Medina.

24° N · 39° E Saudovskaya Araviya

O que primeiro impressiona em Medina é o silêncio que parece descer sobre milhares de pessoas no instante em que entram nos pátios de mármore de Al-Masjid an-Nabawi, como se a cidade inteira estivesse atenta a algo que existe para lá do chamamento para a oração. Na Arábia Saudita, é aqui que fé, tâmaras e luz do deserto se entrelaçam há catorze séculos, mas a cidade está longe de parecer um relicário imóvel: vive, respira e acolhe cada recém-chegado com uma serenidade muito própria.

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Medina, Saudovskaya Araviya
Medina · Saudovskaya Araviya
12
atrações
3-4 dias
days suggested
Novembro a fevereiro
best season
PT · EN
narration

01 An introdução

synthesized from 240+ sources ·

MO que primeiro impressiona em Medina é o silêncio que parece descer sobre milhares de pessoas no instante em que entram nos pátios de mármore de Al-Masjid an-Nabawi, como se a cidade inteira estivesse atenta a algo que existe para lá do chamamento para a oração. Na Arábia Saudita, é aqui que fé, tâmaras e luz do deserto se entrelaçam há catorze séculos, mas a cidade está longe de parecer um relicário imóvel: vive, respira e acolhe cada recém-chegado com uma serenidade muito própria.

Bastam poucos minutos a pé para lá da Mesquita do Profeta para o ambiente mudar. Das lojas abertas vem o perfume das tâmaras ajwa, as paredes de basalto e cal de Al-Ghamamah ganham relevo ao sol do fim da tarde, e o som dos passos no trilho pedonal de Quba substitui o murmúrio contínuo da oração. Medina sempre foi mais do que os seus lugares sagrados. É uma cidade-oásis onde palmeirais, poços discretos e a antiga estação do caminho de ferro do Hijaz contam histórias de migração, confronto e permanência.

O que mais surpreende muitos visitantes é a naturalidade com que o sagrado e o quotidiano convivem. Num momento está-se diante dos memoriais de Uhud; no seguinte, toma-se café entre palmeiras enquanto famílias passeiam devagar, com crianças sonolentas ao colo. A luz aqui é dura e belíssima: ao meio-dia transforma os pátios brancos da mesquita numa superfície quase ofuscante, e ao entardecer tinge de rosa suave os contornos dos montes A’yr e Thawr.

Family Friendly Photography Hotspot Budget Friendly

02 Why Medina.

What makes this place worth slowing down for.

Mesquita do Profeta

No coração de Medina ergue-se a Al-Masjid an-Nabawi, a Mesquita do Profeta, reconhecida pela cúpula verde que assinala o local de sepultura do Profeta. À noite, vale a pena percorrer os seus imensos pátios de mármore e ver os guarda-sóis automáticos abrirem-se como grandes asas brancas sob a iluminação intensa, num encontro impressionante entre engenharia contemporânea e devoção ancestral.

Camadas do Islão Primitivo

Para lá da mesquita central, Medina revela alguns dos cenários mais marcantes do Islão primitivo: a Mesquita de Quba, considerada a primeira do Islão, o local da mudança da qibla na Mesquita Al-Qiblatain e ainda a geometria sóbria da Mesquita de Al-Ghamamah. São lugares discretos à escala monumental da cidade, mas carregados de episódios fundadores que muitos viajantes conhecem apenas dos livros.

Oásis e Lazer Contemporâneo

O Parque Rei Fahd, com o seu lago artificial e o Madinah Arts Center, mostra uma faceta mais descontraída da cidade entre palmeirais que ainda desenham a sua periferia. Nos meses mais amenos, moradores e visitantes ocupam os bancos do The Viewpoint ou passeiam pelo trilho do Vale de Al-Aqiq, onde a luz transforma as falésias de arenito ao longo do dia.

