Introdução
Em algum ponto dentro de um dos parques públicos mais antigos de Santiago, uma mulher se transforma em gorila no palco enquanto montanhas-russas sacolejam lá em cima. A Fantasilandia, o maior parque de diversões do Chile, faz esse truque — e dezenas de outros — desde 1978, quando abriu com apenas oito atrações e uma montanha-russa que a imprensa chamou de a maior da América do Sul. Quase cinco décadas depois, continua ocupando o mesmo trecho improvável do Parque O'Higgins, uma máquina comercial de adrenalina encaixada dentro de uma área verde pública e gratuita.
O parque se divide em três zonas — Infantil, Família e Adrenalina — e suas atrações parecem um atlas da fabricação global. Vekoma, nos Países Baixos, Zamperla, na Itália, Intamin, na Suíça, Mack, na Alemanha. Para um parque que começou com equipamentos europeus importados comprados por US$2 milhões, a origem sempre foi internacional. Os gritos, porém, são bem chilenos.
O que mantém a Fantasilandia interessante depois de tantos anos não é só a parte mecânica. Os avós se lembram da montanha-russa Galaxy original, os adolescentes entram na fila da Raptor, e todo mundo tem uma opinião sobre o espetáculo da Monga. Numa cidade em que boa parte do lazer migrou para os shopping centers, este lugar ainda cheira a churros e óleo de máquina.
O Que Ver
Raptor
Principal montanha-russa do parque desde 2008, a Raptor é uma Vekoma Suspended Looping Coaster — apenas a segunda do seu tipo construída na América do Sul. Os passageiros ficam suspensos sob os trilhos, com as pernas soltas, atravessando inversões em velocidades que transformam os eucaliptos ao redor em faixas verdes. O custo de US$10 milhões fez dela a adição individual mais cara da história da Fantasilandia. Com cerca de 700 metros de trilho, o percurso dura uns dois minutos. As filas de fim de semana podem durar bem mais do que isso.
Tsunami
A atração shoot-the-chute da Intamin substituiu a antiga Splash do parque em 2007, e a mudança foi drástica. Um barco sobe uma rampa íngreme, atinge o topo e despenca para um canal que lança uma parede de água sobre a passarela ao redor — encharcando passageiros e espectadores com o mesmo entusiasmo. O Tsunami foi montado no Chile sob licença suíça, um híbrido raro entre engenharia europeia e construção sul-americana. Nas tardes quentes de Santiago, quando a temperatura passa dos 30°C, sair encharcado é justamente a ideia. Em dias mais frescos, você quase terá o barco só para você.
A Monga e a Zona Infantil
A Zona Infantil da Fantasilandia reúne atrações mais suaves — um carrossel, Dragon Mountain, Mini Splash, Villa Magica — em torno de uma área ajardinada que parece mais calma que o resto do parque. Mas a curiosidade de verdade ali perto nem é uma atração. A Monga é um número de show ao vivo, herança da estética dos parques itinerantes, no qual uma mulher aparentemente se transforma em gorila diante de um pequeno público. O efeito é rudimentar e deliberadamente absurdo. As crianças encaram. Os adultos riem de nervoso. Num parque cheio de máquinas importadas que custam milhões de dólares, a Monga custa quase nada para funcionar e rende mais conversa do que muitas montanhas-russas. Vale a parada.
Galeria de fotos
Explore Fantasilandia em imagens
Os amantes de adrenalina aproveitam um passeio em alta velocidade numa montanha-russa amarela na Fantasilandia, o principal parque de diversões de Santiago, Chile.
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Uma vista detalhada dos intrincados trilhos de aço da montanha-russa na Fantasilandia, um popular parque de diversões em Santiago, Chile.
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Os visitantes aproveitam um refrescante banho de uma atração aquática na Fantasilandia, um popular parque de diversões em Santiago, Chile.
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Uma vista em ângulo elevado do parque de diversões Fantasilandia em Santiago, Chile, destacando a sua icónica montanha-russa contra o pano de fundo da arquitetura urbana.
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Um comboio de montanha-russa sobe a íngreme rampa de elevação na Fantasilandia, um popular parque de diversões localizado em Santiago, Chile.
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Os amantes de adrenalina enfrentam um loop invertido numa montanha-russa da Fantasilandia, o popular parque de diversões localizado em Santiago, Chile.
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Uma vista da construção dos trilhos de montanha-russa na Fantasilandia, em Santiago, Chile, captada durante um belo pôr do sol na hora dourada.
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Os amantes de adrenalina aproveitam a atração Disko em alta velocidade na Fantasilandia, um dos parques de diversões mais populares do Chile, em Santiago.
