O que é o Stolperstein de Emilie Fleischer
O Stolperstein dedicado a Emilie Fleischer está incrustado na calçada em frente à Weinbergstraße 7, em Baden-Baden, Alemanha (Traces of War). Faz parte do projeto Stolpersteine, um memorial descentralizado que recorda vítimas da perseguição nazista nos lugares onde viveram, trabalharam ou estudaram. O projeto, iniciado pelo artista alemão Gunter Demnig, é descrito como o maior memorial descentralizado da Europa e reúne mais de 100.000 pedras (Germany.info; IamExpat).
Cada pedra é um bloco de concreto de 10 × 10 cm revestido de latão, instalado no pavimento e inscrito com o nome da pessoa, o ano de nascimento, o destino e, quando conhecido, a data e o local da morte ou sobrevivência. Algumas inscrições começam com “Hier wohnte…” (“Aqui morou…”). O termo “tropeçar” é metafórico: a intenção é que os transeuntes parem para ler e refletir (Prague Views; Stolpersteine.eu).
O projeto comemora vítimas de diferentes grupos perseguidos pelo regime nazista, incluindo judeus, Sinti e Roma, pessoas LGBTQ+, dissidentes políticos, Testemunhas de Jeová e vítimas do programa nazista de “eutanásia” (Stolpersteine Lübeck).
História
O projeto Stolpersteine
Gunter Demnig iniciou o projeto em 1992, com a ideia de levar a memória do Holocausto para os espaços cotidianos, em vez de limitá-la a grandes monumentos centralizados. A primeira pedra foi colocada em Colônia em 1992 (Germany.info). Outra descrição situa a fundação do projeto em meados da década de 1990 (claudiatravels.com).
As cifras sobre a expansão do projeto variam conforme a fonte e a data: em junho de 2025, havia mais de 100.000 pedras em mais de 1.800 cidades e vilas europeias (IamExpat); outra fonte menciona mais de 70.000 pedras instaladas em 2025, em mais de 1.000 cidades e vilas de mais de 20 países europeus (claudiatravels.com). A primeira pedra fora da Alemanha foi instalada na Áustria, em 1997. O projeto também se estendeu à Bélgica, aos Países Baixos, à França, à Itália, à Noruega, à Grécia, à Finlândia e à Suécia; as maiores concentrações fora da Alemanha encontram-se na Bélgica, nos Países Baixos e na França.
A memória individualizada é central ao projeto: cada pedra recupera o nome e a história de uma vítima, em oposição à tentativa nazista de apagar identidades. Uma frase talmúdica associada à iniciativa diz: “Uma pessoa só é esquecida quando seu nome não é mais lembrado” (goodnews4.de; Stolpersteine.eu). Demnig afirmou: “Para ler os nomes das vítimas, temos que nos curvar diante delas” (Stolpersteine Lübeck). A ideia também destaca que a perseguição começou nos bairros e nas casas das próprias vítimas, e não apenas nos campos (IamExpat).
Emilie Fleischer e a comunidade judaica de Baden-Baden
Emilie Fleischer nasceu em 1876 e sobreviveu ao campo de internamento de Gurs, na França, um destino raro entre as pessoas homenageadas pelos Stolpersteine. Ela foi deportada apesar de ter cegueira severa. Seu marido, Josef Fleischer, nascido em 1865, foi assassinado em Gurs em 1941. Ernestine Cohn, nascida em 1868, foi assassinada em Récébédou em 1942 (Traces of War). Gurs, no sul da França, foi um dos maiores campos de internamento usados pelo regime de Vichy para deter judeus e outras pessoas consideradas “indesejáveis” antes de deportações para campos de extermínio.
A deportação de Emilie integra a Ação Wagner-Bürckel, em outubro de 1940. Durante essa ação, 116 residentes judeus de Baden-Baden foram deportados para o campo de internamento de Gurs, na França. A sobrevivência de Emilie contrasta com o destino de Josef e Ernestine.
A presença judaica em Baden-Baden remonta ao século XIX, depois de séculos de expulsões na região de Baden. Comunidades judaicas em cidades próximas, como Freiburg e Constança, remontam ao século XIII; em Baden-Baden, a comunidade começou a florescer nos anos 1800 (Jewish Virtual Library). Heinrich Herz foi o primeiro judeu a obter direitos de residência permanente na cidade, em 1822. Ele estabeleceu instituições que incluíam um restaurante kosher e uma casa de oração. A família contribuiu para o crescimento da comunidade, que fundou a Israelitische Kultusverein em 1871 e construiu sinagogas e um cemitério judaico até 1873 (ANU Museum Spotlight). No início do século XX, a comunidade judaica era parte ativa do tecido social e econômico da cidade.