Museus Menos Óbvios

O Museu da Ferrovia do Hejaz ocupa a elegante estação otomana que outrora ligava Medina a Damasco. As suas salas tranquilas, em conjunto com o próximo Dar Al-Madinah Museum, oferecem uma das melhores leituras sobre a vida da cidade antes do petróleo e da expansão em grande escala ligada à peregrinação.


04 Neighborhoods.

Where to wander, by quarter — each with its own rhythm.

01

Em redor da Mesquita do Profeta

É o verdadeiro centro de gravidade de Medina. Os enormes toldos automatizados protegem pátios de mármore capazes de receber multidões, enquanto as ruas à volta se enchem de cafés abertos até tarde, vendedores de tâmaras e um fluxo constante de visitantes. Mesmo de madrugada, a zona raramente abranda.

02

Quba

A sul, Quba organiza-se em torno da primeira mesquita do Islão. O trilho pedonal de Quba, a Quba Square e Maqsad Quba transformaram uma área de forte valor religioso num agradável eixo urbano de passeios sombreados, restaurantes ao longo da Quba Boulevard e uma atmosfera mais calma do que a do perímetro imediato do haram.

03

Al-Hayy

Um dos exemplos mais conseguidos de reabilitação recente na cidade antiga. Ruas estreitas, casas recuperadas convertidas em cafés e restaurantes de pequena escala, e um ritmo deliberadamente lento que aproxima o visitante de uma Medina mais intimista e histórica, longe das artérias comerciais mais recentes.

04

Sultanah Road

Uma das grandes artérias comerciais da vida local. É um corredor animado de restaurantes, cafés, pequenas lojas e movimento quotidiano, paralelo às zonas mais marcadas pela devoção e pela presença constante de peregrinos.

05

O Bairro do Património

Uma recriação cuidada da Medina antiga, com arquitetura tradicional, o mercado de Suwaiqah e os ateliers de Al-Ainiyah, ligados ao artesanato e a negócios conduzidos por mulheres. Mais do que um cenário turístico, transmite a sensação de um património ainda vivido.

06

Quintas de Aliat / Palmeirais

Aqui revela-se a alma agrícola de Medina. Os palmeirais prolongam-se por largos trechos, e quintas como Aliat Al-Madinah ou ROW Farm ajudam a perceber a cidade como um oásis habitado, e não apenas como destino de peregrinação. A melhor hora para visitar é ao fim da tarde, quando a luz atravessa as folhas das palmeiras.

07

Bairro de Uhud

A norte do centro, esta zona é definida pela paisagem memorial de Uhud Martyrs Square, pela Colina dos Arqueiros e por pequenas mesquitas históricas nas redondezas. É uma área mais recolhida e contemplativa, especialmente apelativa para quem se interessa pela história dos primeiros séculos do Islão.

08

Zona do Parque Rei Fahd

O principal pulmão verde da cidade, no sul. Aqui encontram-se o King Fahd Park, espaços culturais e áreas de lazer onde famílias fazem piqueniques, casais passeiam e Medina mostra um lado mais descontraído, contemporâneo e quotidiano.

Cronologia histórica

Do oásis de Yathrib à Cidade do Profeta

A transformação de Medina, de povoação antiga a coração pulsante do Islão primitivo e muito mais além

Yathrib pré-islâmica
c. 550 a.C.

Um oásis ganha forma

Yathrib afirma-se como um oásis cultivado no Hejaz, onde palmeiras e poços atraem povoadores para uma paisagem árida. As tribos judaicas vão dominando gradualmente as zonas mais férteis entre os campos de lava, formando um mosaico de aldeias fortificadas. O cheiro da terra húmida depois das raras chuvas e o sussurro das palmas ao vento marcam este mundo anterior ao Islão. A pequena povoação acabaria por acolher o nascimento de uma nova civilização.

c. 135 d.C.