Os visitantes aproveitam um emocionante passeio de montanha-russa na Fantasilandia, o popular parque de diversões localizado em Santiago, Chile.
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A vibrante atração Tagada na Fantasilandia, em Santiago, Chile, está pronta para receber visitantes com os seus murais coloridos e design enérgico inspirado na música.
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Os visitantes aproveitam um refrescante banho numa popular atração aquática da Fantasilandia, um importante parque de diversões localizado em Santiago, Chile.
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Os visitantes vivem um passeio cheio de adrenalina numa montanha-russa da Fantasilandia, o principal parque de diversões de Santiago, Chile.
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Logística para visitantes
Como Chegar
Pegue a Linha 2 do metrô até a estação Parque O'Higgins — a entrada do parque fica a cinco minutos de caminhada ao sul, em meio à área verde. De carro, entre no Parque O'Higgins pela Avenida Beauchef ou pela Avenida Blanco Encalada; há estacionamento pago dentro do parque. Do centro de Santiago, o trajeto leva cerca de 15 minutos de táxi ou carro por aplicativo.
Horário de Funcionamento
Em 2026, a Fantasilandia costuma abrir nos fins de semana e feriados, do meio-dia às 20h, durante o ano letivo (março a novembro), e diariamente durante o verão chileno (dezembro a fevereiro), com horário estendido até 21h ou 22h. O parque fecha em dias de chuva sem aviso prévio — confira o site oficial ou as redes sociais na manhã da visita, sobretudo no inverno.
Tempo Necessário
Uma visita focada nas atrações principais leva de 3 a 4 horas. Famílias com crianças pequenas explorando a Zona Infantil e a Zona Família devem reservar de 5 a 6 horas inteiras. Em fins de semana e feriados de maior movimento, as filas podem dobrar esse tempo — chegar na abertura ajuda a evitar o pior.
Ingressos e Custo
A Fantasilandia vende pulseiras com tudo incluído (pulseras), que dão acesso ilimitado às atrações, com categorias diferentes para crianças e adultos. Em 2026, espere pagar cerca de CLP 15,000–22,000 por pessoa, dependendo da categoria de altura e da temporada. Compre os ingressos online com antecedência — o parque costuma oferecer descontos de 10–20% só na internet, e você ainda evita a fila da bilheteria.
Dicas para visitantes
Escolha bem a hora da visita
As visitas em dias úteis durante o verão chileno (janeiro-fevereiro) têm as filas mais curtas. As tardes de fim de semana na primavera são as piores — as famílias de Santiago chegam em peso, e a fila da montanha-russa Raptor pode ultrapassar 45 minutos.
Tenha atenção aos seus pertences
O Parque O'Higgins atrai multidões, e a zona à volta da estação de metro tem alguns casos de carteiristas. Guarde o telemóvel nos bolsos da frente, deixe os objetos de valor no hotel e mantenha-se atento ao atravessar o parque depois de escurecer.
Coma fora dos portões
A comida do parque é cara e pouco impressionante. Caminhe 10 minutos para norte até ao Barrio Franklin para comer comida chilena reconfortante, barata e excelente — experimente as cocinerías do mercado Persa Biobío para uma cazuela ou um completo que custa um terço do que pagaria dentro da Fantasilandia.
Limites de altura das atrações
As atrações da Zona de Adrenalina impõem limites mínimos de altura rigorosos, normalmente entre 1.30–1.40 m. Meça os seus filhos antes de ir — nada arruína uma manhã mais depressa do que uma criança que fica dois centímetros abaixo da altura exigida para o Boomerang e inconsolável por causa disso.
Leve roupa para mudar
A atração aquática Tsunami e a montanha-russa aquática Pirate Revenge vão deixá-lo encharcado da cintura para baixo. Leve uma camisola seca e uns calções numa mala pequena, ou vai passar as três horas seguintes a caminhar pelo parque com ganga molhada.
Combine com o Parque O'Higgins
O parque fica dentro de um dos melhores espaços verdes públicos de Santiago — com entrada gratuita. Chegue cedo, passeie pelos jardins e pela lagoa antes de a Fantasilandia abrir, e depois vá para as atrações. O contraste entre as árvores antigas e silenciosas e as montanhas-russas aos gritos faz metade da graça.
Onde comer
Não vá embora sem provar
El Rincón Quirihuano
local favoritePedir: As empanadas de pino e a cazuela — comida chilena autêntica, substanciosa e reconfortante, daquelas que os locais realmente comem. Ignore as armadilhas para turistas e peça o que os habituais pedem.
