Amar Jawan Jyoti

Nova Deli, Índia

Amar Jawan Jyoti

Erguido em menos de um mês por decreto de Indira Gandhi, este memorial da guerra de 1971 manteve a chama acesa durante 50 anos, até à sua controversa relocalização em 2022.

1 a 2 horas
Gratuito
Totalmente acessível
Outubro a março

Introdução

Como é que uma chama arde ininterruptamente durante cinquenta anos e, subitamente, se apaga — não por um acidente, mas por uma cerimónia militar? O Amar Jawan Jyoti, em Nova Deli, foi aceso sob o arco do India Gate no Dia da República de 1972 e, numa tarde de janeiro de 2022, foi levado, com o seu fogo transferido por tocha para um novo memorial, 400 metros a leste. O cenotáfio permanece sob o arco: uma espingarda invertida, um capacete de aço sobre mármore negro e quatro urnas vazias. Venha ver onde a Índia honrou os seus mortos em combate durante meio século e tente compreender porque é que a ausência desta chama conta uma história mais intrigante do que a sua presença alguma vez contou.

Ao colocar-se sob o India Gate, encontrará o memorial original exatamente onde a Primeira-Ministra Indira Gandhi o instalou em janeiro de 1972. A espingarda L1A1 aponta para o chão, com o cano cravado na base, e um capacete repousa no topo. Nos cantos da plataforma de mármore, quatro urnas de tijolo avermelhado — outrora alimentadas por cilindros de GPL trocados a cada 36 horas, hoje frias e escuras, exceto nas celebrações nacionais.

O arco, contudo, narra um capítulo diferente. Sir Edwin Lutyens desenhou-o para o Império Britânico e o Vice-Rei Lord Irwin inaugurou-o a 12 de fevereiro de 1931. Os 13.316 nomes gravados no arenito homenageiam soldados do Exército Indiano Britânico que morreram entre 1914 e 1921 — na Primeira Guerra Mundial e na Terceira Guerra Anglo-Afegã — a lutar pela Coroa, e não pela independência da Índia.

A chama arde agora no National War Memorial, um complexo circular a 400 metros de distância, onde 25.942 nomes estão inscritos. Todos os dias, ao pôr do sol, um familiar de um soldado caído — trazido a Nova Deli por conta do Estado — deposita uma coroa de flores junto ao fogo. Aos domingos, a cerimónia de rendição da guarda, acompanhada por música regimental, atrai multidões sob o céu aberto.

O que ver

India Gate e o Cenotáfio

O arco ergue-se a 42 metros de altura — mais alto que um prédio de dez andares — em arenito de Bharatpur, cujos tons mudam do dourado pálido ao amanhecer para um âmbar profundo ao pôr do sol. Sir Edwin Lutyens desenhou-o em 1931 para homenagear os 74.187 soldados indianos que morreram entre 1914 e 1921. Os nomes de 13.300 deles estão gravados na pedra em letras pequenas, porém legíveis, organizados por regimento. A maioria dos visitantes passa por baixo sem ler um único nome. Não seja como a maioria. Aproxime-se o suficiente para percorrer as letras com o olhar: nomes muçulmanos, sikhs, hindus e britânicos misturados — a verdadeira realidade demográfica do Exército Britânico da Índia, esculpida na pedra.

Sob o arco situa-se o cenotáfio Amar Jawan Jyoti: um pedestal de mármore negro encimado por uma espingarda L1A1, colocada com o cano para baixo, e um capacete de combate de aço apoiado na coronha. A inscrição em hindi «अमर जवान» (Amar Jawan — Soldado Imortal) brilha em ouro nas quatro faces. A chama eterna que ardeu aqui durante cinquenta anos exatos, de 26 de janeiro de 1972 a 21 de janeiro de 2022, foi fundida com a chama do Memorial Nacional de Guerra, 400 metros a sul. O fogo já não existe. O silêncio que ficou no seu lugar é, à sua própria maneira, mais profundo.

Um detalhe que quase ninguém nota: no topo do arco, Lutyens esculpiu uma taça rasa destinada a conter óleo flamejante em ocasiões cerimoniais. Nunca foi acesa na memória recente e permanece invisível, acima da linha de visão de quem passa cá em baixo.

