Salvador

Brasil Verificado Oct 2026

A primeira surpresa em Salvador, no Brasil, é a cidade ter dois pisos térreos. O Elevador Lacerda, com 72 metros, leva-nos do porto do Comércio à Cidade Alta, onde os sinos das igrejas e as calçadas de pedra substituem as gaivotas e as buzinas do porto. Ao pôr do sol, a Baía de Todos os Santos abre-se para lá das fachadas antigas, e a viagem torna a geografia de Salvador parte da sua história.

Salvador, Brasil Foto: LEONARDO DOURADO / Pexels
Atrações
12
Duração da viagem
3–5 dias
Melhor estação
Setembro–fevereiro (meses mais secos; o Carnaval atrai multidões)

Porquê Salvador

Criado a partir de fontes citadas · veja o método · Como fazemos os nossos guias →

Fundada em 1549, Salvador foi a capital colonial do Brasil até 1763. No Pelourinho, casarões em tons pastel e largos com igrejas testemunham essa riqueza — e a violência que lhe estava subjacente: o bairro foi outrora palco de açoites públicos e leilões de pessoas escravizadas.

A cultura afro-brasileira vive-se aqui nas ruas, nas cerimónias religiosas, em grupos de percussão como o Olodum e nas bancas de acarajé do Rio Vermelho. Os bolinhos saem estaladiços e dourados da fritura em óleo de dendê a borbulhar e são normalmente abertos ao meio e recheados com camarão, vatapá e caruru.

Os prazeres de Salvador mudam com o terreno: um mergulho em Porto da Barra, uma travessia de ferry a partir da Cidade Baixa ou o som de um tambor que sobe pelas ruelas do Pelourinho. O passado da cidade não está encerrado atrás das portas das igrejas; partilha as mesmas ruas com a música, a comida e o quotidiano de hoje.

  • Raízes afro-baianas

    As fachadas em tons pastel e as ruas empedradas do Pelourinho guardam uma história difícil: a praça serviu em tempos de pelourinho colonial e de local de leilões de pessoas escravizadas. Hoje, grupos de percussão como o Olodum e escolas de capoeira fazem do bairro um centro vivo da cultura afro-brasileira.
  • Ouro e azulejos

    Na Igreja e Convento de São Francisco, as esculturas em madeira de cedro brilham sob camadas de folha de ouro; os azulejos azuis e brancos do claustro oferecem um contraste mais fresco e tranquilo. O conjunto barroco foi construído entre 1708 e 1723.
  • Uma cidade em dois níveis

    A Cidade Alta e a Cidade Baixa de Salvador encontram-se no Elevador Lacerda, com 72 metros de altura, um elevador art déco com vistas sobre a Baía de Todos-os-Santos. A viagem torna de repente mais compreensível a geografia íngreme da cidade.
  • Luz sobre a baía e brisa marítima

    No Farol da Barra, um forte do século XVII alberga o farol mais antigo do Brasil ainda em funcionamento, à entrada da baía. Os habitantes juntam-se na encosta relvada ao pôr do sol; as águas abrigadas do Porto da Barra são melhores para nadar.

Lugares para visitar

Não todos os monumentos, apenas aqueles por onde nós próprios o levaríamos a passar.

Todos os 64 lugares em Salvador

Bairros

Onde deambular, bairro a bairro — cada um com o seu próprio ritmo.

  • Pelourinho

    As ruas empedradas do centro histórico sobem entre casarões coloniais em tons pastel e praças repletas de igrejas, como o Terreiro de Jesus. Na Igreja do Rosário dos Pretos, a história da cidade cruza-se com a vida religiosa afro-brasileira, numa igreja construída por pessoas negras escravizadas e libertas.
  • Santo Antônio Além do Carmo

    A norte do Pelourinho, este troço mais tranquilo da cidade antiga tem sobrados restaurados, ateliês de arte, pequenos bares e cafés como o Cafélier, cuja varanda dá para a baía. Venha ao fim do dia, quando a luz suaviza sobre a água e a Rua Direita de Santo Antônio se enche de pessoas que saem para tomar uma bebida.
  • Barra

