Catmandu

Nepal Atualizado Apr 2026

Catmandu recebe-o com o aroma de incenso de sândalo que se espalha por ruelas tão estreitas que os sinos de bronze dos templos roçam o ombro de quem passa. Na capital do Nepal, macacos saltam sobre estupas do século V enquanto as buzinas dos táxis ecoam nas fachadas neoclássicas da era Rana, e um único pátio pode abrigar tanto uma deusa viva como um barista a preparar um espresso de origem única nepalês. A cidade não se revela em panorâmicas de postal; vai-se descobrindo em fragmentos — o tremular de uma lamparina de manteiga numa roda de oração, o silêncio repentino dentro de um bahal onde os pombos batem as asas como aplausos.

Catmandu, Nepal Foto: Roman Saienko / Pexels
Atrações
22
Áudio
3 h 50 min
Duração da viagem
3–5 dias
Melhor estação
Outono (out.–nov.)

Porquê Catmandu

Criado a partir de fontes citadas · veja o método · Como fazemos os nossos guias →

Sete zonas de monumentos da UNESCO estão unidas por rotas comerciais com mil anos de história, mas a verdadeira magia está na forma como o medieval e o moderno coexistem sem esforço. Um balcão de almoço Thakali funciona sob vigas de madeira do século XIV; o jazz de um bar no andar de cima em Lazimpat flutua pela antiga reserva de caça real onde os veados pastam junto a um arquivo de arte contemporânea. Caminhe uma hora para sul e estará em Kirtipur, onde as avós ainda secam queijo de iaque ao sol em peitoris de tijolos vermelhos, ou a leste para Boudha, onde avôs tibetanos terminam o seu kora enquanto os cafés nos terraços servem thenthuk com cominho ao pôr do sol.

Catmandu recompensa a curiosidade em vez das listas de verificação. O fundo do vale fica apenas a 1.400 m de altitude — a respiração é fácil — mas cada horizonte é recortado por cumes de 6.000 metros. Passe a madrugada a observar monges de hábito açafrão a debater filosofia em Kapan, o meio-dia a negociar açafrão-da-índia em Asan onde o preço ainda é cotado em mana e pathi, o entardecer a trocar histórias de trekking numa cerveja de cevada Everest em Thamel, e a meia-noite no pátio do museu de Patan a ouvir o eco de tablas nas imagens de pedra de Krishna. A cidade não pede reverência; pede que olhe duas vezes para o ordinário, porque o ordinário aqui é, quase sempre, extraordinário.

  • Espaço Sagrado em Camadas

    Sete zonas de monumentos da UNESCO empilham estupas budistas, ghats hindus e palácios da era Malla num único vale. O amanhecer em Swayambhunath combina o clique das rodas de oração com a primeira neblina dourada da cidade; o entardecer em Pashupatinath envia fumaça de sândalo acima do Bagmati enquanto as cremações continuam sob luzes elétricas.
  • A Catmandu dos Pátios

    Entre as pilhas de especiarias de Asan e as lojas de guitarras de Thamel escondem-se bahals — pátios monásticos onde entalhes em madeira do século XIV ainda suportam as paredes das salas de estar. Caminhe por Itum Bahal até Kathesimbhu às 8h e partilhará as ruas de pedra com estudantes, não com grupos turísticos.
  • Pulso de Arte Contemporânea

    O Taragaon Next transforma uma pensão de tijolo dos anos 70 num arquivo de design e anfiteatro no terraço; ao lado, o Museu de Arte Nepalesa (MoNA) expõe deidades tântricas a par de reinterpretações em néon. Ambos abrem até às 19h — perfeito depois de os sítios históricos fecharem as portas.
  • Nascer do Sol na Orla do Vale

    Do cume do teleférico de Chandragiri (2.551 m) ou da crista de Nagarkot, assiste-se a uma muralha himalaia de 800 quilómetros a corar de cor-de-rosa antes de o primeiro microbus chegar a Catmandu. Faça-o num dia de semana em outubro e partilhará a plataforma com estudantes universitários locais, não com autocarros turísticos.

Lugares para visitar

Não todos os monumentos, apenas aqueles por onde nós próprios o levaríamos a passar.

Todos os 24 lugares em Catmandu

Bairros

Onde deambular, bairro a bairro — cada um com o seu próprio ritmo.

