AAlgures acima de Catmandu, dentro de uma floresta que a maioria dos nepaleses trata como sagrada, o governo construiu uma barragem. A Dhap Dam fica a 2.300 metros de altitude, no Parque Nacional Shivapuri Nagarjun, no Nepal — um reservatório moderno envolto em bandeiras de oração e floresta de pinheiros, 26 quilómetros a nordeste da capital. Existe porque o rio Bagmati, a via de água mais sagrada do vale de Catmandu, estava a morrer de sede.
A contradição é precisamente essa. Uma barragem dentro de um parque nacional soa a erro de planeamento. Mas as estações secas de Catmandu tornaram-se tão severas que a cidade decidiu captar a chuva das monções em altitude e libertá-la a jusante quando os rios afinavam. A Dhap Dam é esse compromisso — engenharia ao serviço de um rio sagrado.
Para os caminhantes, a barragem é um pretexto para passar quatro horas a subir por uma das florestas mais bem preservadas perto de Catmandu. O trilho desde Sundarijal passa por aldeias tamang, cruza ribeiros tão frios que doem, e termina num reservatório que reflete o céu dos Himalaias como um espelho inclinado. A maioria dos visitantes vem pela caminhada. A barragem é o que encontram no fim.
A aproximação importa tanto quanto a chegada. Pode fazer o caminho todo de carro — a estrada é transitável — mas a pé ganha o silêncio da floresta alta, onde os únicos sons são os chamamentos das aves e a sua própria respiração em altitude.
01 O Que Ver
A Bacia do Reservatório
O Lago Dhap e as Bandeiras de Oração
O Trilho pela Floresta de Shivapuri
Plan and listen to Dhap Dam with Audiala
Audio guide in your pocket, itinerary in your browser. Built for the way you actually visit.
03 Logística para visitantes
Como Chegar
Horário de Funcionamento
Tempo Necessário
Bilhetes e Custos
05 Dicas para visitantes
O Guia É Obrigatório
Siga Pela Direita na Bifurcação
Melhor Época para Visitar
Reabasteça no Hotel Karma
Bandeiras de Oração do Lago Dhap
04 Contexto Histórico
Suporte Vital para um Rio Sagrado
O rio Bagmati atravessa o centro da vida espiritual de Catmandu. Passa pelo Templo de Pashupatinath, onde os ghats de cremação hindus ardem há séculos, e serpenteia pelo vale que deu nome ao Nepal. No início dos anos 2000, alguns trechos do Bagmati tinham-se reduzido a um fio de água durante os meses secos. O esgoto sufocava o que restava.
A solução proposta era simples; a execução, nada disso: construir um reservatório no alto das colinas de Shivapuri para captar as chuvas das monções e libertá-las quando o vale mais precisasse de água. O local escolhido — bem dentro de um parque nacional, a uma altitude em que os pinheiros dão lugar aos rododendros — garantia tanto uma hidrologia ideal como uma oposição feroz.
A Floresta do Rei Birendra e os Engenheiros que Vieram Depois
Em 1976, o rei Birendra declarou as colinas de Shivapuri uma reserva protegida de bacia hidrográfica, reconhecendo que as florestas acima de Catmandu eram os pulmões e os rins da capital — filtravam a água, estabilizavam as chuvas, mantinham o solo no lugar. A reserva tornou-se parque nacional em pleno em 2002. As árvores estavam a salvo. Ninguém imaginava que, menos de uma década depois, chegariam engenheiros com plantas para uma barragem.
Os calendários de construção continuam em disputa. Algumas fontes situam o início em 2010, com conclusão por volta de 2018; outras registam o começo das obras em 2015, com água visível no reservatório apenas no fim de 2022. Os projetos de infraestrutura no Nepal raramente cumprem prazos, e a verdade provavelmente está mais perto das datas mais tardias. As especificações físicas também variam — as alturas reportadas vão de 24 a 45 metros, e as estimativas de capacidade de 850.000 a 10 milhões de metros cúbicos.
O que não está em disputa é o objetivo. A barragem encaminha a água da chuva captada para o Bagmati durante os meses secos, mantendo vivo um rio do qual os moradores de Catmandu dependem — espiritual e praticamente. Foram necessárias relocalizações de comunidades. Seguiram-se programas de reflorestação e corredores de vida selvagem como mitigação. Se a troca valeu a pena depende de quem responde.
O Dinheiro por Trás da Água
Parque e Barragem: Um Casamento Tenso
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06 Perguntas frequentes
Vale a pena visitar a Dhap Dam? add
Sim, sobretudo se quiser uma caminhada de dia inteiro pelo Parque Nacional Shivapuri Nagarjun que termina em algum lugar realmente inesperado — um reservatório a 2.300 metros que mantém o rio sagrado Bagmati a correr durante os meses secos de Catmandu. O trilho por entre uma densa floresta de pinheiros é o grande atrativo; a barragem é um bónus. Some a isso o sagrado lago Dhap ali perto, rodeado de bandeiras de oração, e terá um passeio com mais camadas do que a maioria das opções em Catmandu.