Closeup of Amar Jawan Jyoti eternal flame and rifle monument at India Gate, New Delhi, India
Amar Jawan Jyoti memorial with stone canopy in background at India Gate, New Delhi, India

Memorial Nacional de Guerra — Onde a chama arde agora

Quatrocentos metros a sul do India Gate, a chama eterna continua a arder no Memorial Nacional de Guerra, inaugurado em fevereiro de 2019 e projetado pelo arquiteto Yogesh Chandrahasan, de Chennai. A estrutura não ultrapassa 1,5 metros de altura — um gesto deliberado de contenção para que nada compita com o horizonte desenhado por Lutyens. Quatro círculos concêntricos atraem-no para o interior. O anel mais externo é um muro de árvores onde o canto dos pássaros e a sombra acalmam a respiração. Seguem-se as paredes de granito do Tyag Chakra, gravadas com 25.942 nomes de soldados mortos em todos os conflitos desde a independência — quase o dobro dos nomes no India Gate, todos da história recente.

A parte pela qual a maioria dos visitantes passa sem ver é a mais interessante. Uma rampa desce até ao Veerta Chakra, uma galeria semi-subterrânea que abriga seis enormes baixos-relevos em bronze do escultor Ram Sutar. Cada um retrata uma batalha específica: Longewala, Rezang La, Operação Meghdoot no glaciar de Siachen. A galeria é mais fresca e silenciosa que a superfície. A luz filtra-se de cima. Pode aproximar-se o suficiente para distinguir gestos individuais: um soldado a preparar-se para o recuo, uma mão a alcançar um camarada caído.

No centro, um obelisco de granito cinzento de 15 metros marca o Amar Chakra, onde a chama unificada arde dia e noite. Venha ao anoitecer. À medida que a luz de Deli passa do dourado ao cinzento, a chama destaca-se contra o céu escurecido e a cerimónia de arriar da bandeira começa — bandeiras baixadas, coroas de flores depositadas, o peso do silêncio de 26.000 nomes a pressionar de todos os lados.

O Caminho Completo: Da Cobertura à Chama

A história da Índia pós-colonial é contada numa linha reta ao longo do Kartavya Path. Comece na cobertura georgiana de pedra, 150 metros atrás do India Gate, onde esteve uma estátua do Rei Jorge V até 1968 e onde, desde setembro de 2022, se encontra uma estátua de granito negro de 28 pés de Netaji Subhas Chandra Bose — o rei colonial saiu, o combatente da liberdade entrou; o ponto político feito em pedra. Caminhe em direção ao India Gate e observe os numerais romanos que a maioria confunde com decoração: MCMXIV e MCMXIX flanqueando a palavra INDIA. Passe sob o arco, pelo cenotáfio sem chama, e continue para sul através da avenida arborizada até ao Memorial Nacional de Guerra. O percurso tem pouco mais de um quilómetro, mas percorre um século de luto e reinvenção. Termine no Param Yodha Sthal, logo após os círculos do memorial: 21 bustos de bronze em tamanho real de todos os galardoados com o Param Vir Chakra, a mais alta honra militar da Índia, cada um com uma citação bilingue que descreve atos de valor numa linguagem militar clínica que torna a coragem mais difícil de processar. Este caminho é quase sempre silencioso. Reserve uma hora se pretender ler os nomes. Deveria ler os nomes.

Amar Jawan Jyoti memorial on Rajpath (Kartavya Path), New Delhi, India, built in 1971 to honor martyrs of the Indo-Pakistan War
Procure isto

Sob o arco do India Gate, procure o cenotáfio de mármore negro com a inscrição 'Amar Jawan'. Observe a silhueta de uma espingarda L1A1 invertida, coberta por um capacete e botas de combate, congelada na pedra. A urna da chama ao lado está fria agora; o fogo que aqui ardeu durante cinco décadas encontra-se a 400 metros, no National War Memorial.

Logística para visitantes

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Como chegar

A estação de metro Central Secretariat (linhas Amarela/Violeta) é a rota mais lógica. De lá, prepare-se para uma caminhada de 25 minutos pelo Kartavya Path; é um passeio agradável no inverno, mas castigante sob os 45°C do verão de Deli. A estação Khan Market (linha Violeta) fica a cerca de 1,7 km. Sugiro usar a aplicação Ola ou Uber (₹40–80) em vez de negociar com condutores de tuk-tuk. Se vier de carro, estacione perto de Hexagon Road ou no parque da Pandara Road e conte com uma caminhada de 500m a 1 km até ao monumento.