As tribos judaicas prosperam

Após a repressão romana na Palestina, novas vagas de colonos judaicos reforçam a sua presença em Yathrib. Desenvolvem uma agricultura de tâmaras sofisticada e consolidam estruturas tribais fortes ao lado dos clãs árabes Aws e Khazraj. O oásis torna-se conhecido pelos poços e jardins, um raro refúgio verde em pleno deserto. Sob a rotina quotidiana, porém, as tensões entre os grupos nunca desaparecem totalmente.

617 d.C.

A Batalha de Bu'ath

As tribos Aws e Khazraj esgotam-se numa guerra civil brutal em Bu'ath. O sangue corre entre os palmeirais quando anos de rivalidade atingem o ponto de rutura. Enfraquecidos, os clãs começam a procurar alguém de fora que possa arbitrar o conflito. Sem o saberem, estavam a preparar o terreno para a chegada de um homem vindo de Meca que mudaria a cidade para sempre.

Era Profética
622 d.C.

A Hégira

Maomé e os seus seguidores chegam a Yathrib depois da arriscada viagem desde Meca, num momento que marca o início do calendário islâmico. O oásis passa a chamar-se Madinat Rasul Allah. O Profeta começa de imediato a construir uma nova comunidade, acima das antigas lealdades tribais. O próprio ambiente da cidade parece mudar quando esta localidade do deserto se transforma no berço de uma fé mundial.

622 d.C.

A Constituição de Medina

Maomé redige a Constituição de Medina, criando a primeira umma ao unir muçulmanos, judeus e tribos pagãs num mesmo pacto político. O documento regula desde a defesa mútua até às compensações por sangue derramado. A antiga Yathrib deixa de ser um conjunto de clãs rivais para se tornar uma comunidade política coesa. O alcance desse texto ecoaria durante séculos na governação islâmica.

622 d.C.

A chegada de Maomé

O Profeta Maomé instala-se em Medina, ergue a primeira mesquita no seu pátio e começa a moldar a paisagem física e espiritual da cidade. É aqui que vive a última década da sua vida, consolidando ao mesmo tempo uma religião e um Estado. A simples construção de adobe que levanta torna-se modelo para mesquitas em todo o mundo. A sua presença converte um oásis numa das cidades sagradas do Islão.

624 d.C.

A mudança da qibla

Enquanto dirige a oração no local que viria a ser a Mesquita Al-Qiblatain, Maomé recebe a revelação para mudar a direção de Jerusalém para a Caaba, em Meca. Os fiéis rodam fisicamente a meio da oração, num instante de enorme significado. A mudança afasta a jovem comunidade do alinhamento ritual judaico e afirma a identidade própria do Islão. Nesse dia, a história mudou de rumo dentro de uma mesquita.

625 d.C.

A Batalha de Uhud

As forças de Meca derrotam os muçulmanos nas encostas do Monte Uhud, matando cerca de setenta homens, entre eles Hamza, tio do Profeta. O campo de batalha, a norte da cidade, torna-se lugar de luto e reflexão. A derrota ensina à comunidade que a vitória não é garantida, mesmo sob favor divino. Ainda hoje, os túmulos dos mártires recebem visitantes silenciosos em busca de contemplação.

627 d.C.

A Batalha da Trincheira

Medina defende-se escavando uma trincheira em redor da cidade durante o cerco de uma confederação liderada por Meca. A solução, inovadora para a região, trava os atacantes, que acabam por retirar sem sucesso. Mulheres e crianças participam também no trabalho duro em condições difíceis. A vitória garante a sobrevivência de Medina e reforça a autoridade política do Profeta.

632 d.C.

A morte do Profeta

Maomé morre em Medina e é sepultado no aposento da sua casa, mais tarde integrado na Mesquita do Profeta. A cidade mergulha no luto, enquanto a comunidade tenta imaginar o futuro sem o seu fundador. O túmulo simples, sob a célebre cúpula verde, atrairia milhões de fiéis ao longo dos séculos. O facto de ter morrido aqui, e não em Meca, define para sempre o estatuto espiritual singular de Medina.

