
1741

Nasce Angelika Kauffmann

Angelika Kauffmann nasceu em Coira antes de se tornar uma das pintoras mais incisivas do século XVIII e membro fundadora da Real Academia de Londres. A cidade deu-lhe um começo precoce numa casa de pintor; ela levou essa formação para salas onde normalmente se esperava que as mulheres ficassem caladas.

1803

Coira torna-se capital cantonal

Quando os Grisões entraram na Confederação Suíça como cantão, Coira tornou-se a sua capital. A antiga cidade das ligas transformou-se num centro administrativo, trocando parte da improvisação medieval por repartições, leis e a rotina diária do governo.

1852

A corte episcopal junta-se à cidade

A comuna absorveu Hof Chur, integrando formalmente na cidade o recinto episcopal no alto da colina. Uma fronteira simbólica desapareceu. Também desapareceu um velho hábito de tratar a Coira sagrada e a Coira cívica como mundos separados.

Coira moderna
1919

Augusto Giacometti ilumina São Martinho

Augusto Giacometti deu à Igreja de São Martinho os seus vitrais, e o edifício continua a brilhar com eles. Quando a luz da tarde atinge o vidro, a austeridade reformada suaviza-se o suficiente para admitir cor, o que parece quase um argumento vencido com alguns séculos de atraso.

1940

H. R. Giger chega a Coira

Hans Ruedi Giger nasceu aqui, longe dos cenários de cinema que mais tarde tornariam famosos os seus pesadelos biomecânicos. Coira é arrumada, antiga e episcopal; a imaginação de Giger foi na direção oposta, o que talvez seja precisamente o ponto.

1998

Um parque de estacionamento encontra a pré-história

As obras de construção de um parque de estacionamento revelaram vestígios da Idade da Pedra que fizeram recuar a história humana conhecida de Coira cerca de 11.000 a 13.000 anos. Poucas cidades recebem o seu capítulo mais antigo do balde de uma escavadora. Menos ainda o conseguem provar de forma tão convincente.

2016

A arte ganha um novo cubo

O Bündner Kunstmuseum ampliou-se com uma nova extensão de linhas firmes, desenhada por Barozzi Veiga ao lado da antiga Villa Planta. Coira não achatou o seu passado para parecer atual. Colocou pedra, proporção e confiança contemporânea em conversa direta.

2021

Haldenstein junta-se a Coira

A fusão com Haldenstein estendeu o município mais para lá do Reno e deu à Coira moderna uma pegada física mais ampla. As fronteiras administrativas mudaram primeiro no papel, claro, mas as cidades acabam sempre por crescer até caber nessas linhas.

2025

A cidade sobe até Tschiertschen-Praden

Com a fusão de Tschiertschen-Praden em 1 de janeiro de 2025, Coira expandiu-se de novo, desta vez mais fundo no interior montanhoso. A antiga cidade de passagem ainda cresce ao absorver os vales à sua volta. Parece historicamente coerente.

Atualidade

06 Quem viveu aqui.

As pessoas que moldaram a cidade — e foram moldadas por ela.

Artista e designer 1940–2014

Hans Ruedi Giger

Nasceu aqui

Coira deu ao futuro criador de Alien uma infância invulgarmente rígida: era filho do farmacêutico numa cidade suíça muito antiga, cercado de pedra, ritual e sombras. Transformou esse desconforto em arte biomecânica, e provavelmente sorriria ao saber que os visitantes hoje procuram o seu trabalho aqui, entre visitas à catedral e pausas para café.

Pintora 1741–1807

Angelika Kauffmann

Nasceu aqui

Angelika Kauffmann nasceu em Coira antes de se tornar uma das grandes pintoras da Europa do século XVIII e membro fundadora da Real Academia de Londres. Partiu cedo, mas Coira continua a reclamá-la com um orgulho discreto, como as cidades antigas gostam de manter um fio preso a quem escapou à sua escala.

Filósofo e figura da resistência 1893–1943

Kurt Huber

Nasceu aqui

Kurt Huber nasceu em Coira e mais tarde tornou-se uma das vozes intelectuais por trás da resistência da Rosa Branca contra o nazismo. A sua ligação à cidade é breve na cronologia e pesada em retrospetiva; um lugar tão antigo sabe que a coragem moral é mais rara do que a longevidade.