    A Barra combina uma praia urbana descontraída com um marco à entrada da Baía de Todos-os-Santos: o Farol da Barra, um farol instalado num forte do século XVII. A praia do Porto da Barra é ideal para um banho abrigado; ao entardecer, as pessoas reúnem-se nas encostas relvadas junto ao farol para ver o sol pôr-se.
  • Rio Vermelho

    O centro da vida noturna e gastronómica de Salvador concentra-se em torno do Largo de Santana e do Largo da Mariquita, onde as bancas de acarajé atraem filas e os bares se estendem até à rua. A 2 de fevereiro, o bairro torna-se o centro da Festa de Iemanjá, quando os devotos levam flores e oferendas ao mar.
  • Comércio

    Na Cidade Baixa, o bairro voltado para o porto fica por baixo do Elevador Lacerda e em redor do Mercado Modelo, uma antiga alfândega hoje repleta de bancas com rendas, peças esculpidas e berimbaus. O elevador liga o Comércio à cidade alta histórica em poucos minutos, oferecendo pelo caminho uma ampla vista sobre o porto.
  • Bonfim e Península de Itapagipe

    As ruas mais tranquilas da península conduzem à Basílica do Senhor do Bonfim, no alto da colina, onde fitas coloridas com pedidos se atam às grades da igreja. Nas proximidades, a Ponta do Humaitá oferece vistas desafogadas sobre a baía, enquanto a Lavagem do Bonfim, em janeiro, leva uma procissão e água perfumada às escadarias da igreja.
  • Ribeira e Boa Viagem

    Estes bairros ribeirinhos da Cidade Baixa têm um ambiente mais local do que as praias centrais, com trechos de areia tranquilos e restaurantes de marisco junto à costa. Na Ribeira, a Sorveteria da Ribeira serve sabores tropicais como cupuaçu e pitanga desde a década de 1930.
  • Campo Grande e Vitória

    No Campo Grande ficam o Teatro Castro Alves e a sua Concha Acústica ao ar livre, um importante palco da música brasileira. Nas proximidades, Vitória oferece galerias e residências imponentes voltadas para a baía, um contraponto tranquilo à agitação do centro histórico.

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Antes de partir

Como chegar
O aeroporto de Salvador é o Aeroporto Internacional Deputado Luís Eduardo Magalhães (SSA), cerca de 28 km a nordeste do Pelourinho; um transporte dedicado liga o terminal à estação de metro Aeroporto. A cidade não tem estação ferroviária para passageiros entre cidades: os autocarros de longo curso utilizam o Terminal Rodoviário de Salvador, enquanto as principais estações de metro incluem Acesso Norte, Rodoviária, Campo da Pólvora e Lapa; a BR-324 é a principal via de acesso pelo interior, e a BA-099 segue para norte, em direção à costa.
Como se deslocar
Em 2026, a CCR Metrô Bahia opera duas linhas: a Linha 1 liga Lapa a Águas Claras, e a Linha 2 liga o corredor do aeroporto a Lauro de Freitas, passando por Acesso Norte; a tarifa de referência publicada é de cerca de 4,10 R$, pelo que convém confirmar o preço em vigor antes da viagem. Os autocarros urbanos e o BRT complementam a rede, enquanto o SalvadorCARD ou o Bilhete Avulso permitem fazer transbordos entre autocarro e metro num período de duas horas; o Bike Itaú/Tembici tem estações junto à costa, e não existe um passe turístico integrado para todos os transportes.
Clima e melhor época
Salvador mantém-se quente durante todo o ano: a primavera (setembro–novembro) tem máximas de cerca de 28–30 °C e mínimas próximas dos 21–22 °C; no verão (dezembro–fevereiro), as temperaturas chegam aos 30–31 °C/23 °C, no outono (março–maio) rondam os 28–31 °C/22–23 °C e no inverno (junho–agosto) situam-se aproximadamente nos 26–27 °C/20–21 °C. Chove mais de abril a julho, sobretudo em maio, enquanto setembro a fevereiro é geralmente mais seco; setembro–novembro oferece tempo quente para a praia, antes de as multidões e os preços aumentarem em fevereiro ou março, durante o Carnaval.
Língua e moeda
A língua oficial é o português, e o inglês é menos comum fora dos principais hotéis e restaurantes; o WhatsApp é muito utilizado para fazer reservas, pelo que uma aplicação de tradução pode ser útil. A moeda é o real brasileiro (BRL, R$): os cartões são amplamente aceites, mas ter notas de pequeno valor pode dar jeito para pequenas compras e alugueres na praia.
Segurança
Evite ter o telemóvel à vista em ruas tranquilas e não se aventure por ruelas isoladas do Pelourinho ou pelas escadarias íngremes entre a cidade alta e a cidade baixa; prefira praças movimentadas e ruas principais. Depois de escurecer, use a Uber ou a 99 para se deslocar entre bairros e evite praias desertas.