  • Thamel

    Ruelas engarrafadas repletas de albergues com bandeirolas de oração, lojas de equipamento de trekking e bares nos terraços com rock clássico até às 2h. De dia é um bazar de equipamento de montanha; de noite é o corredor mais fácil da cidade para bandas ao vivo, barracas de momos e martinis de café.
  • Asan e Indra Chowk

    A espinha aromática da cidade: cominhos, piri-piri e objetos de cobre empilhados sob casas Newar cujas janelas esculpidas com pavões datam de 1216. A regra da comida de rua — siga a avó com o cesto de compras; ela sabe qual a frigideira de sel-roti que troca o óleo de hora em hora.
  • Boudha

    Rodeada por 29 mosteiros, a estupa branca de 36 metros transforma-se numa lanterna laranja ao entardecer enquanto os cafés de manteiga de chá em terraços de madeira servem chás salgados. As noites de sexta-feira trazem concertos de jazz himalaia onde os riffs de saxofone se misturam com o murmúrio baixo dos mantras do kora lá em baixo.
  • Patan (Lalitpur)

    Do outro lado do Bagmati, mas psicologicamente um mundo à parte: ruelas mais estreitas, trabalhos em metal mais finos e a maior concentração de bahals do vale. Templo Dourado, Museu de Patan e doçarias em ruelas a vender brittle de sésamo enrolado enquanto se observa.
  • Kirtipur

    Cidade Newar no topo de uma colina ignorada pela maioria dos autocarros turísticos; chegue ao pôr do sol sobre o vale, fique pelo choila de búfalo e aila ardente servidos em taças de barro enquanto as avós tecem esteiras de palha em soleiras do século XVII.
  • Jhamsikhel (Jhamel)

    Antigos campos de arroz transformados na resposta de Catmandu ao Brooklyn: torrefações especializadas, padarias vegan, estúdios de design em armazéns de tijolo e bares de cocktail a envelhecer raksi em barricas de carvalho.
  • Lazimpat

    Bairro das embaixadas onde o jazz deriva da varanda do primeiro andar do Jazz Upstairs e os pátios dos hotéis escondem palácios Rana dos anos 30 reconvertidos em spas. Ideal para uma noite mais tranquila de jantar e drinques sem a confusão de Thamel.
  • Bhaktapur

    Tecnicamente uma cidade separada a 13 km a leste, mas funcionalmente uma excursão de Catmandu: Praça Durbar sem trânsito, praça de olaria onde as rodas giram ao amanhecer, e os melhores iogurtes reais do vale servidos em taças de barro não vidrado que absorvem o fumo do iogurte.

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Antes de partir

Como Chegar
O Aeroporto Internacional Tribhuvan (KTM) é o único portal internacional do Nepal; os táxis pré-pagos para Thamel custam ~NPR 800 (tabela de 2026). Por terra, a autoestrada Tribhuvan (H02) e a autoestrada Araniko (H03) alimentam os autocarros vindos da Índia e das fronteiras de Kodari/Tatopani, respetivamente.
Como Circular
Catmandu não tem metro nem elétrico; recorra aos autocarros verdes Sajha Yatayat (NPR 25–45), táxis de taxímetro ou aplicações de transporte. Os centros históricos (Praça Durbar, Asan, Thamel) são percorríveis a pé; passadeiras com botão foram instaladas em 36 pontos da cidade em 2025.
Clima e Melhor Época
Outubro–novembro e março–abril proporcionam dias de 20–27 °C, vistas limpas do Himalaia e 8–40 mm de chuva. As noites de inverno descem até 2 °C; o pico da monção de julho atinge 363 mm. Evite junho–setembro se precisar de panorâmicas das montanhas ou conforto nas ruas de pedra.
Língua e Moeda
O nepalês é a língua franca, mas o inglês funciona na maioria das pensões e cafés. A moeda é a Rupia Nepalesa (NPR); as caixas multibanco são abundantes em Thamel e Patan. Os cidadãos indianos podem pagar via código QR UPI em muitas lojas.

Vale dos Deuses, Cidade dos Reis

Onde as rotas comerciais do Himalaia encontraram a arte medieval e as revoluções modernas

  1. 185 d.C.

