Flakturm Humboldthain

Berlim, Alemanha

Flakturm Humboldthain

41 toneladas de dinamite não conseguiram demolir esta torre de canhões da Segunda Guerra Mundial. Meio enterrada em escombros de guerra, ela agora é o mirante gratuito mais peculiar de Berlim.

1–2 horas
Grátis (topo da colina); €17 / €13 reduzido (visita guiada ao interior)
Não acessível para cadeiras de rodas
Outono–Primavera (vistas sem folhas; visitas de abril a outubro)

Introdução

Artilheiros soviéticos atingiram este cubo de concreto com 1.000 quilogramas de explosivos em 2 de maio de 1945, e nada aconteceu. O Flakturm Humboldthain, encaixado numa colina de escombros no bairro de Gesundbrunnen, em Berlim, Alemanha, é o que restou de um arranha-céu à prova de bombas que o Terceiro Reich ergueu em seis meses e que o exército francês não conseguiu demolir três anos depois. Venha por isso que Berlim quase não oferece: um edifício da era nazista que nunca foi suavizado, nunca foi convertido, nunca virou escritório.

A torre fica dentro do Volkspark Humboldthain, um parque de 29 hectares a dez minutos de S-Bahn ao norte da Alexanderplatz. Duas das quatro torres de canto desapareceram. Duas ainda estão aqui, fundidas a uma colina feita com 1,5 milhão de metros cúbicos dos próprios escombros bombardeados de Berlim. Você sobe escadas usadas pelos moradores nas corridas do fim de tarde e, no topo, chega a uma plataforma de observação que já foi uma posição de canhões antiaéreos apontados para os Lancaster da RAF.

A maioria dos visitantes percorre o exterior de graça. O interior pertence à Berliner Unterwelten e.V., a associação dedicada à história subterrânea que vem escavando os andares selados desde o início dos anos 2000. A visita guiada deles — capacete, lanterna de cabeça, ar gelado — é a única forma de ver o anel da torre de canhão, o andar do hospital e as 21 pedras em relevo de propaganda que a Luftwaffe nunca chegou a instalar.

Combine isto com a Berliner Mauer para uma manhã de superfícies duras do século XX, ou com o restante de Berlim se quiser um contraste mais suave. A torre é direta, fria e honesta. É isso que atrai.

O Que Ver

A Linha de Demolição e as Torres do Norte que Sobreviveram

Suba pelos caminhos serpenteantes de Humboldthöhe e a ruína revela-se em duas metades. Duas torres de canto em betão erguem-se 39 metros sobre uma base de 70,5 por 70,5 metros, com paredes de 3,5 metros de espessura — mais largas do que o comprimento de uma carruagem do U-Bahn de Berlim. Os cantos opostos simplesmente não existem.

Os engenheiros franceses detonaram 41 toneladas de dinamite em três tentativas, em fevereiro e março de 1948. Os cantos do sul desabaram. O par do norte resistiu, e as explosões pararam quando os engenheiros começaram a preocupar-se com os carris da Ringbahn ali perto.

Fique junto à base e leia a assimetria como se fosse uma página. De um lado: betão cinzento, vertical e gasto pelo tempo, coberto por camadas de graffiti acumuladas ao longo de décadas sobre estênceis dos anos 1940. Do outro: varões de aço retorcidos, entulho projetado pela explosão, a linha exata onde a demolição desistiu.

Ruínas exteriores do bunker antiaéreo Flakbunker Humboldthain em Berlim, Alemanha, com o Gesundbrunnen Center visível ao fundo
Monumento à Unidade da Alemanha (Einheitsmahnmal) no topo do Flakturm Humboldthain, no Volkspark Humboldthain, Berlim, Alemanha

A Plataforma no Telhado a 85 Metros

São cerca de 280 degraus dentro da torre sobrevivente, sem elevador e sem qualquer piedade no corrimão. No fim, sai para um terraço aberto com mesas de piquenique e um vento que o faz lembrar que isto foi, em tempos, uma plataforma de canhões de 128 mm a disparar projéteis de 26 quilos a 14.800 metros de altitude.