Reformador c. 1484–1565

Johannes Comander

Trabalhou aqui como pastor de São Martinho

Johannes Comander mudou Coira a partir do púlpito de São Martinho, levando a Reforma para uma cidade já habituada a discutir com bispos. Entre hoje na igreja e o ar ainda parece um pouco carregado, como se a teologia aqui tivesse chegado de mangas arregaçadas.

Político e engenheiro 1825–1896

Simeon Bavier

Nasceu aqui

Simeon Bavier nasceu em Coira e ascendeu ao Conselho Federal Suíço, levando para a política nacional um interesse de engenheiro por carris e sistemas. Isso assenta bem nesta cidade: Coira há muito é um lugar onde a geografia alpina obriga mentes práticas a pensar em rotas, passos e ligações.

Botânico 1884–1980

Josias Braun-Blanquet

Nasceu aqui

Josias Braun-Blanquet, nascido em Coira, passou a vida a classificar comunidades vegetais com uma precisão que mudou a botânica. Uma cidade cercada por encostas, vales e mudanças bruscas de altitude parece o lugar certo para formar alguém que reparou na maneira como as paisagens se organizam.

Jogador de hóquei no gelo born 1992

Nino Niederreiter

Nasceu aqui

Nino Niederreiter nasceu em Coira antes de patinar até à NHL, levando a fibra dos Grisões para arenas norte-americanas. A sua história dá à cidade um contraponto moderno: por baixo dos bispados e das casas das corporações, Coira continua a ser um lugar suíço de trabalho que produz atletas, e não apenas história.

08 Onde comer.

Onde os locais realmente reservam jantar — não as ementas para turistas.

Eugen Chur Eugen Chur
Favorito local €€

Eugen Chur

4.9 Ver
Da Noi Da Noi
Alta gastronomia €€

Da Noi

4.8 Ver
Quintacoira Kaffeerösterei Quintacoira Kaffeerösterei
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Quintacoira Kaffeerösterei

5 Ver
Chüechli Backstuba & Café Chüechli Backstuba & Café
Cafe €€

Chüechli Backstuba & Café

4.9 Ver
Bühler's Zuckerbäckerei Bühler's Zuckerbäckerei
Mercado €€

Bühler's Zuckerbäckerei

4.8 Ver
Nana Mine Nana Mine
Refeicao rapida €€

Nana Mine

4.9 Ver

09 Dicas de quem cá vive.

Pequenas coisas que mudam a forma como a cidade o trata.

Siga as pegadas

Deixe o mapa de lado no início e siga as pegadas vermelhas e verdes pintadas de Coira pela Cidade Velha. Elas levam-no pelos principais pontos de interesse sem aquela sensação de pára-arranca de olhar para o telemóvel de dois em dois minutos.

Poupe onde puder

A cidade velha de Coira é em grande parte sem carros e não custa nada para apreciar, por isso guarde os bilhetes de museu para os lugares que realmente dão contexto, sobretudo o Museu Rético. Um passeio lento de Postplatz até Hof oferece ruas medievais, fontes e vistas da catedral sem gastar nada.

Use Coira como base

Coira é o grande nó ferroviário para Arosa, ligações a Davos e Lenzerheide, e as rotas da RhB em direção aos corredores do Albula e Bernina. Fique a dormir aqui se as estâncias de montanha lhe parecerem caras demais, e depois parta cedo de comboio antes que os excursionistas encham tudo.

Acerte no horário dos mercados

As manhãs de sábado, de maio a outubro, trazem o mercado de produtores para a cidade velha, e Arcas acolhe um mercado mensal de velharias. Se quiser ver a cidade no seu momento mais animado sem multidões de festival, aponte para essas horas.

Comece pela história

Faça do Museu Rético a sua primeira paragem interior, não a última. Treze mil anos de história local transformam as pedras da catedral e as casas das corporações lá fora de cenário bonito em cidade com uma memória muito longa.

Suba até Hof

Suba até ao bairro de Hof para ver a catedral, os edifícios do bispo e um ambiente mais calmo do que o das ruas comerciais mais abaixo. A mudança é imediata: menos passos, mais pedra e uma vista que explica por que razão os bispos queriam este terraço.

12 Perguntas frequentes

Vale a pena visitar Coira?

Sim, sobretudo se gosta de cidades com idade debaixo das unhas. Coira oferece-lhe um núcleo medieval compacto, um dos bispados mais antigos a norte dos Alpes e fácil acesso ferroviário aos Alpes, por isso funciona tanto como escapadinha urbana curta como base inteligente para viagens de montanha.

Quantos dias ficar em Coira?