    Primeiro Rei Inscrito do Vale

    Uma estátua de pedra em Handigaon traz o nome Jayavarman, a inscrição datada mais antiga ligada a Catmandu. Esculpida em escrita Brahmi, prova que o vale já albergava cortes letradas quando a Europa ainda queimava lâmpadas de azeite em Londinium. O rosto sereno da escultura olha para o Bagmati, sem saber que ancora uma cidade que sobreviverá a impérios.

  2. c. 400 d.C.

    Pashupatinath Emerge

    As crónicas registam pela primeira vez um santuário a Pashupati, Senhor dos Animais, na margem arborizada do Bagmati. Os peregrinos chegam com sal tibetano e grão de Madhesh, transformando uma clareira no mais sagrado local de cremação do Nepal. Ainda hoje, a fumaça de sândalo sobe onde esses primeiros devotos acenderam as suas fogueiras.

  3. 723 d.C.

    Gunakamadeva Funda Catmandu

    O rei Gunakamadeva drena pântanos na confluência de dois rios e traça doze bairros de Manju-Patan. Entalhadores em madeira do Decão, fundidores de bronze de Bihar e Tamrakharas das colinas são atraídos por isenções fiscais. O cheiro de madeira de sal recém-serrada mistura-se com incenso enquanto as primeiras barracas de mercado abrem ao amanhecer.

  4. 1143

    Kasthamandap Nomeado

    Uma escritura em folha de palmeira menciona o 'Pavilhão de Madeira' que dará nome à cidade. Escavações recentes sob os escombros de 2015 encontraram postes de madeira com datação por carbono dos anos 600, provando que o pavilhão é mais antigo do que a sua famosa reconstrução de 1596. Os peregrinos ainda se abrigam da chuva de monção sob as suas vigas de substituição.

  5. c. 1382

    O Código de Jaya Sthiti Malla

    O rei emite 26 decretos em pedra que regulam tudo, desde a largura dos teares até à ordem dos assentos por castas nos festivais. Os oleiros, agricultores e cortesãs de Catmandu acordam para encontrar os seus deveres gravados em Newari nas paredes dos templos. Os ritmos da cidade — procissões, dias de festa, portagens de mercado — ficam definidos para os próximos cinco séculos.

  6. 1482

    O Vale Fractura-se em Três Reinos

    Yaksha Malla divide o seu reino entre os filhos, criando capitais rivais em Catmandu, Patan e Bhaktapur. Da noite para o dia, irmãos tornam-se concorrentes, encomendando templos cada vez mais altos e portas de bronze cada vez mais belas para superar uns aos outros. Os artesãos florescem; os espiões proliferam.

Ver a linha do tempo completa (24 momentos)
  1. 1549

    O Templo de Taleju Ergue-se

    Mahendra Malla constrói uma torre de nove telhados para a deusa do seu clã, mais alta do que qualquer estrutura entre Lhasa e Agra. As suas vigas de pinho são embebidas em óleo de mostarda para repelir as térmitas; o aroma persiste durante décadas. Só o rei pode entrar, mas a silhueta redesenha para sempre a linha do horizonte de Catmandu.

  2. 1641

    Pratap Malla, o Rei Construtor

    Um rei-poeta de 33 anos coroa-se no meio de uma chuva de moedas de prata lançadas da varanda do palácio. Em menos de uma década, acrescenta 33 templos, um banho público e o pilar de pedra cuja estátua ainda hoje está de frente para Taleju. Os seus epigramas em sânscrito ecoam ao entardecer pelos pátios recém-pavimentados que cheiram a calêndula e ghee.

  3. 1667

    Rani Pokhari Escavado

    Numa única época de monção, 7.000 trabalhadores escavam um lago real para consolar a rainha em luto pelo filho afogado. A água é desviada por canos de argila ainda rastreáveis sob o trânsito atual. No seu centro, um templo de Shiva com cúpula espelha os cumes brancos a norte, transformando a dor em geometria.

  4. 1768

    O Cerco Gorkha Encerra o Domínio Malla

    As tropas de Prithvi Narayan Shah escalam as muralhas da cidade durante as danças mascaradas do Indra Jatra. Com o amanhecer, o último rei Malla fugiu para além do Bagmati; a fumaça das tochas a arder mistura-se com o incenso do festival. Catmandu acorda sob novas bandeiras, o seu vale agora núcleo de um império nascido nas montanhas.