Salvador: capital, campo de batalha e caldeirão cultural

Das margens tupinambás a uma cidade mundial afro-brasileira

  1. Antes de 1500

    Margens dos Tupinambás

    Muito antes de surgirem navios portugueses, comunidades tupinambás viviam em redor da Baía de Todos os Santos, pescando nas suas águas e cultivando as terras costeiras. A história de Salvador começa aqui, embora nenhuma data de fundação consiga abarcar as vidas já enraizadas na península.

  2. 1501

    A baía recebe um nome

    A 1 de novembro, uma expedição portuguesa de reconhecimento associada a Américo Vespúcio chegou à grande enseada e chamou-lhe Baía de Todos os Santos. O nome firmou uma reivindicação europeia sobre um lugar já conhecido e utilizado pelos seus habitantes indígenas.

  3. c. 1509

    Caramuru torna-se intermediário

    Segundo os relatos, o náufrago português Diogo Álvares Correia, mais tarde conhecido por Caramuru, chegou à costa perto da Bahia por volta de 1509 e viveu entre os tupinambás. O seu casamento com Catarina Paraguaçu e o papel que desempenhou no comércio fizeram dele um importante intermediário entre as comunidades indígenas e os recém-chegados portugueses.

  4. 1549

    Uma capital colonial planeada

    A 29 de março, Tomé de Sousa chegou com mais de mil colonos, soldados, funcionários e artesãos para fundar São Salvador da Bahia de Todos os Santos. Construída no terreno íngreme sobre a baía, a cidade fortificada tornou-se a primeira sede do governo português no Brasil.

  5. 1551

    É criada uma diocese

    O papa Júlio III criou a Diocese de São Salvador da Bahia, dando à cidade a primeira sede episcopal católica da América portuguesa. Em breve, os sinos das igrejas soariam acima de um porto onde a autoridade religiosa e o governo colonial conviviam lado a lado.

  6. 1558

    O tráfico de escravos expande-se

    Em 1558, Salvador tornara-se um importante mercado de africanos escravizados, trazidos à força através do Atlântico e obrigados a trabalhar nas plantações de açúcar do Recôncavo. A riqueza que ergueu igrejas e edifícios governamentais assentava nesta violência, que moldou a população e a cultura da cidade durante séculos.

Ver a linha do tempo completa (30 momentos)
  1. 1624–1625

    Forças neerlandesas tomam a Bahia

    Em maio de 1624, uma frota da Companhia Neerlandesa das Índias Ocidentais capturou Salvador, apanhando de surpresa a capital colonial. Uma armada luso-espanhola de 52 navios reconquistou a cidade em maio de 1625, após um cerco, tornando impossível ignorar o valor estratégico da baía.

  2. 1636

    Nasce Gregório de Matos

    Nascido em Salvador, Gregório de Matos tornou-se o mais mordaz satirista barroco do Brasil colonial, escrevendo sobre funcionários corruptos, membros do clero e as hierarquias sociais da cidade. Os seus versos incisivos valeram-lhe a alcunha de Boca do Inferno e fizeram o poder local parecer menos seguro do que aparentava.

  3. 1638

    Fracassa um segundo cerco neerlandês

    O governador-geral neerlandês João Maurício de Nassau-Siegen levou as suas forças contra Salvador em abril, mas os defensores resistiram a sucessivos ataques. Os neerlandeses retiraram-se em maio, e o cerco falhado deixou a capital colonial sob controlo português.