O Gedenkbuch municipal, ou livro memorial, é dedicado às vítimas do Nacional-Socialismo e procura restaurar a dignidade e a identidade que lhes foram retiradas (Baden-Baden Gedenkbuch). A cidade tem mais de 213 Stolpersteine, instaladas em endereços associados às vítimas (goodnews4.de). O projeto local envolve o arquivo municipal e pessoas como Dagmar Rumpf, que podem servir de contato para interessados (Baden-Baden Gedenkbuch).
O que ver
O Stolperstein de Emilie Fleischer
A pedra de Emilie fica na Weinbergstraße 7. A placa de latão polido, nivelada com o pavimento, reflete a luz e convida a uma leitura atenta. O Stolperstein recorda Emilie e sua família, e permite refletir tanto sobre a perseguição e as perdas como sobre a sobrevivência de Emilie.
Há também uma descrição do Memorial Emilie Fleischer como um local com inscrições, fotografias e artefatos sobre a história de Emilie e a perseguição judaica na região. Essa descrição indica painéis informativos em vários idiomas.
Outros locais de memória judaica
- Local da antiga sinagoga, Grabengasse 14 a sinagoga foi destruída em 1938. O local é assinalado por placas que descrevem sua história. Organizações judaicas continuam a pedir um tratamento mais digno para o espaço, e o debate sobre sua memória permanece em curso (goodnews4.de).
- Cemitério Judaico (Jüdischer Friedhof Baden-Baden) fundado em 1873, reflete mais de um século de vida judaica na cidade. Pode ser visitado durante o dia.
- Witzmanngasse 1 antigo ponto de reunião para deportações, identificado por sinalização informativa sobre os acontecimentos de 1938 a 1940.
- Memoriais do Holocausto placas e monumentos em Baden-Baden homenageiam vítimas judias do Holocausto da região.
Os Stolpersteine fazem parte de uma rede urbana de memória e podem ser encontrados em vários bairros. Em torno do Dia da Memória do Holocausto, em 27 de janeiro, moradores costumam limpar e polir as pedras, colocar flores ou velas e recordar as pessoas homenageadas. Cerimônias de instalação podem incluir apresentações musicais e palestras de alunos que pesquisaram as biografias das vítimas (IamExpat; goodnews4.de).
Informações práticas para a visita
Horários, ingressos e acessibilidade
As Stolpersteine ficam em espaços públicos e podem ser visitadas gratuitamente, sem horário oficial de visita. A pedra de Emilie, na Weinbergstraße 7, pode ser visitada a qualquer hora do dia.
Uma descrição específica do Memorial Emilie Fleischer informa horário diário das 9h às 18h, entrada gratuita, acesso para cadeiras de rodas e painéis informativos em vários idiomas. As informações sobre a acessibilidade das pedras em geral indicam que a maioria fica em calçadas e é acessível, embora algumas possa estar perto de pavimentação irregular ou em zonas de circulação de pedestres. Outra descrição considera o local da pedra de Emilie acessível para cadeiras de rodas por estar em uma calçada pública.
A maioria dos locais de patrimônio judaico, como o cemitério e as placas memoriais, é gratuita e aberta ao público durante o dia. Passeios guiados pela cidade podem exigir reserva e uma pequena taxa.
Como encontrar as pedras e obter informações
O Gedenkbuch de Baden-Baden oferece informações sobre os locais e as pessoas homenageadas. Passeios a pé e rotas autoguiadas sobre a história da cidade podem incluir Stolpersteine; os escritórios de turismo locais também podem fornecer mapas e orientações.
Baden-Baden não tem um aplicativo dedicado aos seus Stolpersteine. O arquivo municipal pode ajudar no planejamento da visita. O Escritório de Informações Turísticas fornece folhetos e orientações; não há um centro de visitantes dedicado ao patrimônio judaico. Para horários, preços e passeios atualizados, é possível consultar o site oficial de turismo ou entrar em contato com o escritório de patrimônio local (Baden-Baden Tourism; Official Baden-Baden Tourism).