  5. 1832

    Dharahara Rasga o Céu

    O Primeiro-Ministro Bhimsen Thapa constrói uma torre de 11 andares para rivalizar com os minaretes barrocos de Lucknow. Do cimo, sentinelas vigiam a chegada de sipaios da Companhia pelos passes do sul. Os habitantes de Catmandu apelidam-na de 'agulha de Bhimsen', cosendo os telhados dispersos da cidade.

  6. 1846

    Massacre de Kot: Os Ranas Tomam o Poder

    No pátio armado de pedra de Kot, os nobres reúnem-se para resolver uma disputa de sucessão. Trinta minutos depois, os corpos de primeiros-ministros e generais cobrem as lajes, e Jung Bahadur Rana passa por cima deles para se apoderar do selo. Os reis Shah de Catmandu tornam-se prisioneiros dourados dentro do próprio palácio.

  7. 1867

    Siddhidas Mahaju, o Rebelde da Língua

    Nascido numa ruela de Catmandu onde a roupa a secar paira sobre pedras de calçada, crescerá para compor o primeiro épico impresso em Nepal Bhasa sob a censura Rana. Os seus versos, contrabandeados em embrulhos de folha de bétel, mantêm a literatura Newar viva quando os governantes a proíbem nas escolas. Cada poeta moderno de Catmandu ainda caminha à sua sombra.

  8. 1920

    O Jardim dos Sonhos Abre

    O Marechal de Campo Kaiser Shumsher importa jasmim de Lahore e gnomos de jardim de Viena, dispondo seis pavilhões em torno de um lago neoclássico. As lâmpadas elétricas piscam pela primeira vez em qualquer jardim nepalês, atraindo mariposas e casais sussurrantes para longe das ruas iluminadas a gás de Thamel.

  9. 1934

    O Terramoto Derruba os Templos

    Às 14h13, o chão estremece; 8.500 edifícios desabam em 55 segundos. A metade superior do Dharahara cai num mercado de peixe; Taleju perde o seu pináculo dourado. Os esboços de reconstrução fixados nas paredes do palácio apagam séculos de ornamento em favor de betão mais rápido de construir. A linha do horizonte da cidade simplifica-se da noite para o dia.

  10. Fevereiro de 1951

    O Domínio Rana É Derrubado

    O rei Tribhuvan aterra no aeródromo de Gauchar num Dakota emprestado por Deli, seguido de revolucionários exilados. As multidões derrubam os portões de ferro de Singha Durbar; os primeiros-ministros Rana trocam medalhas por uma passagem segura até à fronteira com a Índia. As ruas de Catmandu ecoam com os primeiros slogans legais gritados em nepalês e Nepal Bhasa.

  11. 1955

    Universidade de Tribhuvan Fundada

    Onde outrora os astrólogos do palácio liam os augúrios, os professores folheiam agora revistas de física numa mansão Rana reconvertida. A primeira turma — 39 alunos — sobe por ruas enlameadas até salas de aula que cheiram a verniz fresco e a realeza antiga. Catmandu torna-se capital não só da política, mas também das ideias.

  12. 1959

    Laxmi Prasad Devkota Morre

    O 'Mahakavi' morre num banco em Pashupati, sem um vintém mas a recitar dísticos aos peregrinos que passam. O seu corpo é levado para os ghats de cremação que outrora cantou, a fumaça misturando-se com a mesma névoa do rio que encobriu os reis medievais. Os alunos ainda memorizam o poema que escreveu a carvão na parede de um hospital.

  13. 1964

    O Aeroporto Tribhuvan Abre ao Mundo

    Uma pista de asfalto de 1.580 m esculpida em arrozais torna-se o Aeroporto Internacional Tribhuvan. O primeiro DC-3 da Royal Nepal Airlines descola com destino a Calcutá, transportando 21 passageiros que acenam de assentos de lona. O isolamento de Catmandu, medido em semanas e não em meses, termina no rugido de duas hélices.

  14. 1979

    O Vale Entra na Lista da UNESCO

    Sete zonas de monumentos — da colina coroada por macacos de Swayambhu às praças de olaria de Bhaktapur — são inscritas como um único sítio patrimonial vivo. Os engenheiros municipais têm agora de consultar Paris antes de alargar uma estrada junto a um hiti do século XII. A conservação encontra o congestionamento em cada semáforo.