Este é um dos poucos pontos altos de Berlim onde a Fernsehturm em Alexanderplatz desaparece completamente do enquadramento. Os fotógrafos vêm precisamente por causa dessa ausência — Wedding e Mitte a estenderem-se para norte sem a habitual agulha a furar a linha do horizonte.

Venha depois da queda das folhas. A copa de verão engole as linhas de vista viradas a sul; de novembro a março tem o panorama limpo, plataforma gelada incluída. O pôr do sol é o consenso local, e os locais têm razão.

Por Dentro com a Berliner Unterwelten — 10°C, Escuridão Total, 250 Morcegos

As visitas decorrem apenas de abril a outubro. De novembro a março, a torre pertence a cerca de 250 morcegos de seis espécies — o terceiro maior santuário de morcegos de Berlim — que hibernam nas salas mais frias. Reserve a Visita 2 (90 minutos, €17) para ver três pisos; a Visita E (€65, três horas) é terreno alpino com quedas verticais.

Leve uma lanterna frontal a sério. A escuridão é total e, quando o guia apaga as luzes, ainda se vê um brilho ténue da Leuchtfarbe da época da guerra — tinta luminosa que marcava as saídas durante os apagões, visível como um fantasma no betão. Estênceis alemães originais identificam as salas em abreviaturas operacionais dos anos 1940, e raízes de árvores vindas da superfície atravessam o teto reforçado como punhos verdes em câmara lenta.

O interior mantém-se a 10°C o ano inteiro. Numa tarde de julho com 30 graus, a respiração embacia ao fim de um minuto de descida. Sapatos fechados, casaco quente, sem casas de banho no local — e uma estrutura construída para proteger 15.000 berlinenses do céu, agora reconquistada por baixo pela água, pelas raízes e por estalactites minerais.

Vista panorâmica de Berlim a partir do topo do Flakturm Humboldthain, no Volkspark Humboldthain, Alemanha
Procure isto

Fique no lado norte do topo da colina e olhe para baixo: as duas torres de canto sobreviventes da G-Tower rompem a encosta gramada — concreto bruto, marcado pelas explosões, ao nível do solo, onde a colina de escombros engoliu os andares inferiores. Os danos das tentativas de demolição de 1948 ainda aparecem como fraturas profundas e bordas lascadas nas faces expostas.

Logística para visitantes

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Como Chegar

Pegue a U8, U6 ou S1/S2/S25/S41/S42 até Gesundbrunnen — a torre fica a cerca de 7 minutos a pé (494m). Siga as placas azuis e brancas da Berliner Unterwelten a partir da Brunnenstraße 105. O ônibus 247 para mais perto da entrada do parque se as escadas da estação parecerem demais.

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Horário de Funcionamento

O parque e o mirante no topo da colina ficam abertos 24 horas por dia, o ano inteiro, sem cobrança. As visitas guiadas ao interior acontecem apenas de maio a outubro — o bunker abriga a terceira maior colônia de hibernação de morcegos de Berlim entre novembro e abril. Em 2026, as visitas reabrem no calendário padrão de 1º de abril.

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Tempo Necessário

Exterior e mirante no topo: 30–60 minutos. A visita guiada Humboldthain Spezial acrescenta 2,5 horas. Reserve 3–4 horas para a experiência completa, com caminhada pelo parque e uma parada para döner na Müllerstraße depois.

payments

Custo e Ingressos

O exterior no topo da colina é gratuito. Em 2026, a visita Humboldthain Spezial custa €55 (2,5 h); a visita Humboldthain Extrem (€65, 3 h) continua suspensa por obras de segurança estrutural, sem data para voltar. Reserve online em berliner-unterwelten.de com até 30 dias de antecedência — não há venda de ingressos no bunker.

accessibility

Acessibilidade

Não é acessível para cadeiras de rodas. A visita ao interior exige mais de 150 degraus, caminhada sobre terreno de escombros e descidas por passagens de 60cm de largura — a Berliner Unterwelten exige que os visitantes sejam “bergwanderfähig” (aptos para trilhas de montanha) e tenham estritamente 18 anos ou mais. A trilha espiral externa que sobe a colina é pavimentada e pode ser feita a pé pela maioria das pessoas com diferentes níveis de mobilidade.