É aqui que os santiaguinos vêm comer comida chilena de verdade, não a versão de parque temático. É um verdadeiro restaurante de bairro na Beauchef, com boas avaliações e qualidade consistente.
Sangucheria Nicho
quick bitePedir: Os sanguches (sanduíches chilenos) — peça um completo com abacate ou experimente um sanduíche de cecina. Rápido, barato e exatamente o que precisa antes ou depois do parque.
Um café local a sério, onde vai ver trabalhadores de escritório e famílias a almoçar. É o tipo de lugar que não tenta agradar a turistas, e é precisamente por isso que é bom. O site deles mostra que levam isto a sério.
Típica Chilena
local favoritePedir: O que estiver no menu — com uma avaliação perfeita de 5.0, mesmo com poucas opiniões, este lugar sabe o que faz. Aposte em pratos tradicionais chilenos, como pastel de choclo ou uma boa cazuela.
Avaliação perfeita, e o nome diz tudo: comida chilena autêntica, sem firulas. É pequeno e discreto, o que significa que está a comer onde os locais comem, não onde os guias mandam.
Pasta & Pizza
quick bitePedir: Fique pelo simples — uma margherita clássica ou uma massa sem complicações. É um lugar direto ao assunto para quando quer conforto italiano sem pretensão.
Às vezes, depois de um dia na Fantasilandia, só apetece massa. Este sítio serve comida italiana simples e honesta, sem o acréscimo turístico. É uma opção de recurso fiável.
Dicas gastronômicas
- check Todos os restaurantes na Av. Beauchef ficam a uma curta distância a pé da Fantasilandia — não há necessidade de táxis entre o parque e o almoço.
- check O almoço é a principal refeição em Santiago, normalmente entre as 12:00 e as 14:00. Muitos locais oferecem um bom menú del día (prato do dia) por cerca de CLP 4,000–6,000.
- check O dinheiro ainda é muito usado nos restaurantes menores, embora a maioria aceite cartões. Confirme antes se vai pagar com cartão.
- check Para ceviche de marisco fresco ou congrio, o Mercado Central (cerca de 4 km a norte) é icónico, mas turístico; a Vega Central é mais autêntica e mais barata.
Dados de restaurantes fornecidos pelo Google
Contexto Histórico
Uma Aposta de Dois Milhões de Dólares na Alegria
Santiago, em meados dos anos 1970, tinha parques, praças e cinemas, mas nenhum parque de diversões. A ideia de que uma cidade de quatro milhões de habitantes não tivesse um lugar dedicado para famílias andarem de montanha-russa pareceu a Gerardo Ortega tanto um problema quanto uma oportunidade. Em 1977, ele e um grupo de amigos começaram a construir num terreno dentro do Parque O'Higgins, importando atrações da Europa com um orçamento de cerca de US$2 milhões.
O parque que abriu em 28 de janeiro de 1978 tinha oito atrações. A montanha-russa Galaxy, divulgada como a maior da América do Sul, era a estrela. Os jornais chilenos compararam a inauguração ao momento em que o país ganhava sua própria Disneyland. A comparação foi generosa. Mas o entusiasmo era real.
Gerardo Ortega e a Disneyland dos Andes
Gerardo Ortega não vinha da indústria do entretenimento. Segundo relatos locais, ele era um empresário que percebeu algo óbvio: as famílias de Santiago não tinham para onde ir nos fins de semana que reunisse brinquedos, comida e espetáculo com um único ingresso. A proposta era simples — importar tecnologia europeia de atrações já testadas, instalá-la no parque mais querido da cidade e deixar a multidão chegar. E ela chegou.
A aposta deu certo quase de imediato. A Fantasilandia virou parte fixa dos fins de semana em Santiago já no primeiro ano, e a montanha-russa Galaxy — uma estrutura de aço erguida sobre os eucaliptos do Parque O'Higgins — serviu como símbolo do parque por três décadas. As oito atrações originais de Ortega passaram de 30 nos anos 2000, e cada adição vinha de um canto diferente do mundo: Fabbri, na Itália, Huss, na Alemanha, Zamperla, Vekoma, Intamin.
A trajetória da Galaxy terminou em 2013, quando um acidente forçou seu fechamento permanente. Nessa altura, o parque já tinha ido muito além da atração que o fundou. A Raptor, uma montanha-russa suspensa com looping da Vekoma que custou US$10 milhões, tinha assumido o posto de principal atração em 2008. A Fantasilandia havia se tornado algo que Ortega provavelmente nunca imaginou: um museu em funcionamento da engenharia global de brinquedos de parque de diversões, escondido dentro de um parque público chileno.