  15. 1 de junho de 2001

    Massacre Real no Palácio

    Tiros ecoam pelos salões espelhados de Narayanhiti durante um jantar de família; o rei Birendra e outros nove membros da família real ficam mortos até de manhã. As multidões concentram-se junto aos portões a cheirar a lã húmida e descrença. Em poucas semanas, o cortejo do novo rei é apedrejado, e Catmandu saboreia o primeiro sussurro de república.

  16. 15 de junho de 2008

    A Monarquia É Abolida

    Na sala da Assembleia Constituinte outrora usada para banquetes Rana, 560 mãos erguem-se para apagar a palavra 'rei' da constituição do Nepal. Lá fora, uma bandeira vermelha substitui o estandarte real no mastro de Narayanhiti. Catmandu acorda como capital republicana, as portas do palácio agora com bilhetes para os turistas.

  17. 25 de abril de 2015

    O Sismo Destroça o Património

    Às 11h56, a terra sacode-se a 80 km a noroeste; em 50 segundos, 600 templos desabam. O Kasthamandap transforma-se em palitos, o Dharahara colapsa em pó que cobre as lojas de saris vizinhas. Os voluntários formam cadeias humanas passando tijolos ainda quentes de séculos de sol, determinados a reconstruir antes da próxima monção.

  18. 2016

    Boudhanath Renasce

    As gruas içam o guarda-chuva de 13 níveis do novo pináculo enquanto os monges cantam sob lonas açafrão. Os olhos da estupa, repintados em lápis-lazúli e branco de mercúrio, reabrem exatamente 17 meses após o sismo. As avós que circundam a estupa tocam o cimento fresco em sinal de bênção, os seus rosários de mala a tilintar contra o betão armado moderno.

Quem viveu aqui

  • Poeta · 1909–1959

    Laxmi Prasad Devkota

    Nascido em Dhobidhara, Catmandu; falecido em Pashupati Aryaghat

    Escreveu o épico 'Muna Madan' num sótão de Catmandu iluminado a petróleo; hoje a parede da ruela junto ao seu local de nascimento está coberta de dísticos que os peregrinos ainda recitam enquanto acendem lamparinas de manteiga do outro lado do Bagmati.

  • Rei · 1906–1955

    Tribhuvan Bir Bikram Shah Dev

    Nascido, coroado e reinante a partir do Palácio Hanuman Dhoka

    O rei que desafiou os Ranas saiu clandestinamente de Narayanhiti em 1950 escondido num táxi; o seu desfile de regresso ainda ecoa em cada Indra Jatra quando o carro da Kumari passa a tilintar pela varanda do palácio onde ele acenou.

  • Monja budista e cantora · nascida em 1971

    Ani Choying Drolma

    Nascida em Boudha; entrou no mosteiro Nagi Gompa na orla do vale

    Entoava mantras à sombra de Boudhanath antes do amanhecer e hoje esgota a lotação do Carnegie Hall — regressa todos os invernos para financiar uma escola de raparigas em Catmandu onde as alunas outrora vendiam calêndulas aos peregrinos.

  • Cantor · 1939–1990

    Narayan Gopal Gurubacharya

    Nascido, viveu e morreu em Catmandu

    A sua voz trémula saía de todos os rádios das casas de chá na Nova Rua nos anos 70; os taxistas ainda colocam 'Euta Manche Ko' quando o trânsito para em Ratna Park, cantarolando como um coro de toda a cidade.

  • Primeiro-Ministro · 1817–1877

    Jung Bahadur Rana

    Tomou o poder na corte de Catmandu; construiu Narayanhiti e Bagh Durbar

    Desfilou carruagens europeias pela Kantipath e deu festas com champanhe nos salões neoclássicos que enxertou na Catmandu medieval — fachadas de palácios que passa hoje a caminho dos correios.

Onde comer

Onde os locais realmente reservam jantar — não as ementas para turistas.

Dicas de quem cá vive

Pequenas coisas que mudam a forma como a cidade o trata.