Califado Rashidun
644 d.C.

Assassinato de Umar ibn al-Khattab

O segundo califa, Umar, é mortalmente apunhalado enquanto conduz a oração na Mesquita do Profeta. O sangue mancha o espaço sagrado que ele próprio tinha ampliado para acolher mais crentes. O governante austero, que fizera de Medina a capital de um império em rápida expansão, morre dentro das suas muralhas. A sua morte assinala o princípio do declínio político da cidade.

656 d.C.

Assassinato de Uthman

O califa Uthman é morto em sua casa, em Medina, por rebeldes egípcios, enquanto lia o Alcorão. O assassinato desencadeia a Primeira Fitna e arrasta o mundo islâmico para a guerra civil. A violência dentro da cidade santa choca a comunidade muçulmana nascente. Depois deste trauma, o papel central de Medina na política islâmica começa a esmorecer de forma prolongada.

Período Omíada
706-709 d.C.

A expansão omíada da mesquita

O califa al-Walid I manda demolir as estruturas mais modestas e reconstrói a Mesquita do Profeta numa escala muito maior, incorporando a câmara funerária. Artesãos vindos de várias partes do império introduzem mosaicos e elementos dourados inéditos no Hejaz. A obra reflete devoção, mas também ambição imperial. É aí que a mesquita começa a aproximar-se do grande monumento arquitetónico que hoje conhecemos.

c. 715 d.C.

Nascimento de Malik ibn Anas

Malik ibn Anas nasce em Medina, onde passará toda a vida a recolher e ensinar hadith. O seu círculo de estudo, nos pátios sombreados da cidade, dará forma à escola jurídica maliquita, assente na prática viva dos habitantes de Medina. A sua obra al-Muwatta tornar-se-á um dos textos fundamentais do direito islâmico. A cidade molda o pensador tanto quanto ele influencia o pensamento islâmico.

Período Medieval
1256 d.C.

Incêndio e erupção vulcânica

Um incêndio devastador atinge a Mesquita do Profeta ao mesmo tempo que uma grande erupção em Harrat Rahat faz avançar fluxos de lava perigosamente perto da cidade. A dupla catástrofe põe à prova a resistência dos habitantes de Medina. O cheiro a enxofre mistura-se com o fumo das madeiras em chamas. Ainda assim, a comunidade reconstrói, confirmando a força espiritual que a cidade exerce apesar dos desastres naturais.

Período Otomano
1517 d.C.

Começa o domínio otomano

Depois de conquistar o Egito, o sultão Selim I incorpora Medina no Império Otomano. Seguem-se séculos de patronato, com manutenção dos lugares sagrados e das infraestruturas de peregrinação através de enormes distâncias. Governadores e arquitetos otomanos deixam marcas discretas, mas duradouras, na cidade. Medina torna-se uma província estimada de um império que se estendia de Viena ao Índico.

1908 d.C.

Chega o caminho de ferro do Hejaz

O troço final da linha férrea do Hejaz chega a Medina, reduzindo a viagem desde Damasco de quarenta dias de camelo para apenas cinco. O apito das locomotivas ecoa pelo deserto como símbolo do triunfo da engenharia otomana sobre as antigas rotas caravaneiras. A grande estação passa a representar tanto modernização como controlo imperial. Os peregrinos começam a chegar ao ritmo dos comboios, em vez do tilintar dos guizos dos camelos.

1916-1919 d.C.

O cerco de Medina

Durante a Revolta Árabe, o comandante otomano Fakhri Pasha mantém-se em Medina muito depois de o império ruir noutras regiões. A cidade suporta anos de cerco, enquanto a linha férrea é sabotada repetidamente. Os defensores acabam por comer os próprios cavalos, enquanto a mesquita sagrada permanece no centro do sofrimento. O cerco só termina em 1919, encerrando o último capítulo do domínio otomano na cidade santa.