Atrações de Quatro Continentes
A expansão do parque parece um atlas. A montanha-russa vaivém Boomerang chegou da Vekoma, nos Países Baixos, em 1996. O Kamikaze veio do Fabbri Group, da Itália, em 1993. A alemã Huss Rides forneceu o Top Spin em 2004, e a suíça Intamin construiu o Tsunami, do tipo shoot-the-chute, em 2007 — montado no Chile sob licença suíça, o que faz dele uma das poucas atrações fabricadas localmente na história do parque. O Wild Mouse, inaugurado por volta de 2005, foi o primeiro do seu tipo em toda a América Latina. Em 2020, quando a atração Spider foi inaugurada, a Fantasilandia já tinha instalado equipamentos de pelo menos sete países.
O Parque Dentro de um Parque
A característica mais incomum da Fantasilandia não é uma atração — é o endereço. O Parque O'Higgins, batizado em homenagem ao herói da independência chilena Bernardo O'Higgins, é um dos espaços verdes públicos mais antigos e queridos de Santiago. Um parque de diversões comercial dentro de um parque gratuito cria um contraste estranho e atraente: famílias fazem piquenique na grama enquanto os carrinhos da montanha-russa chacoalham acima da linha das árvores a trinta metros de distância. Em muitas cidades, esse arranjo seria impensável. Em Santiago, é assim desde 1978, e ninguém parece interessado em mudar isso.
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Perguntas frequentes
Vale a pena visitar a Fantasilandia? add
Sim, sobretudo se você estiver viajando com crianças ou quiser uma pausa dos museus e monumentos de Santiago. É o único grande parque de diversões do Chile, então não há alternativa local — e o cenário dentro do Parque O'Higgins, um dos grandes parques públicos da cidade, torna a chegada realmente agradável. Quem gosta de adrenalina vai achar que a montanha-russa Raptor e a atração aquática Tsunami já valem o preço do ingresso sozinhas.
Quanto tempo é preciso para visitar a Fantasilandia? add
Um dia inteiro — cerca de 6 a 8 horas — basta para conhecer a maior parte do parque sem correria. Famílias com crianças pequenas podem achar 4 a 5 horas suficientes, já que as atrações da Zona Infantil são menos numerosas e mais rápidas de percorrer. Nos fins de semana fica cheio; chegar na hora da abertura reduz bastante o tempo nas filas.
Qual é a melhor atração da Fantasilandia? add
A Raptor é a principal atração — uma Vekoma Suspended Looping Coaster que custou cerca de US$10 milhões quando foi inaugurada em 2008 e era apenas a segunda do seu tipo na América do Sul. Entre as atrações aquáticas, o Tsunami, do tipo shoot-the-chute, é o outro grande destaque do parque. As duas ficam na Zona de Adrenalina.
Como chegar à Fantasilandia em Santiago? add
Pegue o Metrô de Santiago até a estação Parque O'Higgins (Linha 2, direção Baquedano) — a entrada do parque fica a uma curta caminhada da saída. Ir de carro é possível, mas o estacionamento ao redor do Parque O'Higgins enche rápido nos fins de semana e feriados.
A Fantasilandia é boa para famílias com crianças pequenas? add
Sim, a Zona Infantil foi pensada especificamente para crianças pequenas, com atrações como o Carrossel, Dragon Mountain e Villa Magica. Restrições de altura se aplicam à maioria das atrações radicais, então crianças com menos de cerca de 1,2 metro ficarão limitadas às zonas Família e Infantil — que ainda assim oferecem atividade suficiente para meio dia inteiro.
Quando a Fantasilandia foi inaugurada? add
O parque foi inaugurado em 1978, com registros que apontam a data de 28 de janeiro daquele ano. Ele abriu com apenas 8 atrações, incluindo a montanha-russa Galaxy — então divulgada como a maior da América do Sul — depois de um investimento inicial de cerca de US$2 milhões em brinquedos importados da Europa.
A Fantasilandia fica dentro do Parque O'Higgins? add
Sim — a Fantasilandia fica dentro do Parque O'Higgins, o grande parque público de Santiago batizado em homenagem ao herói da independência Bernardo O'Higgins. O parque em si tem entrada gratuita; a Fantasilandia funciona como uma atração paga separada dentro dele. Isso significa que você pode combinar a visita com um tempo na área verde ao redor.
Fontes
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verified
Wikipedia — Fantasilandia
Fonte principal para datas de inauguração das atrações, fabricantes, marcos da história do parque e o encerramento da montanha-russa Galaxy em 2013.
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verified
Santiago Turismo
Fonte local de turismo usada para a história da fundação, descrições das zonas, valores do investimento inicial e contexto cultural em torno da abertura em 1978.
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