Quanto tempo demora a caminhada até à Dhap Dam? add
Reserve de 7 a 9 horas para o percurso de ida e volta a pé. A subida a partir de Sundarijal tem cerca de 11 km e leva entre 3,5 e 4,5 horas; a descida pelo mesmo caminho leva de 3 a 4 horas — embora entrar num trilho alternativo possa acrescentar mais 2 horas. Saia cedo: a primeira hora inclui uma secção de escadas implacável até ao segundo portão do parque, e convém ter luz do dia de sobra.
Como chego à Dhap Dam a partir de Catmandu? add
Vá até à entrada de Sundarijal do Parque Nacional Shivapuri Nagarjun, a cerca de 14 km do centro de Catmandu. Uma viagem de Indrive ou Pathao desde a cidade custa menos de NPR 1.000; de mota, menos de NPR 500. Use o ponto "Shivapuri Nagarjun National Park Ticket Counter, Sundarijal" no Google Maps — existem outras entradas do parque e elas não levam à Dhap Dam.
É preciso um guia para visitar a Dhap Dam? add
Os visitantes estrangeiros são obrigados pelo regulamento do parque a contratar um guia na entrada de Sundarijal. A taxa é de NPR 1.500 por grupo, além da entrada no parque de NPR 1.000 por pessoa para estrangeiros. Cidadãos dos países da SAARC pagam NPR 600; cidadãos nepaleses pagam NPR 100 e não são obrigados a contratar guia.
É possível ir de carro até à Dhap Dam? add
Sim — a estrada vai até à barragem, o que a torna acessível para famílias, visitantes mais velhos ou qualquer pessoa que prefira um piquenique a uma subida de 4 horas. De mota, o parque cobra mais NPR 150 por veículo. Convém saber isto antes de se comprometer com o trilho.
O que é a Dhap Dam e para que serve? add
A Dhap Dam é uma barragem de aterro dentro do Parque Nacional Shivapuri Nagarjun, construída para captar a chuva das monções e libertá-la no rio Bagmati durante a estação seca de Catmandu. O Bagmati é sagrado para os hindus de todo o vale, o que dá à engenharia aqui uma dimensão cultural pouco comum: esta é uma infraestrutura feita, em parte, para impedir que um rio sagrado seque. As datas de construção e as especificações exatas continuam a variar entre fontes.
Quão difícil é a caminhada até à Dhap Dam? add
Intermédia a difícil. A primeira hora inclui uma subida íngreme por escadas até à segunda entrada do parque, descrita pela maioria dos caminhantes como a parte mais dura. Depois disso, o percurso suaviza em trilhos de floresta e numa estrada de terra plana — bastante gerível se dosear o esforço no início. Leve mais água do que acha que vai precisar; a paragem para chá no Hotel Karma, cerca de uma hora depois do começo, é um verdadeiro salva-vidas.
Qual é o preço de entrada para a Dhap Dam / Parque Nacional Shivapuri Nagarjun? add
Taxas de entrada no portão de Sundarijal: NPR 1.000 para visitantes estrangeiros, NPR 600 para cidadãos da SAARC, NPR 100 para cidadãos nepaleses. Os visitantes estrangeiros também pagam NPR 1.500 por um guia obrigatório. Motas pagam mais NPR 150 por veículo. Não há taxa separada para a barragem em si — a entrada no parque cobre o acesso.
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Full Time Explorer — Guia da Caminhada à Dhap Dam
Percurso detalhado da caminhada, taxas de entrada, logística de acesso e histórico de construção (datas do Grupo 1: 2010–2018).
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Mountain Trail Nepal — Trek até à Dhap Dam
Cronologia alternativa da construção (2015–2022), especificações físicas (24 m de altura, 175 m de comprimento, capacidade de 850.000 m³) e detalhes da rota.
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Beautiful Nepal — Dhap Dham
Enquadramento espiritual da variante de nome "Dhap Dham"; descrição do lago Dhap e das bandeiras de oração; contexto da comunidade tamang.
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Audiala — Dhap Dam
Visão geral da construção (datas do Grupo 1), especificações físicas (45 m de altura, 300 m de comprimento, 10M m³ de capacidade), fontes de financiamento e contexto da relocalização das comunidades.
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Página Oficial do Governo sobre a Dhap Dam
Citadas por outras referências como fonte autorizada; não foi diretamente recolhida — todas as datas de construção e especificações continuam por confirmar até revisão desta fonte.
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