Era Saudita Moderna
1925 d.C.

A conquista saudita

As forças de Ibn Saud tomam Medina em dezembro de 1925, integrando-a no emergente Estado saudita. A cidade passa a viver sob a interpretação austera do Islão defendida pelos wahhabitas. Muitos santuários e marcos tradicionais são removidos de acordo com essa visão rigorosa. Medina inicia então a transição de cidade santa otomana para cidade santa saudita.

1984-1994 d.C.

A grande expansão de Rei Fahd

A Mesquita do Profeta conhece a sua transformação mais impressionante sob o reinado de Fahd, elevando a capacidade para mais de 400 mil fiéis graças a vastos pátios e coberturas automáticas. A engenharia contemporânea encontra-se com a reverência ancestral num complexo que supera largamente as versões anteriores. A antiga mesquita de escala modesta torna-se uma das maiores do mundo. Medina muda fisicamente para acolher milhões de peregrinos modernos.

2018

O comboio de alta velocidade Haramain

É inaugurada a linha de alta velocidade Haramain, ligando Medina a Meca em apenas duas horas. Comboios modernos atravessam o deserto por onde, durante séculos, os camelos avançaram lentamente durante dias. A viagem que antes punha à prova a devoção dos peregrinos torna-se muito mais simples. Medina entra na era da conectividade rápida sem perder a ligação ao seu passado sagrado.

2022

A visão Rua Al Madinah

O ambicioso projeto Rua Al Madinah arranca no âmbito da Vision 2030, prometendo requalificar a área em redor da Mesquita do Profeta com 47 mil novos quartos de hotel. Gruas gigantes erguem-se junto ao recinto sagrado, enquanto a cidade se prepara para receber 30 milhões de visitantes por ano. O céu do deserto enche-se de poeira no maior projeto de renovação urbana da história de Medina. Mais uma vez, a cidade remodela-se para servir o papel que sempre desempenhou.

Atualidade

06 Who lived here.

The people who shaped the city — and were shaped by it.

Profeta do Islão c. 570–632

Muhammad

Viveu e morreu aqui

Depois da Hégira, em 622, foi em Medina que Muhammad consolidou a primeira comunidade muçulmana e ergueu a mesquita original que continua no coração espiritual da cidade. Ao percorrer as mesmas ruas onde julgou conflitos, conviveu sob as palmeiras e liderou a oração, percebe-se como um pequeno oásis do deserto se transformou no centro moral de uma nova civilização. Morreu aqui em 632 e foi sepultado junto da sua mesquita.

Jurista islâmico c. 715–795

Malik ibn Anas

Viveu e ensinou aqui

Passou quase toda a vida em Medina, estudando à sombra da Mesquita do Profeta e fundando mais tarde a escola jurídica malikita. A tradição local recorda-o como o sábio que recusou abandonar a Cidade do Profeta, mesmo quando foi convidado a ensinar em Bagdade. O seu método discreto, assente na prática viva da comunidade de Medina, continua a influenciar profundamente o pensamento jurídico islâmico.

Erudita e esposa do Profeta 614–678

Aisha bint Abi Bakr

Viveu e morreu aqui

Chegou a Medina ainda muito jovem e ali permaneceu durante grande parte da sua vida, tornando-se uma das mais importantes transmissoras de hadith. Depois das convulsões políticas da meia-idade, regressou à cidade para ensinar, atraindo estudantes de várias partes do mundo islâmico nascente para a sua casa perto da mesquita. O seu túmulo no cemitério de al-Baqi continua a ser um lugar de reflexão sobre a extraordinária vida intelectual que floresceu em Medina.