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Horários

O arco da India Gate e os relvados circundantes estão abertos 24 horas, todos os dias, sem qualquer custo. O Memorial Nacional da Guerra — onde a chama eterna arde atualmente, 400 metros atrás do arco — funciona das 9h às 20h (abril a outubro) e das 9h às 19h30 (novembro a março). Atenção: evite a semana do Dia da República (23 a 26 de janeiro), pois o Kartavya Path é fechado para o desfile e o acesso público é restringido.

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Tempo necessário

Uma fotografia rápida no arco leva 20 a 30 minutos. Uma visita completa — percorrendo os relvados, lendo os nomes gravados e seguindo os 400 metros até aos quatro círculos concêntricos do Memorial Nacional da Guerra — demora entre 1h30 a 2 horas. Para a experiência noturna, incluindo a cerimónia do arriar da bandeira e a iluminação dos espelhos de água, reserve cerca de 3 horas.

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Acessibilidade

A renovação do Kartavya Path em 2022 trouxe passeios de granito vermelho, totalmente planos e sem degraus, facilitando o acesso ao arco e ao memorial. O Memorial Nacional da Guerra é totalmente acessível, com rampas e cadeiras de rodas disponíveis na entrada, mediante pedido. Há casas de banho adaptadas no complexo do memorial e nas instalações subterrâneas do Kartavya Path.

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Custos

Tudo aqui é gratuito: a India Gate, o Memorial Nacional da Guerra e as instalações subterrâneas. Não existem bilhetes nem filas prioritárias. Leve o passaporte, pois pode ser solicitado para controlo de segurança no memorial. Se quiser andar de barco no canal do Kartavya Path, o custo é de ₹50 por 15 minutos ou ₹100 por 30 (disponível das 14h às 21h).

Dicas para visitantes

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A chama mudou de lugar

A chama eterna já não arde sob o arco da India Gate. Em janeiro de 2022, foi fundida com a chama do Memorial Nacional da Guerra, 400 metros a sudeste. O rifle invertido e o capacete permanecem no cenotáfio, mas o fogo mudou de lugar. Caminhe até ao memorial; a maioria dos turistas ignora este passo e perde o verdadeiro coração do tributo.

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Drones proibidos

A área da India Gate é uma 'Zona Vermelha' devido à proximidade com a residência presidencial. O uso de drones é estritamente proibido, com penas que incluem multas pesadas e prisão. Para estrangeiros, a proibição é absoluta. Câmaras fotográficas e telemóveis são bem-vindos em todo o lado.

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Proibição de piqueniques

Desde julho de 2025, piqueniques, mantas, sacos volumosos e animais de estimação estão proibidos nos relvados. Esqueça as marmitas tradicionais; em vez disso, desça ao court alimentar subterrâneo do Kartavya Path. Encontrará cerca de 40 opções de cozinha regional de toda a Índia, com pratos entre ₹80 e ₹200, num ambiente refrigerado.

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Cerimónia ao pôr do sol

O Memorial Nacional da Guerra organiza uma cerimónia diária ao pôr do sol, com a rendição da guarda e banda militar. É um momento solene e gratuito. Aos domingos, o cerimonial é ainda mais elaborado. É o que os locais recomendam e o que a maioria dos visitantes perde por pressa. Chegue 30 minutos antes para garantir um bom lugar.

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Jantar na Pandara Road

Para jantar, apanhe um táxi de cinco minutos até à Pandara Road. O Pindi (desde 1948) é lendário pelo dal makhani, e o Gulati é a escolha certa para butter chicken. Termine com um kulfi no Krishna Di Kulfi. É uma zona de preços médios com porções generosas — uma experiência muito mais autêntica que os restaurantes de Connaught Place.

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Cuidado com as burlas

Não se deixe levar pela conversa de condutores de tuk-tuk que dizem que a India Gate está 'fechada' para o desviar para lojas de tapetes ou agências de viagens. O local nunca fecha aos peões. Utilize o Uber ou simplesmente caminhe; a abordagem pelo Kartavya Path faz parte da experiência.