Dicas para visitantes

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Vista-se para 10°C no interior

O bunker mantém-se a 10°C/50°F durante todo o ano, mesmo no calor de agosto. Leve uma camada quente e botas de caminhada pelo tornozelo com sola aderente — ténis, sandálias ou saltos significam entrada recusada à porta.

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Sem fotografias no interior

Câmaras e telemóveis são proibidos durante a visita ao interior, e a regra é aplicada sem exceções para proteger artefactos emprestados por testemunhas oculares. O exterior e as vistas do topo podem ser fotografados à vontade — leve a máquina, mas deixe-a guardada no saco lá em baixo.

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Venha ao pôr do sol

O Berlin.de coloca o topo da colina entre os melhores lugares da cidade para ver o pôr do sol. O inverno e o outono dão, na verdade, vistas mais nítidas para sul, em direção a Mitte e à Torre de TV, quando as árvores perdem as folhas.

restaurant
Coma na Müllerstraße

Salte o centro comercial de Gesundbrunnen. Caminhe cinco minutos até ao Imren Grill para comer um dürüm de borrego ou ao Yildiz Gözleme (Müllerstraße 133) para pastelaria turca e chá preto — ambos económicos, ambos instituições de Wedding.

security
A estação, não o parque

O parque em si é seguro de dia e ao início da noite — famílias, corredores, pessoas em piqueniques. Vigie os sacos na estação de Gesundbrunnen (a cautela habitual com carteiristas num grande nó de transportes de Berlim) e ignore quem se aproxime com uma prancheta a pedir assinaturas para petições.

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Miradouro de Silvester

Na noite de Ano Novo, os habitantes sobem a colina para ver os fogos de artifício sobre o norte de Berlim — a altitude de cerca de 85 m supera a maior parte dos telhados de Mitte. Leve luvas, um termo e chegue antes das 23:00 para conseguir um bom lugar.

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Sem casas de banho no local

Não há casas de banho na torre nem no percurso da visita. Use as instalações da estação de Gesundbrunnen antes de subir — a visita Spezial dura 2,5 horas sem pausa.

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Desvio de terça-feira

O Humboldthain Club, na estação de S-Bahn, organiza Pistas Abertas e Ténis de Mesa todas as terças-feiras — há oito anos seguidos, grátis, com um pé no techno. Combine isso com a subida ao topo da colina ao pôr do sol para uma noite completa em Wedding. Ou siga a pé para sul até Alexanderplatz para a versão turística.

Onde comer

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Não vá embora sem provar

Currywurst — salsicha grelhada fatiada com molho de tomate ao caril, a comida de rua icónica de Berlim desde as décadas de 1940–50 Döner Kebab — Berlim afirma que o döner moderno foi inventado aqui em 1972 Königsberger Klopse — almôndegas de vitela em molho cremoso de alcaparras, clássico de taverna Eisbein — joelho de porco curado com chucrute e puré de ervilhas Buletten — hambúrgueres de carne temperados, comida de rua tradicional de Berlim Berliner Pfannkuchen — bola de Berlim frita recheada com compota

Café Humboldthain

cafe
Café Contemporâneo €€ star 4.9 (304)

Pedir: Ignore os bolos normais e vá direto ao bolo de chocolate Dubai — é por isso que os locais fazem fila aqui. Os croissants são mesmo amanteigados e folhados, e o pequeno-almoço é servido até às 14h.

É aqui que a classe trabalhadora de Wedding e os criativos realmente querem estar. Acolhedor, equipa genuinamente simpática, bom menu vegetariano, sem precisar de fingir ser outra coisa.

schedule

Horário de funcionamento

Café Humboldthain

Seg-Qua 8:04–18:36
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Lichtburg

local favorite
Tradicional Alemã €€ star 4.5 (1283)

Pedir: Peça o Wiener Schnitzel — é enorme, estaladiço, bem feito. Deixe a equipa guiá-lo pelos pratos alemães; sabem o que resulta.