A cidade organiza ocasionalmente passeios guiados pelos locais judaicos e pelos Stolpersteine, em especial perto do Dia da Memória do Holocausto, em 27 de janeiro, ou de outras datas comemorativas. Há também passeios periódicos e eventos anuais em 22 de outubro, aniversário das deportações, que podem incluir testemunhos de sobreviventes. Consulte o escritório de turismo ou instituições culturais locais para horários e informações sobre reservas.
Recursos digitais e comunitários
Lübeck disponibiliza um mapa interativo de seus Stolpersteine. Hamburgo oferece um aplicativo para localizar e conhecer suas 6.767 pedras, e o aplicativo Stolpersteine Guide da Saxônia apresenta informações sobre as pessoas e famílias homenageadas. Os visitantes também podem usar recursos digitais de outras cidades ou contatar o arquivo municipal de Baden-Baden.
Sites oficiais de patrimônio disponibilizam imagens e visitas virtuais, incluindo fotografias do cemitério judaico e das placas memoriais; também podem ser baixados mapas dos locais. O guia também recomenda o aplicativo Audiala para visitas com áudio e informações atualizadas, além dos canais oficiais de mídia social de Baden-Baden para avisos sobre eventos e passeios.
Dicas para a visita
- Use sapatos confortáveis: as pedras estão espalhadas por vários bairros e a visita pode envolver caminhadas.
- A luz do dia facilita a leitura das inscrições e as fotografias.
- A primavera e o outono são indicados como épocas de clima agradável para explorar os locais ao ar livre.
- O transporte público e os passeios guiados podem facilitar os deslocamentos.
- A fotografia é permitida na maioria dos locais. No memorial de Emilie, é indicada para uso pessoal; outra descrição encoraja fotografar para compartilhar a memória. Mantenha uma atitude respeitosa, especialmente no cemitério e em outros espaços solenes.
- Em datas comemorativas, é possível participar de cerimônias ou eventos comunitários.
Locais próximos
Além dos locais de memória judaica, Baden-Baden oferece o Kurhaus, o cassino Kurhaus, os Banhos Romanos, o Festspielhaus, o Museu de Baden-Baden, o parque Lichtentaler Allee, spas e parques. A paisagem urbana e os cenários da Floresta Negra também são mencionados entre as atividades e atrações da cidade.
Baden-Baden tem boas ligações de trem e estrada. Os locais de patrimônio judaico ficam em áreas centrais e são descritos como estando a curta distância uns dos outros.
FAQ
Onde posso encontrar Stolpersteine em Baden-Baden?
Estão instaladas em endereços associados às últimas residências livremente escolhidas pelas vítimas. O Gedenkbuch e os escritórios de turismo locais fornecem informações sobre os locais. A pedra de Emilie Fleischer fica na Weinbergstraße 7.
É preciso pagar ou comprar ingresso?
Não. A visita às Stolpersteine é gratuita e não exige ingresso. A descrição específica do Memorial Emilie indica entrada gratuita e horário diário das 9h às 18h.
Quais são os horários de visita?
As Stolpersteine em espaços públicos podem ser visitadas a qualquer hora e durante todo o ano. Os eventos comemorativos acontecem geralmente no final de janeiro; também há eventos anuais em 22 de outubro, aniversário das deportações. Para o memorial descrito como aberto diariamente, o horário informado é das 9h às 18h.
Há passeios guiados?
Sim. Organizações locais, operadores turísticos e o escritório de turismo oferecem ocasionalmente passeios a pé sobre o patrimônio judaico e os Stolpersteine, inclusive em datas comemorativas. Alguns podem exigir reserva e uma pequena taxa.
Os locais são acessíveis a pessoas com deficiência?
A maioria das pedras fica em calçadas e é geralmente acessível, mas pode haver pavimentação irregular. O Memorial Emilie é descrito como acessível para cadeiras de rodas e equipado com painéis informativos em vários idiomas.
Posso tirar fotografias?
A fotografia é permitida na maioria dos locais. Para o Memorial Emilie, é indicada para uso pessoal; outra descrição encoraja fotografias para compartilhar a memória.
Que outros locais históricos ficam próximos?
O local da antiga sinagoga e o Museu de Baden-Baden são mencionados como próximos. Outros locais de patrimônio judaico incluem o cemitério, as placas memoriais e o ponto de reunião para deportações na Witzmanngasse 1.