Onde comer

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Não vá embora sem provar

Butter Chicken — O prato mais icônico de Delhi, rico e defumado Dal Makhani — lentilhas pretas cozidas lentamente com creme e especiarias Kakori Kebabs — kebabs de carne picada sedosos da tradição Mughal Galauti Kebabs — kebabs seekh que derretem na boca Chole Bhature — grão-de-bico temperado com pão frito Gol Gappas / Pani Puri — casquinhas crocantes com água de tamarindo picante Ram Laddoo — bolinhos de moong dal com rabanete e chutney verde Aloo Tikki Chaat — hambúrgueres de batata crocantes com tamarindo e coalhada Parathas — pães achatados recheados (batata, paneer, couve-flor) Chuski — gelo raspado com xarope aromatizado, guloseima icônica de verão

MTDC Maharashtra Food Stall N-8

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Maharashtra Regional €€ star 3.6 (9) directions_walk At India Gate complex

Pedir: Especialidades regionais de Maharashtra — procure por misal pav, bhakri e curries locais que refletem a autêntica culinária caseira do estado.

Gerida pela Maharashtra Tourism Development Corporation, esta barraca traz comida caseira regional genuína para o próprio India Gate. É onde os locais compram a autêntica culinária de Maharashtra sem o preço de turista.

schedule

Horário de funcionamento

MTDC Maharashtra Food Stall N-8

Monday 9:00 AM – 10:00 PM
Tuesday 9:00 AM – 10:00 PM
Wednesday 9:00 AM – 10:00 PM
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HYDERABADI CUISINE telengana tourism developement corporation

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Hyderabadi / Telangana €€ star 3.3 (4) directions_walk At India Gate complex

Pedir: Biryani de Hyderabad, haleem e nihari — os pratos de arroz temperado e os curries de carne cozidos lentamente são o que tornam Hyderabad famosa.

Uma barraca de comida oficial do governo de Telangana que serve o verdadeiro sabor — culinária de Hyderabad com sua mistura característica de especiarias Mughal e do sul da Índia. Raro encontrar comida autêntica de Telangana tão perto do monumento.

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Horário de funcionamento

HYDERABADI CUISINE telengana tourism developement corporation

Monday 10:00 AM – 8:00 PM
Tuesday 10:00 AM – 8:00 PM
Wednesday 10:00 AM – 8:00 PM
map Mapa
info

Dicas gastronômicas

  • check Os vendedores de comida de rua do India Gate são melhores visitados ao entardecer e à noite, quando as multidões se reúnem — é quando a energia atinge o pico e a qualidade é mais fresca.
  • check Os dois restaurantes verificados no India Gate são barracas de comida do governo que oferecem culinária regional autêntica a preços moderados — perfeitos para uma refeição rápida e autêntica sem sair do complexo do monumento.
  • check A comida de rua no India Gate (gol gappas, chaat, chuski) geralmente custa entre ₹20–80 e é melhor consumida em pé ou em um banco com a multidão — faz parte da experiência.
  • check Se você quiser sentar para uma refeição completa, o Pandara Road Market fica a 10 minutos a pé e tem restaurantes lendários de frango amanteigado abertos até muito tarde (até 2–3 da manhã).
  • check Khan Market, a 15 minutos de distância, oferece cafés e restaurantes sofisticados — melhor para um almoço tranquilo ou uma pausa para o café longe da área do monumento.
Bairros gastronômicos: India Gate complex — street food vendors and government food stalls for quick authentic bites Pandara Road Market — Delhi's famous late-night dining strip with legendary butter chicken restaurants (10 min walk) Khan Market — upscale cafes, wine bars, and international cuisine (15 min away) Ashoka Road — home to Andhra Bhavan with its famous fixed-price Andhra thali

Dados de restaurantes fornecidos pelo Google

Contexto Histórico

A chama sob o arco de outro alguém

Cada memorial de guerra carrega duas histórias: a da guerra que comemora e a da política de quem o colocou, onde e porquê. No India Gate, estas histórias pertencem a séculos, guerras e ideias de nação diferentes.