  • Visite as Praças Durbar Depois das 16h

    As bilheteiras fecham cedo, mas os monumentos permanecem abertos; os guardas raramente fazem controlo depois das 16h, pelo que pode passear pelo Hanuman Dhoka ou por Patan gratuitamente para fotografias na hora dourada.
  • Coma com a Mão Direita

    Os nepaleses consideram a mão esquerda impura — use sempre a direita ao comer dal bhat ou ao receber prasad nos templos.
  • Leve Notas de Rupia Pequenas

    Barracas de rua, templos e até alguns táxis recusam notas de ₹500; troque notas grandes no Himalayan Java ou numa farmácia de Thamel logo de manhã.
  • Os Microbuses Brancos Têm Rotas Fixas

    Mais rápido do que os táxis nas horas de ponta — apanhe qualquer micro branco com 'Ratna Park' por ₹20 para ir da Cidade Velha a Thamel em dez minutos.
  • Os Macacos Roubam Telemóveis

    Em Swayambhunath, mantenha objetivas e óculos de sol guardados; os macacos sabem abrir fechos de correr e já trocaram telemóveis por bananas.

Perguntas frequentes

Vale a pena visitar Catmandu?

Sim — Catmandu combina cidades medievais, rituais vivos e vistas do Himalaia em 48 horas percorríveis a pé. É possível tomar o pequeno-almoço junto a estupas do século V, almoçar choila de búfalo num pátio do século XVII e contemplar o brilho das fogueiras de cremação ao entardecer, enquanto a cidade cheira a sândalo e gasóleo.

Quantos dias são suficientes em Catmandu?

Três dias completos cobrem as três Praças Durbar, Boudha, Pashupatinath e uma excursão de um dia pelo vale. Acrescente mais dois se quiser fazer caminhadas em Shivapuri, frequentar um curso de yoga ou assistir a concertos de jazz no Jazz Upstairs.

Catmandu é segura para viajantes mulheres a sós?

Em geral sim — mantenha-se em Thamel, Patan ou Boudha bem iluminados após as 21h, vista-se com discrição perto dos templos e evite guias não licenciados em redor de Swayambhu. Os postos policiais em cada Praça Durbar têm agentes que falam inglês.

Preciso de visto para o Nepal?

A maioria das nacionalidades obtém um visto gratuito de 15 dias à chegada no Aeroporto Tribhuvan; pague 30 USD por 30 dias ou 125 USD por 90 dias no hall de imigração — aceita dinheiro ou cartão, e o quiosque de selfie demora 3 minutos.

É possível ver o Evereste de Catmandu?

Apenas nas manhãs de inverno de visibilidade excecional a partir de Nagarkot ou Chandragiri; o cume espreita a 200 km de distância como um pequeno dente no horizonte — leve binóculos e chegue antes do nascer do sol.

Qual é a melhor forma de ir do aeroporto para Thamel?

Cupão de táxi pré-pago no interior das chegadas: ₹800–1000 para Thamel (30–45 min). Opção mais barata: caminhe até à estrada principal e apanhe um microbus local por ₹30, mas terá de se espremer com a bagagem ao colo.

Todos os lugares para visitar.

24 lugares para descobrir

Templo De Pashupatinath
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Templo De Pashupatinath

Praça Darbar (Catmandu)
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Praça Darbar (Catmandu)

Palácio Narayanhiti
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Jardim Dos Sonhos
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Jardim Dos Sonhos

Secretaria Da Associação Sul-Asiática Para a Cooperação Regional
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Museu De Patan
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Museu De Patan

Hanuman Dhoka
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Hanuman Dhoka

Aeroporto Internacional Tribhuvan
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Aeroporto Internacional Tribhuvan

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Swayambhunath

Boudhanath
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Boudhanath

Singha Darbar
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Singha Darbar

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Estádio Dasharath

Asan (Catmandu)
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Asan (Catmandu)

Dharahara
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Dharahara

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Kasthamandap

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Campo De Críquete Internacional Da Universidade Tribhuvan

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Indra Chowk

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Dhap Dam

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Embaixada Da Alemanha Em Catmandu

Embaixada Da França Em Catmandu
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Embaixada Da França Em Catmandu

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Embaixada De Israel Em Catmandu

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Embaixada Do Japão Em Catmandu

Rani Pokhari
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Rani Pokhari

Templo De Kumari
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Templo De Kumari

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