  4. 1686

    A febre-amarela atinge a cidade

    Uma epidemia conhecida como «Bicha da Bahia» assolou Salvador, matando milhares de pessoas e interrompendo o comércio portuário. A doença expôs o preço das ruas apinhadas e do constante tráfego marítimo: os navios traziam riqueza, mas também perigo.

  5. 1698

    Um farol vigia a baía

    Foi instalada uma torre de farol no Forte de Santo Antônio da Barra, após o naufrágio do galeão Sacramento, em 1668. A sua luz assinalava a entrada da baía; o próprio forte começara a tomar forma mais de um século antes, por volta de 1582.

  6. 1708–1723

    São Francisco resplandece em ouro

    Os frades franciscanos começaram a construir a atual Igreja e Convento de São Francisco em 1708, concluindo as obras principais em 1723. No interior, a talha dourada capta a luz de uma forma que torna inegável a riqueza da igreja; azulejos azuis e brancos refrescam as paredes do claustro.

  7. 1763

    A capital muda-se para sul

    Portugal transferiu a capital colonial do Brasil de Salvador para o Rio de Janeiro, mais perto das rotas do ouro e da disputada fronteira sul. Salvador perdeu o lugar central na administração imperial, mas continuou a ser um porto importante e a principal cidade do norte do Brasil.

  8. 1798–1799

    A Conjuração dos Alfaiates

    Em 1798, artesãos, soldados e intelectuais de Salvador divulgaram planos para uma república que acabaria com a escravatura e o domínio colonial. As autoridades esmagaram a Conjuração Baiana antes que pudesse eclodir; a 8 de novembro de 1799, quatro dos seus líderes foram enforcados e esquartejados em público.

  9. 1808

    Os portos abrem-se ao comércio

    A corte portuguesa chegou a Salvador a 22 de janeiro, em fuga da invasão napoleónica de Portugal. Seis dias depois, o príncipe regente D. João promulgou um decreto que abriu os portos brasileiros às nações amigas, pondo fim ao sistema de comércio colonial exclusivo de Portugal.

  10. 1822

    Maria Quitéria pega em armas

    Maria Quitéria saiu de casa, no interior baiano, disfarçou-se de homem e alistou-se na luta para expulsar as forças portuguesas de Salvador. Combateu na campanha da independência e tornou-se uma das suas soldados mais célebres, recusando o papel limitado que se esperava das mulheres em tempo de guerra.

  11. 1823

    As tropas portuguesas retiram-se

    Após meses de combates e um bloqueio por terra e mar, as forças portuguesas evacuaram Salvador a 2 de julho de 1823. As tropas brasileiras entraram na cidade, e a data tornou-se o Dia da Independência da Bahia — uma lembrança de que, aqui, a independência foi conquistada depois da declaração formal do Brasil, em 1822.

  12. 1835

    A Revolta dos Malês

    Na noite de 24 para 25 de janeiro, cerca de 600 africanos muçulmanos, escravizados e libertos, revoltaram-se em Salvador contra a escravatura e o controlo do Estado. Os combates nas ruas foram sufocados em poucas horas; seguiram-se execuções, açoites e deportações que atravessaram o Atlântico.

  13. 1837–1838

    A Sabinada toma a cidade

    Em novembro de 1837, rebeldes liderados pelo médico Francisco Sabino Álvares da Rocha Vieira proclamaram a República da Bahia em Salvador. As tropas imperiais retomaram a cidade em março de 1838, após violentos combates de rua; a revolta deixou mais de mil insurgentes mortos.

  14. 1873

    O elevador liga duas cidades

    O elevador hidráulico público de Antônio de Lacerda abriu a 8 de dezembro, transportando passageiros entre a zona portuária da Cidade Baixa e a Cidade Alta. O desnível há muito dividia o quotidiano; agora, um elevador mecânico tornava a íngreme subida parte de uma deslocação diária habitual.

  15. 1889

    Salvador torna-se capital estadual

    A monarquia brasileira caiu e foi proclamada a república, pondo fim à época imperial. Salvador tornou-se a capital do recém-constituído estado da Bahia, mantendo a sua importância política, embora o poder nacional se concentrasse noutro lugar.