O arco ergueu-se em 1931 para soldados que serviram a Coroa Britânica. A chama surgiu em 1972 para soldados que serviram a República. Durante cinquenta anos coexistiram — monumento colonial e afirmação pós-colonial — até janeiro de 2022, quando a chama foi levada e o arranjo se desfez.

Indira Gandhi e o mês que redesenhou o India Gate

A maioria dos visitantes assume que o India Gate e o Amar Jawan Jyoti constituem um memorial único. As datas, porém, não coincidem. O arco foi inaugurado em 1931; a chama surgiu em 1972, quarenta e um anos depois. Os nomes na pedra honram soldados da Primeira Guerra Mundial e do Afeganistão — conflitos sem ligação à guerra de 1971 que a chama visava celebrar.

Indira Gandhi ordenou a construção do Amar Jawan Jyoti em menos de um mês após a vitória decisiva de 1971 — uma guerra de treze dias que culminou na rendição de 93.000 soldados paquistaneses, a maior capitulação militar desde a Segunda Guerra Mundial, e no nascimento do Bangladesh. Para Gandhi, o gesto consolidou a sua autoridade como a líder mais poderosa da Índia pós-independência. Já tinha removido a estátua do Rei Jorge V do baldaquino próximo em 1968; colocar a chama sob o arco britânico foi um ato de apropriação simbólica, sobrepondo o sacrifício da Índia livre a um monumento erguido pelo Império.

Compreender isto altera a visão sob o arco. Três camadas de memória sobrepõem-se na mesma pedra: o memorial do Império Britânico de 1931, a afirmação da República Indiana de 1972 e — desde que o governo Modi mudou a chama em 2022 e instalou uma estátua de granito de Subhas Chandra Bose no baldaquino vazio — uma terceira reescrita. Nenhum outro ponto em Deli carrega tantas reivindicações competitivas em tão poucos metros quadrados.

O homem que zelou pela chama durante quarenta anos

O seu nome era Chander Singh Bisht, um funcionário civil dos Serviços de Engenharia Militar que vivia num pequeno quarto dentro do arco do India Gate. Durante cerca de quatro décadas, cuidou das quatro urnas a gás — primeiro trocando cilindros de GPL a cada 36 horas, depois supervisionando a linha de gás natural canalizado instalada em 2006. Viu cada deposição de coroas do Dia da República a partir do interior do monumento, mas não existe qualquer perfil biográfico detalhado sobre ele. O que lhe aconteceu após a transferência da chama em janeiro de 2022 permanece um silêncio administrativo.

Fundida ou extinta? Um debate que insiste em não morrer

A 21 de janeiro de 2022, o Marechal-do-Ar Balabhadhra Radha Krishna transportou a chama por tocha, do India Gate para o National War Memorial, numa procissão militar solene. O governo insiste que a chama foi 'fundida' e não 'extinta', uma vez que o fogo passou fisicamente de um local para o outro. Os críticos e a oposição, contudo, chamam-lhe um truque semântico: para eles, a chama no India Gate apagou-se, ponto final. Rahul Gandhi prometeu reacender o original caso o seu partido regresse ao poder, tornando o Amar Jawan Jyoti num caso raro: um memorial cujo significado político continua a ser disputado em tempo real.

A espingarda L1A1 e o capacete de aço no cenotáfio seriam de um soldado desconhecido que caiu no setor de Jessore durante a guerra de 1971, mas não existe fonte primária que confirme se estes eram objetos recuperados em campo ou itens simbólicos escolhidos para representar os caídos. A identidade por trás do 'soldado desconhecido' permanece, oficial e genuinamente, por esclarecer.

Se estivesse exatamente neste local a 21 de janeiro de 2022, pelas 17h30, teria visto quatro chamas morrerem pela primeira vez em meio século. Soldados dos três ramos das forças armadas prestaram continência enquanto o Marechal-do-Ar Balabhadhra Radha Krishna erguia a tocha do Amar Jawan Jyoti. O fogo partiu, as urnas escureceram e o arco, que abrigou uma chama todas as noites desde a presidência de Nixon, caiu na sombra. Em seu redor, veteranos choravam; dois dias depois, um holograma de Subhas Chandra Bose surgiria no baldaquino onde, outrora, esteve o Rei Jorge V.

