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Erguido com um investimento de 20 milhões de rupias por artesãos especializados de Agra, este parque junto ao lago em Kota já recebeu mais de 2,5 milhões de visitantes e serviu de inspiração para outros projetos semelhantes no país. Entrada: 20 rupias.
Uma cidade conhecida pelos seus centros de explicações exaustivas e fundições de zinco investiu 200 milhões de rupias na construção de réplicas em miniatura do Taj Mahal, da Torre Eiffel e da Grande Pirâmide, instalando-as na margem de um lago que remonta a 1346. O Seven Wonders Park em Kota, no Rajastão, estende-se por quase três hectares junto ao lago Kishore Sagar, e é uma proposta tão audaciosa quanto parece. Ao cair da noite, as réplicas ganham vida sob holofotes coloridos, refletindo-se nas águas medievais e atraindo cerca de 30 mil visitantes mensais a um local que, habitualmente, só aparece nos mapas devido aos exames de admissão universitária.
O conceito é assumidamente literal. Um Taj Mahal de mármore branco ergue-se a poucos metros de uma Estátua da Liberdade em fibra de vidro, enquanto a Torre Eiffel desafia o mesmo vento seco que sopra sobre a Pirâmide de Gizé. Após o pôr do sol, o jogo de luzes transforma o parque num cenário que oscila entre um recinto temático e uma alucinação, com cada monumento a duplicar-se na quietude do lago.
Desde a inauguração, a 8 de dezembro de 2013, o parque tornou-se um fenómeno de popularidade, inspirando até a criação de espaços semelhantes em Nova Deli. O cinema também reclamou o seu quinhão: em 2017, o filme de Bollywood 'Badrinath Ki Dulhania' fechou o parque durante um dia inteiro para filmagens, colocando Kota no ecrã de milhões de indianos. Para uma cidade onde o quotidiano é ditado pelo peso dos livros, estes sete hectares funcionam como uma válvula de escape necessária.
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História
Kota nunca foi uma paragem turística. A economia local gira em torno das academias de preparação para exames de engenharia e medicina, além das fábricas químicas ao longo do rio Chambal. Investir 200 milhões de rupias — cerca de 2,4 milhões de dólares — em monumentos em miniatura junto a um lago medieval foi, no mínimo, uma aposta arrojada.
O Urban Improvement Trust de Kota avançou com a ideia. As obras começaram por volta de 2012 e consumiram mais de 18 meses de esforço de 150 artífices e trabalhadores vindos de todo o Rajastão e Uttar Pradesh.
O ponto de viragem
Quando o Ministro do Desenvolvimento Urbano do Rajastão, Shanti Dhariwal, cortou a fita inaugural a 8 de dezembro de 2013, o público presente junto ao Kishore Sagar não sabia bem o que esperar. O arquiteto Anoop Bartaria não se limitou a esboçar formas; desenhou sete réplicas que procuram o detalhe, cada uma acompanhada por painéis informativos que explicam a engenharia dos monumentos originais.
A mão-de-obra conta uma história curiosa. Foram recrutados especialistas de Bharatpur, Dholpur e, mais significativamente, de Agra — a cidade que alberga o Taj Mahal original. Artesãos cujos antepassados, possivelmente, trabalharam na obra-prima de Shah Jahan, viram-se agora a replicar essa mesma técnica numa escala reduzida, no coração do Rajastão. A ironia não passou despercebida a ninguém.
O investimento de 200 milhões de rupias revelou-se um sucesso comercial. Kota provou que era possível criar uma identidade turística num centro industrial, servindo de modelo para outros parques em toda a Índia. Enquanto outros projetos optaram por sucata, a versão de Kota — feita de mármore, pedra e ferro — mantém-se como o original desta tendência.
Sem dúvida, especialmente se estiver em Kota. Com uma entrada a apenas 20 rupias, é um dos programas mais acessíveis que pode fazer no Rajastão. As réplicas são executadas com um cuidado surpreendente e a localização junto ao lago confere-lhes um reflexo que as fotografias não conseguem captar. Quando a iluminação noturna se acende, o que poderia ser apenas um parque temático transforma-se numa espécie de delírio febril de viagens globais condensado em apenas 3 hectares.
Uma a duas horas são suficientes para percorrer todo o circuito com calma. Tente chegar por volta das 18:00 para assistir à transição da luz do dia para o crepúsculo iluminado e fique para o espetáculo da fonte musical às 19:00 — é o desfecho natural de uma visita ao entardecer.
Adultos indianos pagam 20 rupias, estrangeiros 40 rupias e crianças com menos de 12 anos pagam entre 5 e 10 rupias. Algumas fontes antigas mencionam 10 rupias, possivelmente o valor de 2013, por isso confirme o preço atual na bilheteira, já que as taxas sofrem ajustes ocasionais.
Durante a semana, o parque funciona aproximadamente das 14:00 às 21:00; aos fins de semana e feriados, estende-se do meio-dia até às 22:00. Estes horários podem oscilar conforme a época ou festivais, por isso verifique sempre no local antes de se deslocar, uma vez que as informações oficiais costumam ser pouco consistentes.
O parque alberga réplicas do Taj Mahal, da Grande Pirâmide de Gizé, da Torre Eiffel, da Torre de Pisa, do Cristo Redentor, do Coliseu e da Estátua da Liberdade. Cada monumento inclui uma placa informativa com dados arquitetónicos e históricos sobre o original, o que torna a experiência bastante educativa.
Sim, especialmente após o pôr do sol. As réplicas da Torre Eiffel e do Taj Mahal espelham-se nas águas do Lago Kishore Sagar e a iluminação artificial cria um cenário que funciona muito bem em fotografia. A janela ideal é entre as 18:30 e as 20:00, quando a luz ainda permite contraste, mas as luzes do parque já estão em pleno funcionamento.
Sim. O filme de Bollywood de 2017, Badrinath Ki Dulhania, com Varun Dhawan e Alia Bhatt, rodou cenas aqui. O parque chegou a fechar um dia inteiro para as filmagens, o que atraiu multidões de curiosos e impulsionou a fama do local a nível nacional.
A estação de Kota fica a cerca de 6 a 7,5 km do parque, uma viagem de 15 a 25 minutos de auto-riquexó. Os condutores conhecem bem o destino; basta pedir por 'Seven Wonders Park' ou 'Kishore Sagar'. Kota é uma paragem importante na linha ferroviária Deli-Bombaim, garantindo ligações frequentes e rápidas.
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