  16. 1899

    Nasce Mestre Bimba

    Manoel dos Reis Machado, mais tarde conhecido como Mestre Bimba, nasceu em Salvador e viria a ajudar a moldar o futuro da capoeira na cidade. Em 1932, abriu uma academia formal e desenvolveu a Capoeira Regional, trazendo para a vida pública uma prática outrora perseguida.

  17. 1912

    Bombardeamento atinge o centro histórico

    A 10 de janeiro, forças federais bombardearam Salvador durante um confronto com o governador Aurélio Viana. Os projéteis atingiram o antigo núcleo administrativo, danificando o Palácio Rio Branco e provocando incêndios que destruíram documentos da biblioteca pública.

  18. 1942

    Nasce Gilberto Gil

    Gilberto Gil nasceu em Salvador, onde começou o percurso musical que viria a ajudar a reinventar a música popular brasileira. Na década de 1960, a sua colaboração com Caetano Veloso e outros artistas baianos contribuiu para lançar o Tropicalismo, misturando ritmos locais com rock e sonoridades experimentais.

  19. 1953

    O petróleo transforma a região

    A criação da Petrobras, em 1953, acelerou o desenvolvimento petrolífero no Recôncavo, a região em redor da baía de Salvador. A indústria e os novos empregos ajudaram a cidade a ultrapassar o seu papel tradicional de porto de exportação, enquanto o posterior complexo petroquímico de Camaçari aprofundou essa transformação.

  20. 1974–1979

    Consolida-se uma sonoridade afro-baiana

    O Ilê Aiyê foi fundado no bairro do Curuzu, em Salvador, em 1974; o Olodum surgiu no Pelourinho em 1979. A música e a presença pública dos dois grupos afirmaram o orgulho negro numa cidade cujo património africano era há muito celebrado através da música, mas não se traduzia em igualdade de poder.

  21. 1985

    O centro histórico ganha reconhecimento

    A UNESCO inscreveu o centro histórico de Salvador na Lista do Património Mundial, reconhecendo a sua densa concentração de arquitetura colonial portuguesa e a sua história afro-brasileira. A distinção chamou a atenção internacional para o Pelourinho, um bairro cujo nome evoca o tronco de açoites outrora ali utilizado.

  22. Década de 1990

    O Pelourinho é restaurado

    Durante a década de 1990, obras de restauro apoiadas pelo estado recuperaram fachadas coloniais e infraestruturas por todo o Pelourinho. Os trabalhos renovaram edifícios históricos e impulsionaram o turismo, mas os despejos e o desalojamento levantaram uma questão difícil: quem pode viver num bairro depois de este ser restaurado para os visitantes?

  23. 2014

    Chegam o metro e o Mundial

    O metro de Salvador entrou em funcionamento enquanto a cidade acolhia seis jogos do Campeonato do Mundo da FIFA na Arena Fonte Nova, reconstruída para o efeito. O estádio encheu-se de multidões internacionais, enquanto a nova linha de transportes assinalava uma mudança há muito esperada na forma como os residentes atravessavam a cidade.

  24. 2015

    A UNESCO reconhece Salvador como Cidade da Música

    Salvador integrou a Rede de Cidades Criativas da UNESCO como Cidade da Música, em reconhecimento de tradições que vão dos ritmos do candomblé e da capoeira ao samba-reggae e à canção popular. A distinção dá um reconhecimento oficial a algo que já se ouvia nas ruas da cidade muito antes de qualquer instituição lhe dar nome.

Quem viveu aqui

  • Romancista · 1912–2001

    Jorge Amado

    Viveu no Rio Vermelho de 1961 até à sua morte

    Na casa do Rio Vermelho que partilhava com Zélia, os manuscritos e os caminhos do jardim deixam a sua fama pública à porta. Talvez reconhecesse a comida de rua e as conversas sobre o Salvador de hoje, apesar de o bairro em redor da antiga casa se ter transformado.

  • Escritora e memorialista · 1916–2008

    Zélia Gattai

    Viveu no Rio Vermelho de 1961 até à sua morte

    Gattai construiu uma vida familiar e literária no Rio Vermelho, ao lado de Jorge Amado; a antiga casa de ambos guarda hoje objetos pessoais, manuscritos e obras de arte. As cinzas dos dois repousam no jardim, junto a uma velha mangueira, conferindo ao memorial uma escala intimista e familiar.