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Perguntas frequentes

O Amar Jawan Jyoti ainda está na Porta da Índia? add

Não. A chama eterna foi transferida em janeiro de 2022. No dia 21, a chama que ardeu ininterruptamente durante 50 anos foi cerimoniosamente levada para o Memorial Nacional de Guerra, situado a cerca de 400 metros a sudeste da Porta da Índia. O cenotáfio de mármore negro, com a sua espingarda invertida e o capacete, permanece sob o arco, mas o fogo já não está lá. Para ver a chama viva, caminhe até ao Memorial Nacional de Guerra.

Posso visitar o Amar Jawan Jyoti de forma gratuita? add

Sim, ambos os locais têm entrada gratuita. A Porta da Índia e os seus jardins estão abertos 24 horas por dia. O Memorial Nacional de Guerra — onde a chama arde atualmente — também não cobra entrada, funcionando diariamente das 9h00 às 19h30 no inverno e até às 20h00 no verão. Não é necessário reservar bilhetes nem efetuar marcações.

Como chego à Porta da Índia a partir de Nova Deli? add

A estação de metro mais próxima é a Central Secretariat (linhas Amarela e Violeta), a cerca de 2 km — uma caminhada de 25 a 35 minutos pelo Kartavya Path. Em dias de calor intenso, apanhe um auto-rickshaw por 40–80 ₹ ou utilize as aplicações Ola ou Uber. A estação Khan Market (linha Violeta) fica um pouco mais perto, a 1,7 km. Veículos privados não têm acesso direto a partes do Kartavya Path, por isso conte com uma caminhada de 500 metros desde o estacionamento mais próximo.

Qual é a melhor altura para visitar a Porta da Índia e o Amar Jawan Jyoti? add

O pôr do sol é o melhor momento: o arenito de Bharatpur ganha um tom âmbar profundo na hora dourada e o Memorial Nacional de Guerra realiza uma cerimónia de arriar da bandeira (Retreat Ceremony) gratuita ao entardecer. De outubro a março, o clima é mais ameno (15°C a 25°C). Evite maio e junho, quando Deli atinge picos de 40–45°C, e fuja da semana do Dia da República, no final de janeiro, a menos que aprecie multidões compactas e cortes de trânsito.

Quanto tempo preciso para ver a Porta da Índia e o Memorial Nacional de Guerra? add

Reserve entre 2 a 3 horas para ver tudo com calma. Um olhar rápido pelo arco da Porta da Índia leva 20 minutos, mas a experiência real implica caminhar 400 metros até ao Memorial Nacional de Guerra, explorar os quatro círculos concêntricos, ler os 25.942 nomes gravados e assistir à cerimónia do pôr do sol. Os murais em bronze nas galerias subterrâneas merecem, por si só, uns bons 20 minutos.

O que não devo perder na Porta da Índia? add

A cerimónia do pôr do sol no Memorial Nacional de Guerra; a maioria dos turistas ignora a sua existência. Todos os dias, as bandeiras são recolhidas e um membro da família de um soldado caído deposita uma coroa de flores. Não perca também a galeria Veerta Chakra, parcialmente subterrânea, que alberga seis grandes murais em bronze sobre batalhas históricas, quase sempre desertos. Aos domingos, ocorre a rendição da guarda com banda militar.

São permitidos piqueniques na Porta da Índia? add

Não, já não são permitidos. Desde julho de 2025, uma ordem do NDMC proibiu piqueniques, comida, mochilas grandes, mantas e animais de estimação nos relvados da Porta da Índia. Isto pôs fim a décadas de famílias locais que ali traziam as suas marmitas. A alternativa oficial é a praça de alimentação subterrânea construída durante a renovação do Kartavya Path, que serve pratos regionais de toda a Índia por preços entre 80 e 200 ₹.

Qual a diferença entre a Porta da Índia e o Memorial Nacional de Guerra? add

São monumentos distintos, separados por 88 anos de história. A Porta da Índia é um arco britânico de 1931 que homenageia 74.187 soldados do Exército Indiano Britânico mortos na Primeira Guerra Mundial e na Terceira Guerra Anglo-Afegã. Já o Memorial Nacional de Guerra, inaugurado em 2019, honra 25.942 soldados indianos que perderam a vida em conflitos após a independência em 1947. Desde 2022, a chama eterna reside apenas no Memorial.

Fontes

Última revisão:

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