Vida de bairro a sério: bancos corridos, paredes vermelhas, esplanada onde os locais se sentam, carta de vinhos com profundidade suficiente para ser levada a sério. Os grupos enchem o espaço porque a comida não desilude.

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Horário de funcionamento

Lichtburg

Seg-Qua 11:30–23:00
map Mapa language Web

Lobe Canteen

local favorite
Café Plant-Based €€ star 4.6 (119)

Pedir: O menu vegetal rotativo mantém a surpresa — mas o bolo de cenoura e o bolo de limão merecem sempre ser pedidos. Vá pelo jardim; galinhas e coelhos de verdade tornam o lugar estranhamente ótimo.

Ainda estamos em 2026 e Berlim continua a ter sítios assim: amplos, excêntricos, sem medo de serem eles próprios. Amigos do veganismo sem sermões, cool sem pose.

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Horário de funcionamento

Lobe Canteen

Seg-Qua 12:00–16:00
map Mapa language Web

Cafe Latrio-Berlin

cafe
Café de Bairro €€ star 4.7 (2677)

Pedir: Bagel com mozzarella e chá turco de manhã. Tudo sabe a algo feito por alguém para si, não por uma fábrica.

Os habituais vêm cá todos os dias porque simplesmente funciona. Comida com sabor caseiro, equipa que parece mesmo contente, localização tranquila longe do ruído turístico.

schedule

Horário de funcionamento

Cafe Latrio-Berlin

Seg, Ter 7:30–18:00; Qua 8:00–18:00
map Mapa
info

Dicas gastronômicas

  • check Dinheiro vivo manda — muitos cafés em Wedding só aceitam pagamento em numerário. Leve €30–50 para refeições casuais.
  • check O serviço de pequeno-almoço costuma ir até às 14h nos cafés populares — chegue cedo ou arrisca-se a perder alguns itens.
  • check Deixe gorjeta arredondando o valor ou dizendo o total que quer pagar ao entregar o dinheiro ao empregado (conta €16.30 → diga '17').
  • check Não é preciso reservar nos cafés casuais, mas para grupos de 4+ em restaurantes, ligue antes.
  • check O serviço está incluído nos preços do menu por lei. As gorjetas são opcionais, mas 5–10% por um bom serviço é o habitual.
  • check O almoço decorre entre as 12h e as 14h, o jantar entre as 18h e as 21h. O serviço à noite costuma ir até às 23h nos locais mais procurados.
Bairros gastronômicos: Wedding (onde fica Humboldthain) — áspero, local, acessível. Mais lugares autênticos de bairro do que cadeias. Müllerstraße e Seestraße são os principais eixos. Prenzlauer Berg (10–15 min a sul) — mais sofisticado, com ruas de calçada, gentrificado. Torrefações de café de especialidade, mercados biológicos, forte cultura de brunch. Kreuzberg (30+ min a sul) — bancas turcas de döner, bares punk, muita comida de rua, refeições até tarde. Mais áspero, mais autêntico. Mauerpark (10–15 min a pé) — mercado de domingo com 20–30 bancas de comida de rua, artigos em segunda mão, até 40,000 visitantes aos fins de semana.

Dados de restaurantes fornecidos pelo Google

Contexto Histórico

O Castelo que Hitler Ordenou num Acesso de Raiva

Na noite de 25 de agosto de 1940, bombardeiros da RAF cruzaram Berlim pela primeira vez. Diz-se que Hitler ficou furioso. Em poucas semanas assinou uma Führerbefehl a ordenar três complexos de torres antiaéreas para a capital — plataformas de canhões à prova de bombas que também serviam de abrigo civil, construídas com uma estética de castelo medieval que ele próprio aprovou.