Dois dias é o ponto ideal para a maioria das pessoas. Um dia cobre a cidade velha, a catedral e um museu; um segundo dia permite acrescentar o Bündner Kunstmuseum ou usar Coira como ponto de partida para as rotas da Ferrovia Rética.

É fácil passear a pé pela cidade velha de Coira?

Sim, e essa é a forma certa de o fazer. A Altstadt é em grande parte pedonal, as ruas principais são compactas e os percursos marcados com pegadas pintadas tornam o passeio por conta própria invulgarmente fácil.

Coira é cara para os turistas?

Menos do que muitas cidades-resort suíças, sobretudo se a usar como base em vez de dormir mais para dentro dos Alpes. A cidade velha em si é gratuita, o principal prazer aqui é caminhar, e pode poupar dinheiro fazendo excursões de um dia de comboio.

Como se vai da estação de Coira até à cidade velha?

Pode ir a pé. A estação de Coira fica suficientemente perto do centro para que a maioria dos visitantes siga a pé em direção à Postplatz e às ruas da cidade velha logo depois, o que torna a chegada agradavelmente simples para os padrões suíços.

Coira é segura para visitar?

Sim, Coira é em geral uma cidade suíça calma e ordeira, e as zonas centrais usadas pela maioria dos visitantes são caminháveis e movimentadas durante o dia. Os hábitos normais de cidade continuam a aplicar-se na estação e nos comboios tardios, mas este não é um lugar que passe sensação de tensão.

Qual é a melhor altura do ano para visitar Coira?

O fim da primavera até ao início do outono funciona melhor se quer mercados, caminhadas fáceis e acesso desimpedido a viagens de comboio para a montanha. Os mercados de produtores aos sábados decorrem de maio a outubro, e a cidade velha parece mais viva quando as pessoas se espalham por Arcas e Postplatz.

Coira é apenas uma paragem antes do Bernina Express ou da linha de Arosa?

Não, embora muita gente a trate assim e vá embora depressa demais. Coira tem substância suficiente para uma estadia a sério: uma cidade velha dos séculos XII a XVIII, uma catedral construída entre 1150 e 1272 e museus que explicam por que razão esta pequena cidade importa.

Pronto para reservar?

13Antes de partir

Informações práticas

Flight

Como Chegar

Em 2026, a porta de entrada aérea habitual é o Aeroporto de Zurique (ZRH), com o EuroAirport de Basileia (BSL) como opção secundária; ambos têm ligação ferroviária a Coira, mas Zurique é muito mais rápida. Os principais nós ferroviários são a estação de Coira, onde se encontram a SBB, a RhB e a SOB, e Coira West para algumas chegadas locais; por estrada, Coira fica no eixo do vale do Reno A13/E43, normalmente alcançada desde Zurique pela A3 até Sargans e depois pela A13, ou desde o Ticino pela rota do San Bernardino.

Directions transit

Como se Deslocar

Coira não tem metro nem linhas de elétrico em 2026, o que não faz falta porque o centro é compacto e a cidade velha é em grande parte pedonal. Os transportes locais funcionam com o Chur Bus, os serviços regionais da PostAuto e os comboios RhB/SBB; os hóspedes que pernoitam em hotéis participantes recebem o Chur Guest Card, com viagens gratuitas na Zona 150, entrada gratuita nas piscinas de Coira, vantagens em museus e 50% de desconto no teleférico de Brambrüesch para peões.

Thermostat

Clima e Melhor Época

A primavera costuma ir de dias frescos de março até 17-18 C em maio; o verão atinge cerca de 25 C em julho, o outono mantém-se muitas vezes perto dos 20 C em setembro antes de cair depressa, e o inverno ronda o ponto de congelação no vale. Coira tem cerca de 2.300 horas de sol e aproximadamente 852 mm de precipitação por ano, com trovoadas de verão mais comuns do que longos períodos de chuva; de junho a setembro é a janela mais limpa para caminhadas e passeios pela cidade velha, enquanto dezembro a março favorece a neve e as paisagens ferroviárias.

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Língua e Moeda

O alemão domina a vida quotidiana, mas este é o cantão dos Grisões, o único cantão trilingue da Suíça, por isso também verá nomes em romanche e italiano, como Cuira e Coira, nos sinais. Os pagamentos são em francos suíços (CHF); os cartões são amplamente aceites em 2026, o serviço já está incluído, e arredondar a conta em alguns francos é normal quando a refeição ou o atendimento o merecem.

Leve Coira consigo

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