  • Fotógrafo e etnógrafo · 1902–1996

    Pierre Verger

    Viveu e trabalhou em Salvador a partir de 1946; morreu nesta cidade

    Depois de chegar a Salvador, em 1946, Verger dedicou o seu trabalho às ligações entre a Bahia e a África Ocidental. As suas fotografias e pesquisas tornam visíveis esses laços atlânticos; a fundação que criou na cidade dá continuidade a esse registo.

  • Artista · 1911–1997

    Carybé

    Fixou-se em Salvador em 1950

    Carybé deu forma em cedro aos orixás, nos painéis monumentais que se encontram no MAFRO. Numa cidade onde as tradições religiosas fazem parte da vida pública e privada, a sua obra poderá parecer menos uma legenda de museu do que uma conversa já em curso.

  • Arquiteta · 1914–1992

    Lina Bo Bardi

    Adaptou o Solar do Unhão para o MAM-BA, entre 1960 e 1963

    No Solar do Unhão, Bo Bardi integrou a escadaria de madeira da antiga propriedade na visita, recorrendo à carpintaria tradicional em vez de pregos ou parafusos. Talvez apreciasse o facto de as pessoas continuarem a visitar o espaço tanto pela arte como pelo carácter tátil e intransigente do edifício.

Onde comer

Onde os locais realmente reservam jantar — não as ementas para turistas.

Dicas de quem cá vive

Pequenas coisas que mudam a forma como a cidade o trata.

  • Proteja o telemóvel

    Evite ter o telemóvel na mão nas ruelas mais tranquilas do Pelourinho; entre numa loja para consultar o caminho. Depois de escurecer, use uma aplicação de transporte para se deslocar entre bairros, em vez de percorrer trajetos isolados a pé.
  • Use o metro do aeroporto

    Do aeroporto, apanhe o transporte gratuito do terminal até à estação Aeroporto; siga pela Linha 2 e mude em Acesso Norte para a Linha 1. O metro não chega ao próprio Pelourinho; Campo da Pólvora fica a 10–15 minutos a pé.
  • Use calçado aderente

    As calçadas de pedra do Pelourinho são íngremes e irregulares, por isso escolha calçado confortável e com boa aderência. Deixe para a praia as sandálias de sola lisa.
  • Escolha os meses secos

    De setembro a fevereiro, o tempo é geralmente mais seco e propício a dias de praia e passeios ao ar livre. De abril a julho chove mais, enquanto o Carnaval, em fevereiro ou março, traz mais multidões e preços de alojamento mais elevados.
  • Prove os sabores do Rio Vermelho

    Ao fim do dia, vá ao Largo da Dinha ou ao Largo de Santana para provar acarajé ou abará nas bancas de rua das baianas. Estas praças também são um bom lugar para ouvir música ao vivo do bairro.
  • Respeite as fitas do Bonfim

    Na igreja do Bonfim, atam-se fitas coloridas às grades para fazer pedidos. Encare a igreja e a Lavagem do Bonfim, em janeiro, como tradições religiosas vivas, não apenas como paragens para fotografias.
  • Utilize o SalvadorCARD

    Se tiver de mudar de autocarro ou combinar viagens de autocarro e metro, informe-se sobre o sistema SalvadorCARD: as ligações abrangidas podem ser feitas com uma única tarifa num período de duas horas. Confirme as regras de transbordo e as tarifas em vigor antes de partir.

Perguntas frequentes

Vale a pena visitar Salvador?

Sim, sobretudo se procura uma cidade onde a cultura afro-brasileira, a arquitetura colonial e a vida de praia se cruzam no mesmo dia. As igrejas e praças do Pelourinho merecem um passeio sem pressa, enquanto o Rio Vermelho ganha vida ao fim do dia, entre comida e música.

Quantos dias devo passar em Salvador?

Conte com 3–5 dias. Dois dias dão-lhe tempo para conhecer o Pelourinho e a zona ribeirinha; os dias extra permitem incluir o Bonfim, o Rio Vermelho, as praias ou uma viagem pelo outro lado da baía.

Como chegar do aeroporto de Salvador ao Pelourinho?