Humboldthain tornou-se o Flakturm III. Os registos mostram que a construção decorreu de outubro de 1941 a abril de 1942 — cerca de seis meses, à volta de 800 trabalhadores, aproximadamente 90 milhões de Reichsmarks. As paredes ficaram com 3,5 metros de espessura. O teto, 5 metros. É por isso que a torre continua de pé.

Friedrich Tamms e as Janelas que Não Faziam Sentido

O arquiteto era Friedrich Tamms, um engenheiro de pontes de 36 anos de Schwerin que Albert Speer chamou para a Inspeção Geral da Construção em 1938. Quando a ordem de Hitler para as torres antiaéreas chegou em setembro de 1940, o processo foi parar às mãos de Tamms. Tinha de desenhar um arranha-céus à prova de bombas com 70 metros, cumprir as especificações balísticas da Luftwaffe e dar-lhe o aspeto de um castelo germânico — tudo a tempo da época seguinte de bombardeamentos. Para ele, em termos pessoais, estava em jogo a encomenda de uma vida: estas torres destinavam-se a tornar-se monumentos de propaganda da guerra aérea após a vitória alemã, com o seu nome na base de cada uma.

Por isso, abriu-lhes janelas. Janelas a sério, seladas com aço durante a guerra. Todo o engenheiro militar que entra em Humboldthain repara nisso e franze o sobrolho. Janelas num bunker não fazem sentido — a não ser que o edifício tenha sido pensado para sobreviver à guerra. Tamms estava a projetar para Germania, a capital mundial planeada de Speer para Berlim. Depois da vitória, as plataformas dos canhões seriam retiradas dos cantos e as torres tornar-se-iam apartamentos ou escritórios da Luftwaffe. As janelas são a prova mais reveladora dessa fantasia.

O ponto de viragem chegou na primavera de 2014, quando a Berliner Unterwelten adquiriu 21 pedras em relevo de silicato de cálcio que tinham sido talhadas para Humboldthain e nunca instaladas — oito pedras com grinaldas de honra, treze pedras com espadas duplas, cada uma pesando até 1,7 toneladas. Peças decorativas de fachada para um monumento à Luftwaffe, encomendadas enquanto Berlim ardia. Tamms sobreviveu à guerra, reinventou-se como urbanista em Düsseldorf e morreu em 1980 sem consequências sérias de desnazificação. As pedras que encomendou ficaram guardadas durante 69 anos. Hoje pode vê-las na Visita 2.

A Última Posição em Berlim

A cidade rendeu-se em 2 de maio de 1945. Humboldthain resistiu mais um dia. Segundo várias fontes, a 89.ª Divisão de Fuzileiros soviética trouxe obuses B-4 de 203 mm — os mesmos canhões que tinham aberto brechas em fortalezas alemãs por toda a Frente Oriental — e colocou 1.000 kg de explosivos na base. Nada perfurou a estrutura. Lá dentro estavam cerca de 1.000 soldados da Wehrmacht, auxiliares da Juventude Hitleriana com 16 a 18 anos, mulheres Flakhelferinnen e milhares de civis. A guarnição tinha baixado os canos de 128 mm para a posição horizontal e usava-os como canhões antitanque, pintando anéis de abate no aço. Por volta da 1:00 da manhã de 3 de maio, a bandeira branca foi içada. Era a última posição alemã organizada na capital.

A Demolição Francesa que se Recusou a Demolir

A zona de Humboldthain ficou no setor francês depois de 1945. Os engenheiros franceses derrubaram sem dificuldade a torre L mais pequena (torre de controlo) em 13 de dezembro de 1947. A torre G (torre de canhões) foi outra história. Uma primeira explosão em 28 de fevereiro de 1948 falhou. Uma terceira tentativa em 13 de março — 41 toneladas de dinamite no total — fez cair as duas torres de canto do lado sul e deixou as duas do norte marcadas, mas intactas. A explicação oficial foi que os engenheiros franceses pararam para proteger a linha ferroviária Ringbahn, controlada pelos soviéticos, mesmo a norte do local. Os especialistas discutem se isso foi verdadeira prudência de Guerra Fria ou uma forma elegante de encobrir um fracasso de engenharia. Nos anos 1950, Berlim simplesmente enterrou a metade sobrevivente sob 1,5 milhão de metros cúbicos de entulho de guerra, criando a colina a que os habitantes ainda chamam Mont Klamott.