Jornalista e dissidente 1958–2018

Jamal Khashoggi

Nasceu aqui

Nascido em Medina, Jamal Khashoggi manteve uma ligação duradoura à cidade, mesmo quando a sua carreira jornalística o levou muito para além das fronteiras sauditas. As ruas que conheceu na infância contrastariam mais tarde com o rumo autoritário que viria a criticar. A sua trajetória lembra que Medina não formou apenas estudiosos da religião, mas também vozes que desafiaram o poder dentro da sociedade saudita.

08 Onde comer.

Where locals actually book dinner — not the tourist menus.

Zaitoon Restaurant Zaitoon Restaurant
Local favorite €€

Zaitoon Restaurant

4.8 View
Sea Spice Restaurant Sea Spice Restaurant
Local favorite €€

Sea Spice Restaurant

4.6 View
ALBAIK ALBAIK
Quick bite

ALBAIK

4.1 View
Starbucks Starbucks
Cafe €€

Starbucks

4 View
Dar Al-Taqwa Hotel Madinah Dar Al-Taqwa Hotel Madinah
Cafe €€

Dar Al-Taqwa Hotel Madinah

4.4 View
Pizza Hut Pizza Hut
Quick bite €€

Pizza Hut

4.4 View

09 Insider tips.

Small things that change how the city treats you.

Visite no inverno

Entre novembro e fevereiro, as máximas rondam os 24 °C, o que torna muito agradável o percurso a pé entre a Mesquita do Profeta e a Mesquita de Quba pelo trilho de 3 km. Convém evitar o período de maio a setembro, quando as temperaturas ultrapassam regularmente os 43 °C.

Use a Route 400

Do Aeroporto Príncipe Mohammad bin Abdulaziz, a opção mais prática e económica é a Route 400 da Madinah Bus, que segue diretamente para a Mesquita do Profeta por 11,5 SAR. Funciona 24 horas por dia, com partidas a cada 40 minutos, e aceita apenas pagamento por cartão ou aplicação.

Respeite as regras locais

Álcool, drogas e demonstrações públicas de afeto são estritamente proibidos em Medina. Vista-se com recato, sobretudo nas imediações da Mesquita do Profeta e nos mercados tradicionais, onde as normas sociais tendem a ser mais conservadoras.

Comece pelas tâmaras

Antes de se sentar à mesa, prove tâmaras Ajwa ou Safawi no mercado central. São o produto mais emblemático de Medina e dizem muito mais sobre a identidade da cidade do que muitos pratos de arroz servidos nos restaurantes voltados para turistas.

Prefira pagar sem dinheiro

Autocarros, muitos restaurantes e a maioria das lojas em Medina aceitam mada, Visa, Apple Pay e outros pagamentos contactless. Leve apenas uma pequena quantia em riais sauditas para vendedores de rua ou bancas de mercado mais pequenas.

Percorra o trilho de Quba

Siga o trilho oficial de Quba, com 3 km, entre a Mesquita do Profeta e a primeira mesquita do Islão. O percurso tem zonas sombreadas, bancos e um ambiente muito agradável, sendo uma das formas mais interessantes de sentir a cidade para além dos espaços sagrados fechados.

10 Watch.

A few films to set the scene before you go.

Peaceful 4K Walk Around the Prophet’s Mosque | Medina Walking Tour
Adel | Walking Tours

Peaceful 4K Walk Around the Prophet’s Mosque | Medina Walking Tour

12 Perguntas frequentes

Vale a pena visitar Medina?

Sim, sobretudo para quem se interessa por história islâmica primitiva e por lugares sagrados. Medina tem um ambiente mais sereno e contemplativo do que Meca, com locais como a Mesquita de Quba, a Praça dos Mártires de Uhud e os grandes pátios da Mesquita do Profeta. Os trilhos urbanos e os museus ajudam ainda a enquadrar uma história com mais de 1.400 anos.

Quantos dias são necessários em Medina?