O metro é uma opção prática: apanhe o transporte gratuito do aeroporto até à estação Aeroporto, siga pela Linha 2 até Acesso Norte, mude para a Linha 1 e saia em Campo da Pólvora. Daí, o Pelourinho fica a cerca de 10–15 minutos a pé; uma aplicação de transporte é mais cómoda se levar bagagem.

Como se pode deslocar em Salvador sem carro?

Use o metro para as ligações ao aeroporto, ao terminal rodoviário e aos principais corredores, e percorra o Pelourinho a pé. O metro não serve diretamente o centro histórico nem as praias costeiras, por isso as aplicações de transporte são úteis para ir de um bairro para outro, sobretudo à noite.

Salvador é segura para os turistas?

É possível visitar a cidade tomando precauções sensatas: mantenha-se nas ruas principais movimentadas, guarde discretamente o telemóvel e os objetos de valor e use aplicações de transporte para se deslocar entre bairros depois de escurecer. Evite ruelas isoladas do Pelourinho e praias desertas à noite.

Qual é a melhor época para visitar Salvador?

De setembro a fevereiro, o tempo é geralmente mais seco e propício a dias de praia e visitas ao ar livre. De abril a julho chove mais; o Carnaval, geralmente em fevereiro ou março, atrai grandes multidões e faz subir os preços do alojamento.

Quanto custa o transporte público em Salvador?

Os valores consultados indicam uma tarifa de metro de cerca de 4,10 R$ e tarifas de autocarro urbano entre 5,20 R$ e 5,60 R$. Os preços podem mudar, por isso confirme a tarifa em vigor antes da viagem; as estimativas das aplicações de transporte para o aeroporto rondam os 45–80 R$, consoante a procura.

Todos os lugares para visitar.

64 lugares para descobrir

Elevador Lacerda
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Elevador Lacerda

Mercado Modelo
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Mercado Modelo

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Morro Do Cristo

Ponta De Humaitá
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Ponta De Humaitá

Farol De Itapuã
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Farol De Itapuã

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Catedral-Basílica Primacial De São Salvador

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Forte De São Marcelo

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Museu Afro-Brasileiro

Igreja De Nosso Senhor Do Bonfim
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Igreja E Convento De São Francisco

Museu De Arte Da Bahia
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Memorial Da Medicina Brasileira
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Cruz Caída
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Cruz Caída

Praça Da Piedade
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Lagoa Do Abaeté
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Arena Fonte Nova
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Universidade Federal Da Bahia
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Baía De Todos-Os-Santos
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Conjunto Arquitetônico, Paisagístico E Urbanístico Centro Histórico Da Cidade De Salvador

Plano Inclinado Do Pilar
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Universidade Do Estado Da Bahia
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Estádio Manoel Barradas
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Porto De Salvador
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Estádio Roberto Santos

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Estádio Octávio Mangabeira

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Forte De Santo Antônio Da Barra

Forte De Nossa Senhora De Monte Serrat
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Forte De Nossa Senhora De Monte Serrat

Forte De São Diogo
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Forte De São Diogo

Forte De Santo Antônio Além Do Carmo
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Forte De Santo Antônio Além Do Carmo

Forte De Santa Maria
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Forte De Santa Maria

Farol Da Barra
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Farol Da Barra

Ilê Axé Opó Afonjá
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Ilê Axé Opó Afonjá

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Teatro Castro Alves

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Museu De Arte Sacra

Casa Branca Do Engenho Velho
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Casa Branca Do Engenho Velho

Circuito Ayrton Senna
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Circuito Ayrton Senna

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Museu Rodin Bahia

Museu De Arte Moderna Da Bahia
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Museu De Arte Moderna Da Bahia

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Parque Metropolitano De Pituaçu

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Escola Politécnica Da Universidade Federal Da Bahia

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Terreiro Do Gantois

Praça Da Sé
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Praça Da Sé

Largo Do Pelourinho
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Largo Do Pelourinho

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Forte De São Pedro

Aeroporto Internacional De Salvador
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Aeroporto Internacional De Salvador

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Avenida Luís Viana Filho

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Base Aérea De Salvador

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Caixa Cultural Salvador

Mostrando 1–48 de 64 lugares

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