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Perguntas frequentes

Vale a pena visitar o Flakturm Humboldthain? add

Sim — sobretudo para quem gosta de história da Segunda Guerra Mundial, para quem já conhece bem Berlim ou para quem quer ver o pôr do sol sem pagar. A área exterior no topo da colina fica aberta 24 horas por dia, sem ingresso, e a visita guiada ao interior é uma das experiências históricas mais intensas da cidade. Só deixe de lado se tiver limitações de mobilidade ou nenhum interesse pela arquitetura da era nazista.

Como chego ao Flakturm Humboldthain saindo do centro de Berlim? add

Pegue a U8 ou a U6 até Gesundbrunnen e depois caminhe cerca de 7 minutos (494m) para o sul, entrando no Volkspark Humboldthain. As linhas S1, S2, S25, S41 e S42 também param em Gesundbrunnen. O ônibus 247 atende diretamente o parque. Sem estacionamento — vá de transporte público.

É possível visitar o Flakturm Humboldthain de graça? add

Sim. O parque, a colina de escombros e a plataforma de observação no terraço não custam nada e ficam abertos o tempo todo. Só a visita guiada ao interior com a Berliner Unterwelten exige ingresso (€55 para o Humboldthain Spezial de 2,5 horas, apenas de maio a outubro).

Quanto tempo é preciso no Flakturm Humboldthain? add

Reserve de 30 a 60 minutos para o exterior e o terraço, ou 2,5 horas se marcar a visita ao interior no Humboldthain Spezial. Se juntar os dois com uma caminhada pelo parque, vira um passeio de meio dia. Acrescente tempo para comer um dürüm na Müllerstraße depois.

Qual é a melhor hora para visitar o Flakturm Humboldthain? add

Ao pôr do sol, num dia de semana, entre abril e outubro — o terraço pega aquela luz dourada sobre o norte de Berlim e o movimento diminui. Outono e inverno, na verdade, oferecem vistas melhores da cidade porque as árvores sem folhas abrem a paisagem ao sul, em direção à Torre de TV. As visitas ao interior acontecem apenas de maio a outubro; a torre fecha no inverno por causa da hibernação dos morcegos.

É possível entrar no Flakturm Humboldthain? add

Sim, mas apenas numa visita guiada com a Berliner Unterwelten, e só de maio a outubro. O Humboldthain Spezial dura 2,5 horas e custa €55, cobre 3 dos 7 andares mais as ruínas do bunker Mutter-Kind. É preciso ter 18 anos ou mais e reservar online com antecedência — não há venda no local. Botas de trilha e lanterna são obrigatórias; fotografar no interior é proibido.

Por que metade do Flakturm Humboldthain está destruída? add

Engenheiros da ocupação francesa detonaram 41 toneladas de dinamite em três tentativas entre 1947 e 1948 para demolir a estrutura. A primeira explosão, em 28 de fevereiro de 1948, falhou por completo. A terceira, em 13 de março de 1948, derrubou as duas torres de canto do lado sul — a metade norte sobreviveu, oficialmente poupada para proteger a linha ferroviária Ringbahn, controlada pelos soviéticos, que ficava perto dali.

O que eu não devo perder no Flakturm Humboldthain? add

O mirante do terraço ao pôr do sol — um dos poucos pontos em Berlim onde a Torre de TV não estraga a sua foto. Dentro da torre, peça ao guia para apagar as lanternas e você verá a tênue tinta luminosa da Segunda Guerra Mundial (Leuchtfarbe) ainda brilhando nas paredes. Do lado de fora, desça pela trilha em curva até o Rosarium abaixo — rosas florescendo aos pés de uma torre de canhões resumem Berlim inteira num só lugar.

Fontes

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