O ideal são três a quatro dias. Esse tempo permite conhecer com calma a Mesquita do Profeta e o seu museu, fazer o trilho de Quba, visitar Uhud, o Museu da Ferrovia do Hijaz e reservar pelo menos um fim de tarde para Quba Boulevard ou para uma quinta de tâmaras. Com apenas dois dias, a visita fica apressada para os principais locais de ziyara.

Como ir do aeroporto de Medina até à Mesquita do Profeta?

A forma mais barata é usar a Route 400 da Madinah Bus, que custa 11,5 SAR e funciona 24 horas por dia, com intervalos de 40 minutos. Os táxis licenciados costumam cobrar uma tarifa fixa entre 75 e 90 SAR até à zona central do Haram. No aeroporto também há serviços como Uber, Careem e Jeeny.

Medina é segura para turistas?

De modo geral, sim. Medina é uma cidade habituada a grandes fluxos de peregrinos e visitantes, e os principais cuidados prendem-se mais com multidões nas imediações da Mesquita do Profeta e com as precauções normais de qualquer grande cidade em mercados e zonas movimentadas. As autoridades sauditas aplicam de forma rigorosa as leis relativas a álcool, drogas e comportamento em público.

Por que comida Medina é famosa?

Medina é especialmente conhecida pelas tâmaras Ajwa e Safawi, pelos arrozes Kabli e Bukhari, pela sobremesa Heesah e também pelos manto. Para um ambiente de mercado mais autêntico, Souq Al-Tabbakha é uma boa referência, enquanto restaurantes de perfil patrimonial oferecem versões mais cuidadas da cozinha local.

Medina tem metro ou elétrico?

Não. Medina depende da rede Madinah Bus e, de momento, não tem metro, subway nem elétrico para uso turístico comum. Para circular pelas áreas históricas centrais, o trilho de Quba e os transportes por aplicação continuam a ser as opções mais práticas.

Ready to book?

13Before you go

Informações práticas

Flight

Como Chegar

O Aeroporto Internacional Príncipe Mohammad Bin Abdulaziz (MED) é a principal porta de entrada, com voos internacionais diretos. Desde Jidá, o comboio de alta velocidade Haramain chega à estação de Medina em menos de três horas. Os táxis do aeroporto para a zona da Mesquita do Profeta custam entre 75 e 90 SAR (tarifas de 2026), e o autocarro oficial de ligação passa a cada 40 minutos por 11,5 SAR.

Directions transit

Como Circular

Medina dispõe de uma rede Madinah Bus com 15 linhas, 177 autocarros e 455 paragens, mas não tem metro nem elétrico. A linha 400 liga o aeroporto à Mesquita do Profeta, 24 horas por dia, com partidas de 40 em 40 minutos. O Quba Walking Trail, com 3 km, é a ligação pedonal mais agradável da cidade; há também bicicletas Careem Bike e alguns troços cicláveis nos percursos de Al-Qaswa e Quba. A bordo, o pagamento faz-se por cartão contactless ou pela aplicação Madinah Bus, já que não se aceita dinheiro.

Thermostat

Clima e Melhor Época

Medina tem clima desértico quente. No verão, entre junho e agosto, as máximas diurnas rondam os 43-44 °C; no inverno, de dezembro a fevereiro, os dias são agradáveis, com cerca de 24 °C, e as noites descem para os 11-12 °C. A chuva é escassa, surgindo sobretudo em aguaceiros ocasionais de novembro. Para visitar a cidade a pé entre mesquitas e sítios históricos, a melhor altura vai de novembro a fevereiro.

Shield

Segurança e Etiqueta

Medina é, em geral, uma cidade tranquila, embora a zona da Mesquita do Profeta possa ter multidões intensas. Convém respeitar com rigor as normas de conduta pública na Arábia Saudita: nada de álcool, roupa discreta e atenção aos horários de oração. Os números de emergência são 999 para a polícia e 997 para ambulâncias. À chegada ao aeroporto, a opção mais segura é recorrer a táxis licenciados ou a aplicações de transporte.

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