Pré-Colombiano
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c. 800 d.C.
Aldeias Chorotega
Campos de milho ondulam até o Lago Xolotlán, onde pescadores puxam redes cheias de guapote. Os Chorotega constroem montes de terra, comerciam cacau por obsidiana e esculpem jaguares em pedra que ainda aflora quando as fundações são escavadas.
Conquista Espanhola
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1522
Chegada dos Espanhóis
Os cavalos ferrados de Gil González Dávila ecoam pelos campos de milho. Seus homens medem o lago com cordas e o renomeiam em homenagem ao cacique local. Em dois anos, 90% da população nativa terá morrido de varíola e trabalho forçado.
República Nascente
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1857
Nascimento da Capital
Após décadas de guerra civil entre León e Granada, Managua torna-se capital por votação de compromisso. Uma cidade sem catedral e pouco mais de 5.000 habitantes, escolhida porque ninguém a queria.
Modernização
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1893
O Cavalo de Ferro de Zelaya
A locomotiva de José Santos Zelaya apita pelas plantações de banana. Os primeiros fios de telégrafo crepitam. Managua embriaga-se com o dinheiro do café, e suas casas de madeira cedem lugar a edifícios de tijolo com varandas de ferro importadas de Nova Orleans.
Era Somoza
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1931
Terremoto Destrói a Cidade
Às 15h08, o solo estremece por 38 segundos. Mil mortos, todos os campanários derrubados. A reconstrução segue uma malha espanhola — praças largas, ruas estreitas, paredes pastéis. O novo Palácio Nacional surge com pretensões neoclássicas.
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1934
O Assassinato de Sandino
Augusto César Sandino deixa o palácio presidencial após o jantar e é baleado na rua. Seu sangue mancha as mesmas pedras onde Somoza García caminhará para a missa na manhã seguinte. O general torna-se um fantasma que assombra todos os regimes.
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23 de dezembro de 1972
A Noite em que Tudo Desabou
Os pratos da ceia de Natal ainda tremiam quando o terremoto de magnitude 6,2 atingiu a cidade. Dez mil mortos em 30 segundos. A Catedral Antiga rasgou-se ao meio como um coração partido. A Guarda Nacional de Somoza saqueou os suprimentos de ajuda humanitária enquanto os corpos jaziam nas ruas.
Revolução
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1978
O Assassinato de Chamorro
O sangue de Pedro Joaquín Chamorro espalha-se pelo chão de sua redação. Seu editorial matinal permanece inacabado: 'Somoza deve partir.' Ao entardecer, Managua arde. Greves paralisam a cidade por meses.
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19 de julho de 1979
Libertação Sandinista
Tanques adentram a Plaza de la Revolución. Sandinistas com uniformes verdes beijam o chão. O retrato de Somoza queima no Palácio Nacional. A cidade que aprendeu a temer seu governo agora aprende a cantar nas ruas.
Era Sandinista
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1980
Escola para Surdos Abre as Portas
Numa mansão adaptada, a primeira escola nicaraguense para crianças surdas ensina uma língua de sinais inventada pelos próprios alunos. A 'Lengua de Señas Nicaragüense' espalha-se pela América Central. Uma revolução que fala com as mãos.
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1987
Cessar-fogo com os Contras
As armas silenciam após oito anos de guerra financiada pelos EUA. As ruas de Managua enchem-se de soldados que retornam sem membros e sem ilusões. A economia jaz em ruínas, mas a cidade sobreviveu.
Transição Democrática
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1993
A Nova Catedral Surge
Os cones brutalistas de concreto de Ricardo Legorreta rasgam o horizonte de Managua. A Nova Catedral parece mísseis amarelos apontados para o céu. No interior, um Cristo sangrando envolto em vidro preside casamentos e revoluções.
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1998
Devastação do Furacão Mitch
Seis dias de chuva transformam Managua num mar interior. Três mil mortos em todo o país. A água chega ao segundo andar do InterContinental. Quando recua, deixa para trás uma cidade aprendendo a conviver com a catástrofe.
Contemporâneo
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2006
Ortega Retorna
O ex-comandante guerrilheiro vence as eleições democráticas. Mesmo rosto, outra década. Managua observa com cautela enquanto nomes familiares voltam ao poder. Os filhos da revolução agora dirigem BMWs pelas mesmas ruas que um dia barricaram.
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2021
Ilha do Amor Abre as Portas
O Puerto Salvador Allende ganha a Ilha do Amor — piscinas, restaurantes e vistas panorâmicas onde presos políticos outrora desapareciam na lagoa de Tiscapa. Famílias fazem tirolesa sobre uma cratera enquanto vendedores oferecem cerveja artesanal a turistas que desconhecem a história do morro.